<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277</id><updated>2012-01-31T18:02:21.887Z</updated><title type='text'>A Matéria do Tempo</title><subtitle type='html'>Gostos, interesses, paixões e desamores, que se vão materializando com o fluir do tempo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>451</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-4302159456865178409</id><published>2012-01-24T00:56:00.004Z</published><updated>2012-01-26T23:01:47.010Z</updated><title type='text'>Auroras boreais</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xRdt4hvxGMY/Tx3-RDZ--LI/AAAAAAAABRw/joh3rr5yk-Q/s1600/Arjan-Bertelsen1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-xRdt4hvxGMY/Tx3-RDZ--LI/AAAAAAAABRw/joh3rr5yk-Q/s400/Arjan-Bertelsen1.jpg" width="267" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Uma aurora boreal fotografada na Noruega em 20 de janeiro de 2010 (Foto: Ørjan Bertelsen)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As auroras boreais são fascinantes fenómenos luminosos, que se observam por vezes, durante a noite ou o crepúsculo, no céu das regiões do planeta situadas nas proximidades do Polo Norte. Nas proximidades do Polo Sul também se podem observar fenómenos iguais. Neste caso, estes fenómenos chamam-se auroras austrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As auroras boreais e austrais manifestam-se sob a forma de cortinas de luz coloridas, que ondulam magicamente pelo céu. A sua cor predominante é o verde, mas também podem ter outras cores, como vermelho, azul, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes estranhos fenómenos resultam do choque de partículas eletricamente carregadas, que o Sol lançou para o espaço, com as camadas mais altas da atmosfera da Terra. São fenómenos que acontecem quando ocorre uma erupção solar, à qual está associada a existência de manchas escuras na superfície do Sol, chamadas manchas solares. O número de manchas solares aumenta ciclicamente de 11 em 11 anos, aproximadamente. Presentemente, estamos a entrar num período de maior número de manchas, que se prolongará por mais três ou quatro anos. Isto quer dizer que há agora uma maior probabilidade de ocorrência de auroras boreais e austrais nas regiões próximas dos polos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A probabilidade de acontecer uma aurora boreal em Portugal é extremamente pequena, porque Portugal está muito afastado do Polo Norte. Teria que haver uma ejeção de matéria solar em direção à Terra verdadeiramente gigantesca para que acontecesse uma aurora boreal no nosso país. Nos dias 1 e 2 de setembro de 1859 ocorreu uma ejeção assim. Foi a maior tempestade solar que foi registada até agora, a qual provocou auroras boreais no México, em Cuba e em Itália, entre outros países. Não sei se também se viu alguma em Portugal nesses dias, mas pode ter acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem e as causas das auroras boreais e austrais são explicadas de forma muito simples num sugestivo vídeo. Infelizmente não há nenhuma versão deste vídeo em português; só há em norueguês e em inglês. A versão em inglês é a que se pode ver a seguir, mas antes de a apresentar, permito-me fazer a seguinte tradução para português do que nele é dito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;«Nas noites árticas, a aurora boreal flameja frequentemente à noite no inverno. O que é e de onde é que ela vem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui que a história da aurora boreal e austral começa: no Sol, uma estrela de tamanho médio, entre milhares de milhões de outras estrelas da nossa Via Láctea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sol funciona como uma enorme central de energia. A energia é criada bem dentro do núcleo do Sol. Aqui, a temperatura é superior a 14 &lt;strong&gt;milhões&lt;/strong&gt; de graus e a pressão é tão gigantesca que os átomos de hidrogénio são fundidos uns nos outros, de modo a constituírem-se num outro elemento, o hélio. Esta reação nuclear liberta energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Esta energia irradia a partir do núcleo do Sol. Nas camadas exteriores, a energia dirige-se para a superfície em gigantescas correntes elétricas induzidas de gás, chamadas células de convecção. Estas correntes de gás com carga elétrica criam campos magnéticos dentro do Sol. Em alguns lugares, fortes campos magnéticos irrompem através da superfície. Eles desaceleram as correntes induzidas de gás quente. A superfície arrefece e aparecem manchas solares mais escuras. O gás eletricamente carregado é chamado plasma. O plasma estende os campos magnéticos ainda mais para fora do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo magnético estica-se e torce-se como um elástico. A seguir, o elástico rompe-se. Vários milhares de milhões de toneladas de plasma são ejetados para longe do Sol. A isto dá-se o nome de tempestade solar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tempestade solar pode atingir velocidades de mais de 8 &lt;b&gt;milhões&lt;/b&gt; de quilómetros por hora. Seis horas depois, ela passa pelo planeta Mercúrio. Doze horas depois, pelo planeta Vénus.  E depois de passadas dezoito horas, a tempestade solar atinge a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a tempestade solar atinge o nosso planeta, algo estranho acontece. Um escudo invisível -- o campo magnético da Terra -- desvia a tempestade. Os campos magnéticos do plasma solar e da Terra unem-se um ao outro e criam um funil, através do qual as correntes de gás se dirigem para o lado diurno dos polos. Estas são as auroras boreal e austral diurnas.  A seguir, os campos magnéticos esticam-se mais para trás e unem-se um ao outro. O elástico magnético rompe-se e gás da tempestade solar encaminha-se através das linhas magnéticas em direção aos polos no lado noturno. Estas são as auroras boreal e austral noturnas.»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="225" mozallowfullscreen="" src="http://player.vimeo.com/video/25811412?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A seguir podemos ver um outro vídeo, que mostra uma aurora boreal registada no norte da Noruega. Neste vídeo, de belos efeitos, as imagens estão aceleradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="225" mozallowfullscreen="" src="http://player.vimeo.com/video/21294655" webkitallowfullscreen="" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-4302159456865178409?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/auroras-boreais.html' title='Auroras boreais'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/4302159456865178409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/auroras-boreais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4302159456865178409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4302159456865178409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/auroras-boreais.html' title='Auroras boreais'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xRdt4hvxGMY/Tx3-RDZ--LI/AAAAAAAABRw/joh3rr5yk-Q/s72-c/Arjan-Bertelsen1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-4166425876519944188</id><published>2012-01-22T02:50:00.006Z</published><updated>2012-01-22T12:08:42.302Z</updated><title type='text'>Oração do Anjo Custódio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QfEyrjyq34A/Txt3dgCQNzI/AAAAAAAABRk/14rwrAiFr1s/s1600/Santo-Anjo-Cust%25C3%25B3dio-Joan-de-Joanes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-QfEyrjyq34A/Txt3dgCQNzI/AAAAAAAABRk/14rwrAiFr1s/s400/Santo-Anjo-Cust%25C3%25B3dio-Joan-de-Joanes.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Anjo Custódio, por &lt;b&gt;Joan de Joanes&lt;/b&gt; (1523-1579), pintor renascentista espanhol&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Espécie de diálogo entre o Diabo e a pessoa que está disposta a resistir-lhe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;: Custódio amigo, tu queres ser santo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, amigo não!&lt;br /&gt;Quero sim pela graça de Deus,&lt;br /&gt;e do divino Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me doze palavras ditas e retornadas. Quais (sic) delas é a primeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;A primeira é a casa santa de Jerusalém,&lt;br /&gt;donde Cristo, senhor nosso, padeceu por nós, amen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas é a segunda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;A segunda são as tabuinhas de Moisés&lt;br /&gt;Donde (sic) Cristo, senhor nosso, pôs os seus divinos pés;&lt;br /&gt;e a primeira (repete), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas é a terceira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;A terceira são as três pessoas da Santíssima Trindade; e a segunda, etc. (repete 1ª e 2ª).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas é a quarta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;A quarta são os quatro evangelistas; a terceira, etc. (repete a 3ª, a 2ª e a 1ª).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas é a quinta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;A quinta são as cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo; a quarta, etc. (repete a 4ª, a 3ª, a 2ª e a 1ª).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas é a sexta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;As seis são os seis celebrantes; a quinta, etc. (repete a 5ª, a 4ª, a 3ª, a 2ª e a 1ª).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas são as sete?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;As sete são os sete pecados mortais; as seis, etc. (repete a 6ª, a 5ª, a 4ª, a 3ª, a 2ª e a 1ª).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas são as oito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;As oito são os oito coros de anjos; as sete, etc. (repete a 7ª, a 6ª, a 5ª, a 4ª, a 3ª, a 2ª e a 1ª).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas são as nove?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;As nove são os nove meses de Nossa Senhora, que trouxe o seu amado filho no seu divino ventre; as oito são, etc. (repete a 8ª, a 7ª, a 6ª, a 5ª, a 4ª, a 3ª, a 2ª e a 1ª).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas são as dez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;As dez são os dez mandamentos; as nove, etc. (repete a 9ª, a 8ª, a 7ª, a 6ª, a 5ª, a 4ª, a 3ª, a 2ª e a 1ª).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas são as onze?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;As onze são as onze mil virgens do Algarve (sic); as dez, etc. (repete a 10ª, a 9ª, a 8ª, a 7ª, a 6ª, a 5ª, a 4ª, a 3ª, a 2ª e a 1ª).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas são as doze?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;As doze são os doze apóstolos; as onze, etc. (repete a 11ª, a 10ª, a 9ª, a 8ª, a 7ª, a 6ª, a 5ª, a 4ª, a 3ª, a 2ª e a 1ª).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio, amigo meu, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pessoa&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Custódio sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diabo&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;Hás-de dizer-me, etc. Quais delas são as treze?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nossa Senhora&lt;/i&gt; respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treze raios tem o Sol,&lt;br /&gt;Treze raios tem a Lua;&lt;br /&gt;Arrebenta Diabo,&lt;br /&gt;Que esta alma é de Deus, não é tua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota -- Esta oração também é eficaz contra as bruxas; apenas se começa a rezar tal oração as bruxas vêm ter com a pessoa e pedem-lhe que a acabe (Terra da Feira).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Dita por uma velha da Terra da Feira, in &lt;b&gt;&lt;i&gt;Contribuições para uma Mitologia Popular Portuguesa e Outros Escritos Etnográficos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, de &lt;b&gt;Consiglieri Pedroso&lt;/b&gt;. Comparar esta oração com uma outra, publicada no blogue &lt;a href="http://sextosentido.spaceblog.com.br/641579/ANTIGA-ORACAO-DO-ANJO-CUSTODIO/" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;Sexto Sentido&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;, do Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-4166425876519944188?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/oracao-do-anjo-custodio.html' title='Oração do Anjo Custódio'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/4166425876519944188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/oracao-do-anjo-custodio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4166425876519944188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4166425876519944188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/oracao-do-anjo-custodio.html' title='Oração do Anjo Custódio'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QfEyrjyq34A/Txt3dgCQNzI/AAAAAAAABRk/14rwrAiFr1s/s72-c/Santo-Anjo-Cust%25C3%25B3dio-Joan-de-Joanes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-4380770873467708470</id><published>2012-01-17T02:38:00.004Z</published><updated>2012-01-19T22:48:05.578Z</updated><title type='text'>Agumas músicas velhinhas de Angola</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/3kJZfLL3Od8?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Kalumba&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; ("Mocinha"), por &lt;b&gt;Elias dia Kimuezo&lt;/b&gt; ("Elias das Barbas")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/g5IdXeGTNZ8?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Maria dia Pambala&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, por &lt;b&gt;Fernando Sofia Rosa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/MFV6KuxRrm8?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ngongo ya biluka&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; ("O sofrimento mudou"), por &lt;b&gt;Lourdes van Dunem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/QY5LEcOj3mQ?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Belita Kiri-Kiri&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, pelos &lt;b&gt;Ngoma Jazz&lt;/b&gt;, de Cabinda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="243" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/OKvX1clT5Uc?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Sant'Ana&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, pelo músico cego &lt;b&gt;Minguito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-4380770873467708470?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/agumas-musicas-velhinhas-de-angola.html' title='Agumas músicas velhinhas de Angola'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/4380770873467708470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/agumas-musicas-velhinhas-de-angola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4380770873467708470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4380770873467708470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/agumas-musicas-velhinhas-de-angola.html' title='Agumas músicas velhinhas de Angola'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-644532543330146854</id><published>2012-01-10T03:11:00.004Z</published><updated>2012-01-11T23:04:50.631Z</updated><title type='text'>São Pedro das Águias</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2vrO_I9kJyo/Twum2-e8JDI/AAAAAAAABPk/YFoyjMPMb8U/s1600/54231173.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-2vrO_I9kJyo/Twum2-e8JDI/AAAAAAAABPk/YFoyjMPMb8U/s400/54231173.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;A ermida de São Pedro das Águias, Granjinha, Tabuaço (Foto: &lt;a href="http://www.panoramio.com/user/722450?with_photo_id=54231173" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;jorgsant&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Há lugares que parecem ter feitiço. Depois de os termos visitado, não mais voltamos a ser os mesmos, porque uma parte nós ficou presa nesses lugares. A ermida cisterciense de São Pedro das Águias é um lugar assim. Parece que tem feitiço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ermida de São Pedro das Águias é um pequeno templo em estilo românico, supõe-se que construído por volta do séc. XIII, a avaliar pelos motivos escultóricos que apresenta. Fica nas proximidades de uma localidade chamada Granjinha, que pertence ao concelho de Tabuaço, e acede-se a ela a partir da estrada nacional que liga Tabuaço a Moimenta da Beira. A ermida fica situada sobre uma espécie de plataforma inclinada, entre um fraguedo e o fundo do vale do rio Távora, que é um afluente da margem esquerda do Douro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hydb7rfMxWc/TwuoZkURgxI/AAAAAAAABPs/9AdwV9eBvEY/s1600/25.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-hydb7rfMxWc/TwuoZkURgxI/AAAAAAAABPs/9AdwV9eBvEY/s320/25.jpg" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;A entrada principal da ermida (Foto: &lt;a href="http://www.cm-tabuaco.pt/index.php" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;Município de Tabuaço&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que mais surpreende nesta bela ermida é a sua extraordinária proximidade de uma escarpa rochosa, da qual dista muito menos de um metro, e é, sobretudo, o facto de a sua porta principal estar virada para a escarpa e não para o rio. Os fiéis que quiserem entrar na capela pela porta principal só conseguirão entrar um a um, porque terão que se esgueirar entre a capela e a escarpa! A razão para este facto aparentemente estranho reside na tradição cristã de construir os templos com a porta principal virada a poente e a capela-mor virada a nascente. Neste caso, o poente fica do lado da escarpa; logo, a porta principal está do lado da escarpa e não do lado contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UpMgsGbxccc/TwupfOGTSxI/AAAAAAAABP4/XBEr5cHyV9I/s1600/26.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-UpMgsGbxccc/TwupfOGTSxI/AAAAAAAABP4/XBEr5cHyV9I/s400/26.jpg" width="294" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O portal da ermida, em estilo tipicamente românico (Foto: &lt;a href="http://www.cm-tabuaco.pt/index.php" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;Município de Tabuaço&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como tudo o que é antigo neste país tem uma lenda associada, a ermida de São Pedro das Águias também tem a sua lenda. E como quase todas as lendas neste país envolvem mouros, esta também envolve. A lenda de São Pedro das Águias é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Dois cavaleiros de Entre-Douro-e-Minho, D. Rosendo e D. Tendo, teriam passado o Douro para dar combate aos Sarracenos, então firmados na vertente meridionasl do rio Douro. A fama das façanhas dos dois guerreiros espalhou-se entre os próprios Mouros, a tal ponto que duas filhas do &lt;i&gt;emir&lt;/i&gt; de Lamego teriam decidido fugir do alcácer paterno, disfarçadas em trajos masculinos, para se entregarem aos dois paladinos da cruz. Uma dessas jovens mouras, principalmente, de nome Ardinga, sentir-se-ia irresistivelmente propensa a abjurar da sua religião, para se consagrar à crença do guerreiro cristão, D. Tedo, que, ansiosamente, procurava, fugindo à perseguição dos emissários do Emir lançados no seu encalço. Ao cabo de muitos perigos, alcançaram um sítio ermo onde encontraram um eremita, a quem Ardinga teria pedido a aceitação da sua nova fé, a fim de poder contrair matrimónio com o guerreiro cristão, nessa ocasião, ausente. Consumada a abjuração, apareceu de súbito o Emir, com os seus homens de armas. As fugitivas foram aprisionadas e a mais rebelde foi, sem mais hesitações, degolada pelo próprio pai. D. Tedo, vindo pouco depois, quando já o chefe mouro havia regressado aos seus domínios de Lamego e Resende, e sendo informado pelo ermitão do que se passara na sua ausência, teria ficado tão abalado pela morte da jovem sarracena, por ele apaixonada e morta, que nesse mesmo momento teria feito voto de celibato, entregando-se à exclusiva luta pela doutrina de Cristo até à morte, ocorrida em combate em terras de Tabuaço, nas margens do rio que passaria a ter o seu nome, o rio Tedo.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sant'Anna Dionísio&lt;/b&gt;, in &lt;b&gt;&lt;i&gt;Guia de Portugal&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, volume V (Trás-os-Montes e Alto-Douro), tomo II (Lamego, Bragança e Miranda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Uma outra versão desta lenda conta que os dois nobres seriam de origem leonesa e que Ardinga, a princesa moura, apaixonada e correspondida num amor impossível, teria fugido não com sua irmã, mas com uma escrava para encontrar D. Tedão (e não D. Tedo), abrigando-se no Mosteiro de S. Pedro de Águias.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Joel Cleto&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Suzana Faro&lt;/b&gt;, in &lt;a href="http://joelcleto.no.sapo.pt/textos/Comercio/SPedrodasAguias.htm" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;S. Pedro das Águias, Tabuaço: Os Amores de D. Tedo e Ardinga&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;. &lt;b&gt;&lt;i&gt;O Comércio do Porto&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Revista "Domingo", 26 de Setembro de 1999, págs. 21-22&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jISauRVMJRQ/TwurZOyPCzI/AAAAAAAABQE/9dufV4LP0XU/s1600/20080330-DSCN4920.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-jISauRVMJRQ/TwurZOyPCzI/AAAAAAAABQE/9dufV4LP0XU/s400/20080330-DSCN4920.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;A ermida vista pelo lado norte (Foto: &lt;a href="https://picasaweb.google.com/116331004962033919270" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;Carlos Castro&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-644532543330146854?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/sao-pedro-das-aguias.html' title='São Pedro das Águias'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/644532543330146854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/sao-pedro-das-aguias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/644532543330146854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/644532543330146854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/sao-pedro-das-aguias.html' title='São Pedro das Águias'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2vrO_I9kJyo/Twum2-e8JDI/AAAAAAAABPk/YFoyjMPMb8U/s72-c/54231173.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-673702382957573621</id><published>2012-01-08T02:51:00.001Z</published><updated>2012-01-08T02:51:47.923Z</updated><title type='text'>Uma história do Cebolinha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/U8tuRq8OHpQ?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Um filme de desenhos animados com os incomparáveis bonecos criados por &lt;b&gt;Maurício de Souza&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-673702382957573621?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/uma-historia-do-cebolinha.html' title='Uma história do Cebolinha'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/673702382957573621/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/uma-historia-do-cebolinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/673702382957573621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/673702382957573621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/uma-historia-do-cebolinha.html' title='Uma história do Cebolinha'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-4434460101311255729</id><published>2012-01-01T00:23:00.001Z</published><updated>2012-01-01T00:24:20.496Z</updated><title type='text'>Exílio</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Quando a pátria que temos não a temos&lt;br /&gt;Perdida por silêncio e por renúncia&lt;br /&gt;Até a voz do mar se torna exílio&lt;br /&gt;E a luz que nos rodeia é como grades&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sophia de Mello Breyner Andresen&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-4434460101311255729?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/exilio.html' title='Exílio'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/4434460101311255729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/exilio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4434460101311255729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4434460101311255729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2012/01/exilio.html' title='Exílio'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-4240509355091210118</id><published>2011-12-31T02:46:00.007Z</published><updated>2012-01-06T01:15:05.832Z</updated><title type='text'>Música clássica no musseque</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-37MlfTR-YTU/Tv5xHtsONdI/AAAAAAAABOo/pGC0y3h0Bcg/s1600/IMG_7179.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-37MlfTR-YTU/Tv5xHtsONdI/AAAAAAAABOo/pGC0y3h0Bcg/s320/IMG_7179.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Elementos da Orquestra Infantil Kaposoka, de Luanda, Angola (Foto: &lt;a href="http://salucombojr.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;Salucombo_Jr.&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No ano 2008, teve início no município da Samba, em Luanda, Angola, um projeto destinado a dar uma educação musical às crianças pobres do município. Este projeto materializou-se numa escola, chamada Escola de Música Kaposoka (julgo que esta palavra &lt;i&gt;kaposoka&lt;/i&gt; tem um significado relacionado com o belo), da qual emana uma orquestra constituída por alunos da escola, a Orquestra Infantil Kaposoka. O projeto teve tanto êxito que em 2010 a escola já era frequentada por mais de 600 crianças! O resultado do notável trabalho produzido nesta escola pode ser avaliado no vídeo que se segue, em que se pode ver e ouvir a Orquestra Infantil Kaposoka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="243" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/6bM8VaID1zw?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Cânone em Ré Maior&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, de &lt;b&gt;Johann Pachelbel&lt;/b&gt; (1653-1706), pela &lt;b&gt;Orquestra Infantil Kaposoka&lt;/b&gt;, de Luanda, Angola&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja Kimbanguista -- assim denominada por ter sido fundada por um pastor congolês chamado Simon Kimbangu -- é uma das mais antigas igrejas cristãs messiânicas africanas e é, certamente, a que tem maior número de fiéis. Está presente em vários países, entre os quais Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, a Igreja Kimbanguista esteve na origem do aparecimento de uma orquestra sinfónica, a Orquestra Sinfónica de Kinshasa. Os músicos da orquestra são todos amadores, sem qualquer exceção, e pertencem aos mais variados estratos sociais, desempenhando as mais diversas profissões, mesmo as mais duras e humildes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que não se pode comparar a amadora (no mais nobre sentido da palavra) Orquestra Sinfónica de Kinshasa com as orquestras sinfónicas profissionais do resto do mundo, tão grandes são as diferenças entre uma e outras. Mas permito-me realçar o extraordinário valor destes músicos congoleses que, em condições tão difíceis e com tanto sacrifício para as suas vidas pessoais, conseguem realizar o verdadeiro milagre que é esta Orquestra Sinfónica de Kinshasa e o seu coro. O vídeo que se segue é por demais elucidativo do que acabo de escrever, apesar de estar falado em francês e legendado em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/rAL8Mwedjs4?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Passagens do filme &lt;b&gt;&lt;i&gt;Kinshasa Symphony&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, sobre a &lt;b&gt;Orquestra Sinfónica de Kinshasa&lt;/b&gt; e o seu respetivo coro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como é possível que pessoas que têm umas vidas tão duras e tão sofridas, que são obrigadas a lutar todos os dias pela sua própria sobrevivência e pela dos seus filhos numa cidade caótica como Kinshasa, que tem 9 milhões de habitantes, conseguem arranjar ainda forças para produzir tamanha beleza? Isto é um milagre, e só em África é que este milagre é possível. A música que esta orquestra toca e que este coro canta pode ser europeia, mas a orquestra e o coro são eles mesmos 100% africanos na força da alma que transmitem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vídeo que se segue, que mostra alguns aspetos de um ensaio da orquestra e do coro, pode ver-se bem o cansaço e até o desânimo em muitos rostos, tal como é salientado por um dos seus elementos. No entanto, o resultado do esforço sobre-humano produzido por estes homens e por estas mulheres é verdadeiramente sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="243" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/DFgRdexGNgU?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Um ensaio da &lt;b&gt;Orquestra Sinfónica de Kinshasa&lt;/b&gt; e do seu coro, em mais uma passagem do filme &lt;b&gt;&lt;i&gt;Kinshasa Symphony&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, as pessoas africanas não são as coitadinhas que os &lt;i&gt;media&lt;/i&gt; europeus e americanos tanto gostam de retratar, talvez para calar a má consciência dos antigos colonizadores. São seres humanos que não precisam da nossa compaixão nem do nosso paternalismo. Merecem, isso sim, o nosso profundo respeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-4240509355091210118?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/musica-classica-no-musseque.html' title='Música clássica no musseque'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/4240509355091210118/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/musica-classica-no-musseque.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4240509355091210118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4240509355091210118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/musica-classica-no-musseque.html' title='Música clássica no musseque'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-37MlfTR-YTU/Tv5xHtsONdI/AAAAAAAABOo/pGC0y3h0Bcg/s72-c/IMG_7179.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5338761241509543587</id><published>2011-12-30T00:46:00.001Z</published><updated>2011-12-30T00:47:26.351Z</updated><title type='text'>A Vida, de António Carneiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RqObE75cDSw/Tv0H92fxdII/AAAAAAAABOc/TkQooOICCig/s1600/Ant_nio_Carneiro___Triprico_Hope_Love_Saudade.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-RqObE75cDSw/Tv0H92fxdII/AAAAAAAABOc/TkQooOICCig/s320/Ant_nio_Carneiro___Triprico_Hope_Love_Saudade.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%"&gt;Tríptico &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Vida&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, do pintor simbolista &lt;strong&gt;António Carneiro&lt;/strong&gt; (1872-1930), composto pelas telas &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Esperança&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Amor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Saudade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (da esquerda para a direita). Fundação Cupertino de Miranda, Vila Nova de Famalicão. &lt;em&gt;Clicar&lt;/em&gt; na imagem para vê-la ampliada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5338761241509543587?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/vida-de-antonio-carneiro.html' title='&lt;i&gt;A Vida&lt;/i&gt;, de António Carneiro'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5338761241509543587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/vida-de-antonio-carneiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5338761241509543587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5338761241509543587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/vida-de-antonio-carneiro.html' title='&lt;i&gt;A Vida&lt;/i&gt;, de António Carneiro'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RqObE75cDSw/Tv0H92fxdII/AAAAAAAABOc/TkQooOICCig/s72-c/Ant_nio_Carneiro___Triprico_Hope_Love_Saudade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-2752673591054375695</id><published>2011-12-25T17:22:00.007Z</published><updated>2011-12-31T22:59:14.962Z</updated><title type='text'>O chocalheiro de Bemposta, Mogadouro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fLg3JpS1Pd0/TvdVtHf3WzI/AAAAAAAABOQ/BN9svMQKAEA/s1600/Bemposta%2B-%2BO%2BChocalheiro%2Bde%2BBemposta.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-fLg3JpS1Pd0/TvdVtHf3WzI/AAAAAAAABOQ/BN9svMQKAEA/s400/Bemposta%2B-%2BO%2BChocalheiro%2Bde%2BBemposta.JPG" width="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;A máscara atual do chocalheiro de Bemposta, feita pelo artesão Joaquim Santos (Foto: &lt;a href="http://www.mogadouro.pt/index.php" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;Município de Mogadouro&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Apesar da sua máscara terrível e medonha que faz ainda arrepiar muita gente, o chocalheiro é uma figura simpática e cheia de significado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestido de linho grosseiro tingido de preto, o chocalheiro de Bemposta aparece como uma figura tauromórfica.                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas pontas dos chifres ostenta duas laranjas espetadas; cai-lhe do "queixo uma barbicha de bode; na parte da nuca pende-lhe uma bexiga de porco cheia de vento; na testa tem um disco e, escorrendo pela face, uma pequena serpente; na mão segura uma tenaz e mostrando uma serpente de grande porte rodeada à cintura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-se início a todo o processo na véspera com a licitação do fato do chocalheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mordomo das festas, nomeado em altura própria (festas de S. Pedro, padroeiro da aldeia), abre as portas de sua casa onde todo o processo se desenrola. Os interessados, através de pessoas da sua confiança, ou mesmo os próprios, vão durante a noite e até à meia-noite fazer as suas “mandas” (acto de leiloar o fato do Chocalheiro)  de forma a manter-se segredo quanto à identidade do vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os concorrentes tentam tudo para ganhar o direito de ser o chocalheiro, para cumprimento de uma promessa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de terminar as mandas, pela meia-noite, os mordomos oferecem uma sobreceia a todos os participantes. O chocalheiro será aquele que mais mandou e mantém-se anónimo, regressando a sua casa ou ficando em casa do mordomo dissimulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A juventude passa essa noite junto da casa do mordomo, tentando ver chegar o candidato a mordomo, para o identificar, que debaixo de um manto ou usando vários estratagemas, teria que chegar sem ser reconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpre-se assim a tradição, nos dias 26 de Dezembro, sai o chocalheiro “manso” e 1 de Janeiro o “bravo”, revertendo toda a receita recolhida pelo chocalheiro à volta da aldeia e de Lamoso, a favor de Nossa Senhora das Neves e do Menino Jesus, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 26 de Dezembro o Chocalheiro “manso”, na companhia dos mordomos e conduzido por um deles, recebe esmola, que ninguém recusa dar e agradece com uma vénia, pois não pode falar para não ser reconhecido. Antigamente nem toda a gente tinha dinheiro disponível, uma maioria entregava o que tinha de melhor para o seu sustento: fatias de pão, fumeiro, fruta (laranja), ovos, etc., recolhidos em dois cestos barreleiros.&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;José Pereira&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Manuel Fernandes&lt;/b&gt;, in &lt;a href="http://www.bemposta.net/chocalheiro.htm" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;Bemposta&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;, onde pode ser lido o texto completo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/f1cpgBhoZfM?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Trecho de um vídeo feito para a televisão por &lt;b&gt;Carlos Brandão Lucas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-2752673591054375695?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/o-chocalheiro-da-bemposta-mogadouro.html' title='O chocalheiro de Bemposta, Mogadouro'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/2752673591054375695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/o-chocalheiro-da-bemposta-mogadouro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/2752673591054375695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/2752673591054375695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/o-chocalheiro-da-bemposta-mogadouro.html' title='O chocalheiro de Bemposta, Mogadouro'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fLg3JpS1Pd0/TvdVtHf3WzI/AAAAAAAABOQ/BN9svMQKAEA/s72-c/Bemposta%2B-%2BO%2BChocalheiro%2Bde%2BBemposta.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1575213841932674456</id><published>2011-12-24T19:17:00.006Z</published><updated>2012-01-06T01:45:44.678Z</updated><title type='text'>Natal de 2011</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WSQlcz9FNsI/TvYjDXWpywI/AAAAAAAABOE/5j7YpFJPQmc/s1600/afonso_adoracao_dos_magos-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="336" src="http://3.bp.blogspot.com/-WSQlcz9FNsI/TvYjDXWpywI/AAAAAAAABOE/5j7YpFJPQmc/s400/afonso_adoracao_dos_magos-1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Adoração dos Magos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, de &lt;b&gt;Jorge Afonso&lt;/b&gt; (c.1470-c.1540), Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;NATAL, E NÃO DEZEMBRO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entremos, apressados, friorentos,&lt;br /&gt;Numa gruta, no bojo de um navio,&lt;br /&gt;Num presépio, num prédio, num presídio,&lt;br /&gt;No prédio que amanhã for demolido...&lt;br /&gt;Entremos, inseguros, mas entremos.&lt;br /&gt;Entremos, e depressa, em qualquer sítio,&lt;br /&gt;Porque esta noite chama-se Dezembro,&lt;br /&gt;Porque sofremos, porque temos frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entremos, dois a dois: somos duzentos,&lt;br /&gt;Duzentos mil, doze milhões de nada.&lt;br /&gt;Procuremos o rasto de uma casa,&lt;br /&gt;A cave, a gruta, o sulco de uma nave...&lt;br /&gt;Entremos, despojados, mas entremos.&lt;br /&gt;De mãos dadas talvez o fogo nasça,&lt;br /&gt;Talvez seja Natal e não Dezembro,&lt;br /&gt;Talvez universal a consoada.     &lt;/blockquote&gt;&lt;b&gt;David Mourão-Ferreira&lt;/b&gt; (1927-1996), in &lt;b&gt;&lt;i&gt;Cancioneiro de Natal&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/yRMvwn8kEUY?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Hodie nobis de cœlo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, de &lt;b&gt;D. Pedro de Cristo&lt;/b&gt; (c.1550-1618), pelo coro &lt;b&gt;Vox Ætherea&lt;/b&gt;, de Coimbra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1575213841932674456?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/natal-de-2011_24.html' title='Natal de 2011'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1575213841932674456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/natal-de-2011_24.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1575213841932674456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1575213841932674456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/natal-de-2011_24.html' title='Natal de 2011'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-WSQlcz9FNsI/TvYjDXWpywI/AAAAAAAABOE/5j7YpFJPQmc/s72-c/afonso_adoracao_dos_magos-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1771154248079003294</id><published>2011-12-23T23:38:00.018Z</published><updated>2012-01-16T01:59:50.206Z</updated><title type='text'>Um Natal que quase foi (ainda mais) diferente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OUMdW33K-Tg/TvUOp7FR_RI/AAAAAAAABNs/3QtbG0RVkf0/s1600/fardage12qz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="292" src="http://4.bp.blogspot.com/-OUMdW33K-Tg/TvUOp7FR_RI/AAAAAAAABNs/3QtbG0RVkf0/s400/fardage12qz.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Cada embalagem de cartão canelado que se vê na imagem contém uma ração de combate. Por pouco, a nossa ceia de Natal tinha sido muito semelhante a isto... (Foto: &lt;a href="http://grupos-especiais.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;Fernando Reis&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que agora vou contar passou-se antes de 1974, na região dos Dembos, norte de Angola, que foi um dos palcos da Guerra Colonial. Vou tentar ser tão factual quanto possível na narração dos acontecimentos, tal como eles ficaram registados na minha memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de entrar concretamente no assunto, lembro que já fiz neste blogue uma descrição, tão detalhada quanto me foi possível, da situação ignominiosa em que se encontravam os trabalhadores forçados (chamados &lt;i&gt;bailundos&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;contratados&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;monangambas&lt;/i&gt;) nas fazendas de café e em outras atividades económicas da colónia de Angola (&lt;a href="http://amateriadotempo.blogspot.com/2010/09/aqui-comeca-o-inferno.html" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;aqui&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;). O que quase não referi foi o uso que o próprio Exército Português fez, ou quis fazer, destes desgraçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pelo menos dois dos quartéis dos Dembos, havia grupos de bailundos que estavam às ordens do Exército. Estes homens tinham sido "contratados" para -- a golpes de catana (facão) e sob escolta militar -- procederem à destruição das culturas (a que se dava o nome de &lt;i&gt;lavras&lt;/i&gt;) pertencentes à população civil local. A população dos Dembos, na sua esmagadora maioria, vivia refugiada nas matas, escapando ao controle colonial, e apoiava os guerrilheiros nacionalistas da UPA/FNLA ou do MPLA, conforme as zonas onde vivia. O que os comandantes militares portugueses pretendiam, com a destruição das lavras, era provocar a fome entre a população e obrigá-la a sair das matas para se apresentar às autoridades coloniais, retirando assim o apoio do povo à guerrilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu, na minha qualidade de alferes miliciano do Exército &lt;span style="color: blue;"&gt;(isto é, alferes não profissional do Exército, prestando o serviço militar obrigatório)&lt;/span&gt;, não estivesse instalado em nenhum dos quartéis referidos, fui também uma vez escalado para uma operação que visava a destruição de lavras. Nesta operação, em particular, iriam tomar parte algumas dezenas de bailundos, que seriam escoltados por três grupos de combate, entre os quais o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da partida, o comandante da operação (um outro alferes miliciano, que a guerra acabou por afetar psicologicamente para o resto da vida) chamou os restantes alferes (entre eles eu) e disse-lhes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Nós não vamos destruir lavras nenhumas. É um crime e eu não quero ser criminoso. Há crianças, há doentes, há mulheres, há muitas pessoas inocentes que não têm culpa de viver numa região em guerra. Nós não temos o direito de aumentar ainda mais o sofrimento dessas pessoas, obrigando-as a passar fome. Isto é coisa que repugna à minha consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros alferes manifestaram de imediato a sua concordância e apoio incondicional. Discutiu-se, então, o que é que se iria fazer durante a operação, em vez da destruição das lavras. Ficou decidido que se iria, na mesma, até às lavras em causa, para que ninguém pudesse dizer que não tínhamos ido ao objetivo. Uma vez aí chegados, os três grupos de combate dividir-se-iam e seguiria cada um -- juntamente com os bailundos à sua responsabilidade -- por caminhos diferentes, a fim de recolher o máximo de informações sobre a zona, tomando nota de todos os indícios, rastos e vestígios que fossem encontrando. Também iriam deixar marcas da sua própria passagem pela zona, para que os &lt;i&gt;turras&lt;/i&gt; (guerrilheiros da UPA/FNLA, neste caso) não se convencessem de que poderiam circular por ali à vontade, sem correrem o risco de encontrar a tropa pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A operação começou tal como tinha sido planeado mas, à chegada às lavras, ocorreu um incidente que muito nos impressionou. Numa curva do trilho por onde seguíamos, apareceu subitamente uma mulher. Esta, vendo que não tinha possibilidades de escapar, espetou no seu próprio peito a catana que trazia na mão e morreu no meio de uma poça de sangue. Os soldados que iam à frente balbuciaram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Mas nós não queríamos fazer-lhe mal... Porque é que ela se matou? Nós não íamos fazer-lhe mal... Porquê? Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados os primeiros momentos de espanto e de incredulidade, os soldados manifestaram a sua admiração por aquela mulher, exclamando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Que grande mulher! Preferiu morrer a entregar-se... É uma heroína! Que grande mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já não havia nada a fazer para remediar a situação, pois a mulher já estava morta, procedeu-se ao seu enterramento. Completada a tarefa, improvisou-se uma cruz, que se colocou à cabeceira da sepultura. Antes de se retirarem finalmente do local, os soldados que eram crentes ainda se demoraram algum tempo a rezar pela alma da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vínhamos todos calados e pensativos, ainda muito impressionados com o sucedido, quando a voz de um soldado rompeu o silêncio da mata:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Se a gaja não se matasse, quem a matava era eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma onda de indignação percorreu os restantes soldados, que lhe gritaram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Ó seu grande filho da puta! Tu eras capaz de matar uma mulher, seu cobardolas de merda?! Seu cabrão! Cobarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma chuva de insultos desabou sobre o soldado que tinha falado e que não abriu mais a boca. A operação prosseguiu até ao fim sem que houvesse qualquer outra ocorrência digna de nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando regressávamos ao nosso quartel depois da operação, já montados em viaturas, tivemos que passar pelo comando da Área Militar de que dependíamos. Como acontecia sempre que passávamos por lá, parámos nesse quartel e o comandante da coluna (que neste caso era o alferes que comandou a operação) foi apresentar-se ao brigadeiro responsável pela Área. Assim que o alferes o informou de que as lavras não tinham sido destruídas, o brigadeiro teve uma reação irada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- O quê?! -- berrou -- Não foram destruídas? Eu mandei-os para lá com o propósito de destruírem as lavras e vocês não as destruíram? Isto é muito grave! É uma desobediência! Não pode ficar impune! Como castigo, vocês vão passar a noite de Natal lá, naquelas mesmas lavras, para aprenderem a obedecer às ordens que lhes dou! Quem não cumpre as minhas ordens, não merece festejar o Natal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foram informados da decisão do brigadeiro, os soldados reagiram de modo resignado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Paciência -- disseram. -- De qualquer maneira, não podemos passar o Natal com as nossas famílias, que era o que nos importava... Tanto faz que o passemos no quartel, na mata ou noutro sítio qualquer. Isto aqui não é Natal nem é nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, na manhã do dia 24 de dezembro, subimos para as viaturas que nos iriam conduzir de novo até perto da zona onde iríamos passar o Natal, senti um nó na garganta ao ver o ar sereno dos meus soldados, que iam de cabeça levantada, sem um queixume nem uma recriminação, dispostos a comer ração de combate à Consoada e a dormir ao relento, sobre pedras e raízes, na noite de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, passámos pelo comando da Área Militar e, mais uma vez, o alferes comandante da coluna foi apresentar-se ao brigadeiro. Enquanto isso, eu dirigi-me à messe de oficiais da companhia de intervenção da Área Militar, que também estava lá aquartelada e que era uma companhia sacrificadíssima, pela qual eu tinha um imenso respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- O que é que estás aqui a fazer? -- perguntaram os alferes e o capitão que estavam na messe, admirados por me verem -- Hoje é véspera de Natal, não é suposto vocês andarem por aqui. Deveriam ficar no quartel a preparar a festa. O que é que vieram cá fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lhes expliquei que iríamos passar o Natal no meio da mata por não termos destruído lavras, como nos tinha sido ordenado, os meus interlocutores exclamaram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Ó pá! Façam como nós! Nós também não destruímos as lavras, mas o brigadeiro pensa que sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E passaram a explicar como deveríamos proceder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Como sabes, a base da alimentação da população daqui é a mandioca. Ora o que se come da mandioca está debaixo da terra, são os tubérculos, que são raízes. Acima da terra só está a rama, que não se come. Vocês podem destruir parcialmente a rama das mandioqueiras sem prejudicarem as raízes. Elas talvez até beneficiem com isso, pois será uma espécie de poda. Quando vocês tiverem que "destruir" lavras, façam um desbaste na rama das mandioqueiras e espalhem aquilo tudo muito bem, para dar a impressão de que a destruição foi muito grande a quem passar de avião. O brigadeiro, quando sobrevoar as lavras, vai pensar que elas foram destruídas, mas não; os tubérculos continuam intactos, debaixo da terra! O brigadeiro não percebe nada do assunto, é militar de carreira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a explicação continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Isto é o que vocês devem fazer à mandioca e a outros tubérculos, como a batata doce. Agora quanto ao milho... NÃO TOQUEM NO MILHO. Como é evidente, se vocês cortarem o milho, ele perde-se totalmente, a menos que já esteja maduro. Se ele estiver maduro, então sim, podem cortar à vontade, sem problemas de consciência. Neste caso, como ele já estará completamente desenvolvido e pronto para ser apanhado, mais dia menos dia ele iria mesmo ser cortado pela população, a fim de colher as espigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluiram a explicação, acrescentando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Nós temos feito sempre assim. Temo-nos dado muito bem com este método. O brigadeiro fica muito contente, porque pensa que as lavras foram destruídas, e não nos chateia. Por outro lado, a população não é prejudicada e nós não ficamos com problemas de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isto acontecia, o alferes comandante da coluna tentava convencer o brigadeiro, no gabinete deste, a retirar o castigo que nos impusera e a permitir que regressássemos ao quartel, para passarmos o Natal na companhia dos nossos camaradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Eu é que fui o responsável pela não destruição das lavras, meu brigadeiro -- disse o alferes. -- Se quiser castigar alguém, castigue-me a mim. Os soldados não têm culpa nenhuma do que se passou. Eles limitaram-se a cumprir as ordens que eu lhes dei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muita insistência, o brigadeiro acabou por anular o castigo, em troca da promessa de que, numa operação posterior, as lavras iriam mesmo ser destruídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca foram. Já sabíamos como haveríamos de proceder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a minha companhia acabou assim por festejar o Natal no quartel, com rancho melhorado, bebidas à discrição, a doçaria possível e a música ao vivo proporcionada pelos camaradas mais talentosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. -- Cerca de três meses depois, o meu heroico grupo de combate, completamente sozinho e comandado por um furriel miliciano apenas (eu estava de férias), conquistou a tiro e de peito descoberto uma importante base militar que a UPA/FNLA tinha na zona onde decorreu a ação acima narrada. Mas esta é uma outra história que não cabe aqui contar, uma história de valentia (dos meus subordinados) e de cobardia (do capitão que não teve escrúpulos em lançá-los "às feras" e abandoná-los à sua sorte, sem qualquer oficial a comandá-los, enquanto ele se deixou ficar na retaguarda com os seus numerosos homens, à espera do resultado dos combates e sem intervir fosse de que modo fosse).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1771154248079003294?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/um-natal-que-quase-foi-ainda-mais.html' title='Um Natal que quase foi (ainda mais) diferente'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1771154248079003294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/um-natal-que-quase-foi-ainda-mais.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1771154248079003294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1771154248079003294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/um-natal-que-quase-foi-ainda-mais.html' title='Um Natal que quase foi (ainda mais) diferente'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OUMdW33K-Tg/TvUOp7FR_RI/AAAAAAAABNs/3QtbG0RVkf0/s72-c/fardage12qz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-8727974788949220656</id><published>2011-12-18T01:43:00.002Z</published><updated>2011-12-18T01:47:38.228Z</updated><title type='text'>Requiescat in pace, Cesária Évora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/hQspgLUTBKA?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/TJKF21vy6lY?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/QH1UG6V7iiY?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-8727974788949220656?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/requiescat-in-pace-cesaria-evora.html' title='&lt;i&gt;Requiescat in pace&lt;/i&gt;, Cesária Évora'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/8727974788949220656/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/requiescat-in-pace-cesaria-evora.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8727974788949220656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8727974788949220656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/requiescat-in-pace-cesaria-evora.html' title='&lt;i&gt;Requiescat in pace&lt;/i&gt;, Cesária Évora'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5727562315062406005</id><published>2011-12-16T02:47:00.005Z</published><updated>2012-01-30T22:48:18.036Z</updated><title type='text'>Alguns pelourinhos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ClaWg4O3RqM/Tuqi_rAxzWI/AAAAAAAABMI/_mMfZmlwT_Q/s1600/452px-Pelourinho_Pinhel.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-ClaWg4O3RqM/Tuqi_rAxzWI/AAAAAAAABMI/_mMfZmlwT_Q/s400/452px-Pelourinho_Pinhel.JPG" width="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O pelourinho da cidade de Pinhel (Foto: Geoppp)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O pelourinho é uma construção de pedra caracterizada, sobretudo, por uma coluna erguida verticalmente. A existência de pelourinhos em muitas vilas e cidades portuguesas testemunha o exercício, no passado, de um poder local efetivo, que no caso dos municípios era exercido pelos chamados "homens bons". Além de servirem como afirmação deste poder, os pelourinhos tinham como função exporem ao vexame público os criminosos, que eram amarrados&amp;nbsp; a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos pelourinhos em Portugal, de muitas e variadas formas. Entre os mais espetaculares contam-se os pelourinhos de gaiola, abundantes sobretudo em Trás-os-Montes e nas Beiras, de que o pelourinho da cidade de Pinhel é um excelente exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oyTCUINjuus/TuqlP7KhzOI/AAAAAAAABMg/eeep584IO5Y/s1600/Medieval10_Pelourinho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-oyTCUINjuus/TuqlP7KhzOI/AAAAAAAABMg/eeep584IO5Y/s400/Medieval10_Pelourinho.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O pelourinho da cidade de Bragança (Foto: &lt;a href="http://www.blogger.com/www.cm-braganca.pt/"&gt;&lt;u&gt;Câmara Municipal de Bragança&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O pelourinho de Bragança tem a particularidade de assentar sobre um berrão, isto é, uma escultura pré-romana que representa um animal, geralmente identificado como uma porca ou, então, uma ursa. O berrão mais conhecido é uma escultura que existe em Murça e a que se dá o nome de "Porca de Murça".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6ncS7ZVBNZo/Tuqkajs2n3I/AAAAAAAABMU/b3XsiEQ6TYQ/s1600/82245392.JxMCP6qM.Colares6740.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-6ncS7ZVBNZo/Tuqkajs2n3I/AAAAAAAABMU/b3XsiEQ6TYQ/s400/82245392.JxMCP6qM.Colares6740.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O pelourinho da vila de Colares, Sintra (Foto: &lt;a href="http://www.pbase.com/diasdosreis/colares_monumentos"&gt;&lt;u&gt;Dias dos Reis&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na região da Estremadura abundam os pelourinhos manuelinos e renascentistas. Um belo exemplar de pelourinho manuelino é o de Colares, no concelho de Sintra, que é muito elegante e harmonioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JYq6L_leMTk/Tuqn8jgDHwI/AAAAAAAABMs/cQ36J49x_7s/s1600/pelourinho_fil.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-JYq6L_leMTk/Tuqn8jgDHwI/AAAAAAAABMs/cQ36J49x_7s/s400/pelourinho_fil.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O falso pelourinho do Porto (Foto: &lt;a href="http://www.trekearth.com/members/pitai/"&gt;&lt;u&gt;pitai&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A cidade do Porto não tem pelourinho. Tanto quanto eu julgo saber, nunca teve. A coluna salomónica que se ergue no Terreiro da Sé e a que geralmente se dá o nome de pelourinho, não o é de facto. É um pelourinho de faz-de-conta. É um pastiche pseudo-barroco, feito na década de 40 do séc. XX... Não é feio e preenche bem o vazio existente no Terreiro da Sé, mas o seu valor histórico é completamente nulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SC1q2PLwHwg/TuqpST9ypoI/AAAAAAAABM4/AfsQEPr1Yrs/s1600/PA260059.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-SC1q2PLwHwg/TuqpST9ypoI/AAAAAAAABM4/AfsQEPr1Yrs/s400/PA260059.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Pormenor do pelourinho de Vila do Conde (Foto: &lt;a href="http://manueljosecunha.blogspot.com/"&gt;&lt;u&gt;Manuel José Cunha&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um pelourinho muito curioso é o de Vila do Conde. É encimado por um espigão de ferro, do qual sai um braço com uma espada em riste, afirmando um poder local forte e determinado. Não conheço outro pelourinho assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XRhO5mlB8d4/Tuqq0rJ2AjI/AAAAAAAABNE/uclQnpJETns/s1600/fnm_lal2007-08b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-XRhO5mlB8d4/Tuqq0rJ2AjI/AAAAAAAABNE/uclQnpJETns/s400/fnm_lal2007-08b.jpg" width="284" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Pormenor do pelourinho da vila do Soajo, Arcos de Valdevez (Foto: &lt;a href="http://www.soajo.net/"&gt;&lt;u&gt;soajo.net&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais curioso é o pelourinho do Soajo, no concelho dos Arcos de Valdevez. É um pelourinho patusco, divertido e enigmático. Praticamente nada se sabe sobre ele. Alguns autores acham que ele é muito antigo, dada a sua rusticidade, outros respondem que não, pois o triângulo de pedra que o encima não seria mais do que um chapéu tricórnio, usado no séc. XVII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NHKaa5vluLo/TuqtG5lfe3I/AAAAAAAABNQ/CkIAnWGdub0/s1600/287px-Pelourinho_Soajo.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-NHKaa5vluLo/TuqtG5lfe3I/AAAAAAAABNQ/CkIAnWGdub0/s400/287px-Pelourinho_Soajo.JPG" width="192" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O pelourinho do Soajo em "corpo inteiro" (Foto: &lt;a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/User:Joseolgon"&gt;&lt;u&gt;Joseolgon&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Segundo uma interpretação corrente deste estranhíssimo pelourinho, ele não significaria mais do que uma lança ao alto, com um pão espetado na ponta. O pelourinho seria, assim, uma representação figurativa de uma ordem que o rei D. Dinis teria dado, segundo a qual os nobres não poderiam permanecer na vila do Soajo mais tempo do que leva um pão a arrefecer na ponta de uma lança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dQ2KTsB1ajo/TuquxVytXqI/AAAAAAAABNc/jNfWbRA4Pqc/s1600/800px-Soajo_-_Espigueiros.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/-dQ2KTsB1ajo/TuquxVytXqI/AAAAAAAABNc/jNfWbRA4Pqc/s400/800px-Soajo_-_Espigueiros.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Seria imperdoável falar do Soajo e não referir os seus espigueiros... Aqui estão eles. Parecem templos, mas não são mais do que celeiros dedicados à guarda do milho e de outros cereais. As cruzes que encimam os espigueiros têm como função abençoar os grãos que neles se guardam, protegendo-os de raios e feitiçarias (Foto: Josep Renalias)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5727562315062406005?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/alguns-pelourinhos.html' title='Alguns pelourinhos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5727562315062406005/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/alguns-pelourinhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5727562315062406005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5727562315062406005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/alguns-pelourinhos.html' title='Alguns pelourinhos'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ClaWg4O3RqM/Tuqi_rAxzWI/AAAAAAAABMI/_mMfZmlwT_Q/s72-c/452px-Pelourinho_Pinhel.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-2067088682841312271</id><published>2011-12-11T02:14:00.001Z</published><updated>2011-12-11T02:15:09.135Z</updated><title type='text'>Cantiga de Amor, de Vianna da Motta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/3uAjRiFwFmo?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Primeira Cena (&lt;i&gt;Cantiga de Amor&lt;/i&gt;), de &lt;b&gt;&lt;i&gt;Cenas Portuguesas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, op. 9, nº 1, de &lt;b&gt;José Vianna da Motta&lt;/b&gt; (1868-1948), pelo pianista &lt;b&gt;Sequeira Costa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-2067088682841312271?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/cantiga-de-amor-de-vianna-da-motta.html' title='&lt;i&gt;Cantiga de Amor&lt;/i&gt;, de Vianna da Motta'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/2067088682841312271/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/cantiga-de-amor-de-vianna-da-motta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/2067088682841312271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/2067088682841312271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/cantiga-de-amor-de-vianna-da-motta.html' title='&lt;i&gt;Cantiga de Amor&lt;/i&gt;, de Vianna da Motta'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1928309636121965582</id><published>2011-12-08T02:10:00.001Z</published><updated>2011-12-08T02:11:31.031Z</updated><title type='text'>O sol nasce a Oriente</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;(de um quadro de Malangatana)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Povo, de ti canto o movimento&lt;br /&gt;teu nome, canção feita de fronteiras&lt;br /&gt;lua nova, javite ou lança&lt;br /&gt;tua hora, quissange em trança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do longo longe do tempo&lt;br /&gt;arde minha flecha, meu lamento&lt;br /&gt;minha bandeira de outro vento&lt;br /&gt;aurora urdida nos lábios de Zumbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ti guardo o gesto&lt;br /&gt;as conversas leves das árvores&lt;br /&gt;a fala sábia das aves&lt;br /&gt;o dialeto novo do silêncio&lt;br /&gt;e as pedras, as palavras do medo&lt;br /&gt;os olhos falantes da mata&lt;br /&gt;quando a onça posta a sua arte&lt;br /&gt;nos fita, guardada em sua mágoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ti amo a denúncia felina&lt;br /&gt;das tuas mãos quebradas ao presente&lt;br /&gt;a dança prometida do sol&lt;br /&gt;nascer um dia a Oriente&lt;/blockquote&gt;&lt;b&gt;David Mestre&lt;/b&gt; (1948-1997), poeta angolano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-tYR9smGQoVk/TuAb6AORHAI/AAAAAAAABL8/S61UAsqw7_Y/s1600/24-seller.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-tYR9smGQoVk/TuAb6AORHAI/AAAAAAAABL8/S61UAsqw7_Y/s400/24-seller.jpg" width="268" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1928309636121965582?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/o-sol-nasce-oriente.html' title='O sol nasce a Oriente'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1928309636121965582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/o-sol-nasce-oriente.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1928309636121965582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1928309636121965582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/o-sol-nasce-oriente.html' title='O sol nasce a Oriente'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-tYR9smGQoVk/TuAb6AORHAI/AAAAAAAABL8/S61UAsqw7_Y/s72-c/24-seller.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-316995310202882121</id><published>2011-12-06T01:32:00.008Z</published><updated>2012-01-15T00:12:30.782Z</updated><title type='text'>«Mas porque é que isto me havia de acontecer a mim?»</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RAerlGbF8oQ/Tt1uMup4KeI/AAAAAAAABLw/620pz7awIfo/s1600/mina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://2.bp.blogspot.com/-RAerlGbF8oQ/Tt1uMup4KeI/AAAAAAAABLw/620pz7awIfo/s400/mina.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O objeto circular que se vê na imagem é uma mina terrestre antipessoal. O outro objeto à sua esquerda parece ser uma granada e tem como finalidade reforçar o poder destruidor da mina. Se esta mina fosse pisada por alguém, a sua explosão provocaria a deflagração, por "simpatia", da granada ao seu lado. Daqui resultariam ferimentos muito mais graves ou mesmo a morte da vítima, do que se rebentasse apenas a mina. (Foto de autor desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um estalido metálico, seco, nítido, deflagrou no ar. A fila imobilizou-se. Meio dobrados sobre as automáticas, os homens esquadrinhavam todos os recantos, numa tensão feroz e atenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem a meio da picada o alferes não se moveu. Estava parado, muito direito, os dois braços ligeiramente afastados do corpo, o rosto petrificado em frente. Suspendia a arma pelo tapa-chamas, como quem assegura um contrapeso para um problemático equilíbrio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Pisei uma mina!  Pisei uma mina, caraças! -- repetiu, quase sem mexer os lábios para o furriel que se aproximava, inquieto. E havia nas palavras do alferes um tom de profunda tristeza, mais que grave ou compenetrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Meu alferes, por amor de Deus, não se mexa -- agitou-se o outro, com largos gestos tranquilizadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante uns momentos, o entendimento do alferes ficou totalmente embaciado, como se ele estivesse muito longe dali, imune à agitação em volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ritmadamente, o coração tropeava-lhe no peito, em alto som. O furriel, que saltitava ao perto, distinguia-lhe a lividez da face, os lábios brancos, e continuava a produzir palavras, advertências, que o alferes já não ouvia. O espaço desfocara-se-lhe subitamente, numa confusão cinzenta de massas e de volumes. Uma dor fina, movente, foi-se entreafirmando, revolvendo-lhe as entranhas, o peito. Sentia as extremidades quase doridas, de frias, e o sangue a refluir, a tumultuar, em cachoeira, de envolto com o coração solto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um para outro relance, o pé que havia pisado a mina ora lhe parecia um trambolho pesado, de chumbo, ali plantado para a eternidade, ora uma extremidade oca, abandonada, de uma ligeireza etérea, flutuante, quase adormecida ao som da brisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O breve ruído metálico do percutor, clique, definitivo, vinha-lhe repetidamente aos ouvidos, em ecos pulsados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Calma, -- murmurava o alferes baixinho, sem se ouvir -- calma, calma, pá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pouco e pouco, a razão foi voltando, clarearam-se os pormenores em volta. A angústia do medo misturou-se a um tremendo sentimento de injustiça. E o alferes foi tomado duma profunda piedade de si próprio, ingénua, ternurenta, infantil: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Mas por que é que isto me havia de acontecer a mim?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Extrato do conto "Era uma vez um alferes", de &lt;b&gt;Mário de Carvalho&lt;/b&gt;, in &lt;b&gt;&lt;i&gt;Os Alferes&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, Editorial Caminho, Lisboa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-316995310202882121?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/mas-porque-e-que-isto-me-havia-de.html' title='«Mas porque é que isto me havia de acontecer a mim?»'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/316995310202882121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/mas-porque-e-que-isto-me-havia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/316995310202882121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/316995310202882121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/mas-porque-e-que-isto-me-havia-de.html' title='«Mas porque é que isto me havia de acontecer a mim?»'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RAerlGbF8oQ/Tt1uMup4KeI/AAAAAAAABLw/620pz7awIfo/s72-c/mina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-4863324237922956400</id><published>2011-12-02T02:24:00.005Z</published><updated>2011-12-04T00:28:44.086Z</updated><title type='text'>Tomás Luis de Victoria (c.1548-1611)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_uRFW9jDGIs/Ttg00GkZz-I/AAAAAAAABLk/ccqipco9ytY/s1600/victoriatomasluis.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="352" src="http://4.bp.blogspot.com/-_uRFW9jDGIs/Ttg00GkZz-I/AAAAAAAABLk/ccqipco9ytY/s400/victoriatomasluis.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assinala-se este ano o 400º aniversário da morte do espanhol Tomás Luis de Victoria, que foi um dos mais relevantes compositores europeus de música sacra de todos os tempos. A efeméride tem passado praticamente despercebida aqui em Portugal, por razões que desconheço. Não é justo. A música de Tomás Luis de Victoria merecia ser mais divulgada e admirada, tendo em conta a sua altíssima qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomás Luis de Victoria foi um compositor renascentista. Como tal, a sua música persegue os ideais da perfeição, da beleza e da harmonia de uma forma tão completa quanto possível. Além disso, Tomás Luis de Victoria era espanhol. A sua música também reflete, portanto, o enorme misticismo que caracterizou muita da arte e da cultura da Espanha do seu tempo. O resultado da soma destes dois fatores -- Renascimento e Espanha -- é sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comprová-lo, proponho a escuta da peça que se segue: a &lt;b&gt;&lt;i&gt;Primeira Lamentação para Quinta-Feira Santa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, &lt;i&gt;"Incipit Lamentatio"&lt;/i&gt;, que é a primeira das nove &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lamentações de Jeremias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que Tomás Luis de Victoria compôs. A interpretação é do coro inglês &lt;b&gt;The Tallis Scholars&lt;/b&gt;, dirigido por &lt;b&gt;Peter Philips&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="243" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/f510B8GFZzI?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-4863324237922956400?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/tomas-luis-de-victoria-c1545-1611.html' title='Tomás Luis de Victoria (c.1548-1611)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/4863324237922956400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/tomas-luis-de-victoria-c1545-1611.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4863324237922956400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4863324237922956400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/12/tomas-luis-de-victoria-c1545-1611.html' title='Tomás Luis de Victoria (c.1548-1611)'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_uRFW9jDGIs/Ttg00GkZz-I/AAAAAAAABLk/ccqipco9ytY/s72-c/victoriatomasluis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5226878010812508779</id><published>2011-11-29T02:45:00.002Z</published><updated>2011-11-29T02:47:57.522Z</updated><title type='text'>Iran</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tW3X-2Gewmw/TtRDlm8ouTI/AAAAAAAABLM/tfJqRG3vabY/s1600/16-tsglp102-fig_14.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-tW3X-2Gewmw/TtRDlm8ouTI/AAAAAAAABLM/tfJqRG3vabY/s400/16-tsglp102-fig_14.jpg" width="268" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;i&gt;Iran&lt;/i&gt; dos Bidyogo, Arquipélago dos Bijagós, Guiné-Bissau, séc. XIX. &lt;a href="http://www.socgeografialisboa.pt/"&gt;&lt;u&gt;Sociedade de Geografia de Lisboa&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«O termo &lt;i&gt;irã&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;irâm&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;irân&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;hirâm&lt;/i&gt;) entrou no uso corrente mais com o significado de local da efectivação das cerimónias mágicas e, simultâneamente, do próprio objecto, natural ou artificial, sobre o qual, ou junto do qual, se realiza o ritualismo, ou seja o &lt;i&gt;símbolo&lt;/i&gt;. No consenso geral, mesmo que este &lt;i&gt;símbolo&lt;/i&gt; seja artificial -- confeccionado ou adaptado para identificar o &lt;i&gt;feitiço&lt;/i&gt;, o &lt;i&gt;irã&lt;/i&gt; -- ele incarna os espíritos de antepassados ou de entes sobrenaturais. Quer dizer, &lt;i&gt;símbolo&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;local&lt;/i&gt; confundem-se num mesmo significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;i&gt;irã&lt;/i&gt; -- &lt;i&gt;forma&lt;/i&gt; de expressão simples e cómoda -- tem designações próprias na língua de cada tribo, mas todas com o significado a que antes fizemos alusão e é, em geral, simbolizado: por árvores de grande porte (especialmente poilões e calabaceiras); pequenos bosques ou tufos de vegetação espontânea; recantos de &lt;i&gt;lalas&lt;/i&gt; ou de &lt;i&gt;bolanhas;&lt;/i&gt; estacas de madeira, em bruto, vulgarmente em forquilha; esculturas em madeira representando figuras antropomórficas ou simples desenhos geométricos; e outras inúmeras formas de representação material do ídolo.»&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;António Carreira&lt;/b&gt;, in &lt;b&gt;&lt;i&gt;Boletim Cultural da Guiné Portuguesa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, Volume XVI, nº 63, Julho de 1961. O texto completo está disponível na seguinte página do blogue &lt;a href="http://coisasdaguine.blogspot.com/"&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Coisas da Guiné&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;, publicado por &lt;b&gt;A. Marques Lopes&lt;/b&gt; : &lt;a href="http://coisasdaguine.blogspot.com/2011/05/187-simbolos-ritualistas-e-ritualismos.html"&gt;&lt;u&gt;http://coisasdaguine.blogspot.com/2011/05/187-simbolos-ritualistas-e-ritualismos.html&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oVc9mixGGzA/TtRFy8EbowI/AAAAAAAABLY/U3RDIPId5QM/s1600/L%25E2%2580%2599IRAN%2Bou%2BOREBOK%2Bchez%2Bles%2BBidjogo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="202" src="http://1.bp.blogspot.com/-oVc9mixGGzA/TtRFy8EbowI/AAAAAAAABLY/U3RDIPId5QM/s400/L%25E2%2580%2599IRAN%2Bou%2BOREBOK%2Bchez%2Bles%2BBidjogo.png" width="155" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;i&gt;Iran&lt;/i&gt; dos Bidyogo, trazido em 1853 da ilha da Caravela, Arquipélago dos Bijagós, Guiné-Bissau. &lt;a href="http://www.quaibranly.fr/"&gt;&lt;u&gt;Musée du Quai Branly&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;, Paris&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5226878010812508779?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/iran.html' title='&lt;i&gt;Iran&lt;/i&gt;'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5226878010812508779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/iran.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5226878010812508779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5226878010812508779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/iran.html' title='&lt;i&gt;Iran&lt;/i&gt;'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tW3X-2Gewmw/TtRDlm8ouTI/AAAAAAAABLM/tfJqRG3vabY/s72-c/16-tsglp102-fig_14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7743988076399357901</id><published>2011-11-22T23:54:00.002Z</published><updated>2011-11-22T23:56:22.220Z</updated><title type='text'>Ópera de Pequim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/qX4BBALfmRM?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Ária &lt;b&gt;&lt;i&gt;Liang zhu shiba xiang&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Peço desculpa, mas não sei a tradução&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7743988076399357901?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/opera-de-pequim.html' title='Ópera de Pequim'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7743988076399357901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/opera-de-pequim.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7743988076399357901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7743988076399357901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/opera-de-pequim.html' title='Ópera de Pequim'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-3375789096177134592</id><published>2011-11-15T01:16:00.004Z</published><updated>2011-11-15T12:58:49.831Z</updated><title type='text'>Entre as praias da Adraga e da Ursa, Sintra</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PQ5fGuSAPQw/TsGz4SoGpXI/AAAAAAAABKs/QOtFulMAnhs/s1600/ARH_Roca_036.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/-PQ5fGuSAPQw/TsGz4SoGpXI/AAAAAAAABKs/QOtFulMAnhs/s400/ARH_Roca_036.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;(Foto: &lt;/span&gt;&lt;a href="https://plus.google.com/100298952426005074116/posts"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;u&gt;Rui Abreu&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um dos trechos mais belos da costa continental portuguesa é, sem sombra de dúvida, o trecho situado a norte do Cabo da Roca, sobretudo aquele que fica compreendido entre a Praia da Adraga, a norte, e a Praia da Ursa, a sul, incluindo estas duas maravilhosas praias. Nem mesmo na Costa Vicentina e na do Sudoeste Alentejano conseguimos encontrar trechos que sejam mais belos do que este de Sintra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passeio que se pode fazer ao longo deste trecho, percorrendo o alto da falésia, é curto mas deslumbrante. Recomendo, a quem o quiser fazer, que parta da Praia da Adraga e regresse a ela. Se durante o passeio pretender descer à Praia da Ursa, pode fazê-lo, embora possa correr algum (pouco) risco; a extraordinária pureza e a enorme beleza desta pequena praia compensam sobejamente o esforço e a ginástica feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como descrição do passeio, valho-me das palavras que Raul Proença escreveu no seu enciclopédico &lt;b&gt;&lt;i&gt;Guia de Portugal&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, obra incomparável que Sant'Anna Dionísio completou. Partindo da Praia da Adraga, em Almoçageme, sigamos pois a descrição que foi feita há muitas dezenas de anos por Raul Proença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«(...)&lt;br /&gt;Volvendo alguns metros atrás e subindo à dir. por uma vereda aberta num monte coberto de zimbro, achamo-nos na plataforma abrupta sobranceira ao oceano, no alto das fragas silenciosas. Ali vamos admirar um dos mais soberbos trechos que pedras e águas, no seu embate eterno, recortaram ainda em costas atlânticas. Vem primeiro, entre duas rochas enormes, talhadas a pique, a &lt;i&gt;Praia do Cavalo&lt;/i&gt;, que dá, com todo o &lt;i&gt;frisson&lt;/i&gt; da grandeza, a impressão de uma paisagem das Berlengas -- o mesmo aspecto da falésia, a mesma pequenez da língua de areia, a mesma atracção de sonho e de mistério lá no fundo abismo temeroso e glauco. Em seguida, o chamado &lt;i&gt;Fojo&lt;/i&gt; (...) escancara a boca hiante e negra. É um enorme funil fechado ao cimo em toda a volta, e do alto do qual nos debruçamos em vista horripilante para um medonho recesso onde as águas em fúria galgam as rochas e fazem soar um estampido de inferno. Solta-se os olhos do abismo fugindo à vertigem, e fica-se surpreendido ao ver o mar quase verde, orlado mais ao largo por uma franja de azul turmalina, enquanto do lado oposto refulge a casaria de Almoçageme, e no último plano o Castelo da Pena ergue no ar fino e transparente o seu altivo diadema. Para o norte segue a linha dourada da costa até à Ericeira, franjada de espuma, golpeada de pequenas abras e enseadas solitárias, até se fundir, ao longe, indecisa e diáfana, no azul do céu. -- A poucos passos a &lt;i&gt;Pedra de Alvidrar&lt;/i&gt; (...), imensa penedia quase a prumo(...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é adiante da Pedra de Alvidrar que o aspecto da costa atinge a sublimidade na decoração fantástica. Mais do que nunca também o mar é verde. Diante dos olhos extasiados recortam-se contornos cenográficos, agulhas, pináculos, castelos medievais debruçados sobre abismos, eriçados cantábricos babujados pela nívea espuma. Um dos leixões &lt;i&gt;(Pedra da Ursa)&lt;/i&gt; ergue-se isolado no mar, e toma o feitio de uma pirâmide; outros têm formas humanas, e num deles descobre-se mesmo a cara dum gigante, com os olhos, a testa, o mento, a boca fortemente acusados; no alto de outro, finalmente, parece que poisou agora mesmo uma ave marinha, e que está à espera de desferir voo pela amplidão sem fim. À luz viva do sol, o tom branco das rochas que se pegam à terra firme dá-lhes a aparência de estarem cobertas de neves eternas. Por fim, no extremo do cenário, e quebrando-lhes talvez um pouco o encanto, um farol -- o da Roca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando a percorrer a plataforma erguida sobre as ondas, em certa altura vemos lá ao fundo um dos mais belos aspectos desta admirável sucessão de paisagens. É a &lt;b&gt;Praia da Ursa&lt;/b&gt;. Para ir até lá, há que descer uma íngreme colina, e seguir a margem dum pequeno ribeiro que vai desaguar nesse ponto da costa. (...)»&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Raul Proença&lt;/b&gt;, in &lt;b&gt;&lt;i&gt;Guia de Portugal&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, I Volume, Generalidades -- Lisboa e Arredores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescente-se que a Pedra de Alvidrar é um gigantesco paredão, em rampa inclinada para o mar, que era usado no tempo dos romanos como local para julgamentos, de onde se atiravam os acusados de crimes. Se sobrevivessem, considerava-se que estavam inocentes; se não, teriam sido mesmo culpados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/10653177536184262750" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="165" src="http://4.bp.blogspot.com/-_KsQlPdu7ik/TsG3-IGUFkI/AAAAAAAABK4/-JkiTykORWk/s320/adraga%252C%2Bpedra%2Bde%2BAlvidrar%2B039.JPG" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Eu não conheço a pessoa que aqui se vê. Encontrei esta fotografia na Web e coloquei-a aqui para dar uma ideia da beleza e das dimensões da paisagem entre Adraga e Ursa. A pessoa chama-se &lt;strong&gt;Dina Vieira&lt;/strong&gt; e edita um saborosíssimo blogue chamado &lt;a href="http://ogarfomagico.blogspot.com/"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Garfo Mágico&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-3375789096177134592?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/entre-as-praias-da-adraga-e-da-ursa.html' title='Entre as praias da Adraga e da Ursa, Sintra'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/3375789096177134592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/entre-as-praias-da-adraga-e-da-ursa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3375789096177134592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3375789096177134592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/entre-as-praias-da-adraga-e-da-ursa.html' title='Entre as praias da Adraga e da Ursa, Sintra'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PQ5fGuSAPQw/TsGz4SoGpXI/AAAAAAAABKs/QOtFulMAnhs/s72-c/ARH_Roca_036.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-3456095332942310155</id><published>2011-11-07T02:36:00.001Z</published><updated>2011-11-07T02:37:21.316Z</updated><title type='text'>Uma Serenata de Coimbra virtual</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/VtUFbRYWlEc?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Samaritana&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, por &lt;b&gt;Edmundo Bettencourt&lt;/b&gt; (?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/McRqaiBmIT4?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Trova do Vento Que Passa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, por &lt;b&gt;Adriano Correia de Oliveira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/apROkg7zQ3s?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Saudades de Coimbra&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, por &lt;b&gt;Zeca Afonso&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/yPowG0z5ipI?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Fado da Despedida&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, por &lt;b&gt;Luiz Goes&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/n5xAPrbF7Rc?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Balada de Coimbra&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, por &lt;b&gt;Carlos Paredes&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-3456095332942310155?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/uma-serenata-de-coimbra-virtual.html' title='Uma Serenata de Coimbra virtual'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/3456095332942310155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/uma-serenata-de-coimbra-virtual.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3456095332942310155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3456095332942310155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/uma-serenata-de-coimbra-virtual.html' title='Uma Serenata de Coimbra virtual'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-419240282730715227</id><published>2011-11-01T16:40:00.002Z</published><updated>2011-11-01T23:02:24.455Z</updated><title type='text'>«...a cada um a sua própria morte»</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Estão entregues a centenas de supliciadores tais,&lt;br /&gt;e, agredidas pelo bater de cada hora passada,&lt;br /&gt;circulam solitárias em torno de hospitais&lt;br /&gt;esperando cheias de medo o dia da entrada.&lt;br /&gt;Aí está a morte. Não aquela cujo cumprimento&lt;br /&gt;na infância estranhamente as tocou,&lt;br /&gt;a pequena morte, como ali se designou;&lt;br /&gt;a sua própria morte está nelas como um fruto que passou&lt;br /&gt;verde e sem doçura, sem amadurecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor, dá a cada um a sua própria morte.&lt;br /&gt;Morrer que venha dessa vida&lt;br /&gt;durante a qual amou, sentido encontrou, teve má sorte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque nós somos apenas a casca e a folha.&lt;br /&gt;A grande morte, que cada um em si traz,&lt;br /&gt;é o fruto à volta do qual tudo gira.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rainer Maria Rilke&lt;/b&gt; (1875-1926), in &lt;b&gt;&lt;i&gt;O Livro das Horas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dosi3n9rMZU/TrAgKaI6YzI/AAAAAAAABKg/A7toSgo53XM/s1600/001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-dosi3n9rMZU/TrAgKaI6YzI/AAAAAAAABKg/A7toSgo53XM/s400/001.jpg" width="296" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Pormenor de um túmulo no cemitério de Agramonte, Porto (Foto de autor desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-419240282730715227?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/cada-um-sua-propria-morte.html' title='«...a cada um a sua própria morte»'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/419240282730715227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/cada-um-sua-propria-morte.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/419240282730715227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/419240282730715227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/11/cada-um-sua-propria-morte.html' title='«...a cada um a sua própria morte»'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dosi3n9rMZU/TrAgKaI6YzI/AAAAAAAABKg/A7toSgo53XM/s72-c/001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-8778611051566030840</id><published>2011-10-31T03:00:00.007Z</published><updated>2011-12-02T18:03:18.098Z</updated><title type='text'>«Odeiem-me mas temam-me»</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_YFoxheiJso/Tq4HFKZisFI/AAAAAAAABKE/Lr0rUrS1tzc/s1600/Caligula_bust.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-_YFoxheiJso/Tq4HFKZisFI/AAAAAAAABKE/Lr0rUrS1tzc/s320/Caligula_bust.jpg" width="190" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Busto de Calígula, Museu do Louvre, Paris (Foto: ChrisO)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;«&lt;b&gt;&lt;i&gt;Odeiem-me mas temam-me&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;» é uma frase atribuída a Calígula, que foi um dos mais sanguinários imperadores romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De seu nome próprio Caio Júlio César Augusto Germânico, Calígula foi imperador de Roma entre os anos 37 e 41. No início do seu império, Calígula foi muito popular entre os romanos, não só por ser filho de um notável general, chamado Germânico, mas sobretudo porque deu mostras de uma grande capacidade administrativa e de muita generosidade em relação ao povo e ao exército. O Império Romano assistiu então a um período de muita prosperidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma doença grave que contraiu, porém, Calígula alterou radicalmente o seu comportamento e a sua governação. Em vez do imperador generoso que tinha sido até então, passou a ser um tirano extraordinariamente cruel e caprichoso, que excedeu as raias da loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Calígula começou a apresentar-se como um deus diante do povo, tendo mesmo mandado construir três templos dedicados a si próprio, mandou assassinar um grande número de pessoas com o fim único de se divertir, manteve relações incestuosas com as suas três irmãs e obrigou-as a prostituir-se, etc. Para cúmulo, quis fazer do seu cavalo cônsul e sacerdote! Em resultado de um tal comportamento, não admira que Calígula tenha vivido pouco tempo. Foi assassinado aos 28 anos de idade por elementos da guarda pretoriana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-8778611051566030840?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/odeiem-me-mas-temam-me.html' title='«Odeiem-me mas temam-me»'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8778611051566030840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8778611051566030840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/odeiem-me-mas-temam-me.html' title='«Odeiem-me mas temam-me»'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_YFoxheiJso/Tq4HFKZisFI/AAAAAAAABKE/Lr0rUrS1tzc/s72-c/Caligula_bust.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-4420847609143942671</id><published>2011-10-29T01:43:00.001+01:00</published><updated>2011-10-29T01:44:56.321+01:00</updated><title type='text'>Mahalia Jackson</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IoMQVWmiSuE/TqtJYLa8z2I/AAAAAAAABJo/QzPmzEpt7MM/s1600/6a011571801c18970b0148c81483b8970c.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://2.bp.blogspot.com/-IoMQVWmiSuE/TqtJYLa8z2I/AAAAAAAABJo/QzPmzEpt7MM/s320/6a011571801c18970b0148c81483b8970c.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No passado dia 26 de outubro assinalaram-se os 100 anos do nascimento de Mahalia Jackson e eu não me apercebi disso. Peço desculpa pelo atraso e deixo aqui a minha homenagem a esta extraordinária cantora de Gospel e grande lutadora pelos direitos cívicos dos negros norte-americanos, ao lado de Martin Luther King.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mahalia Jackson nasceu em Nova Orleans em 1911 e faleceu em Chicago em 1972. Oriunda de uma família negra muito humilde, Mahalia Jackson atingiu os píncaros da fama graças à sua poderosíssima voz de contralto e ao profundo sentimento com que cantava os seus maravilhosos espirituais negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esta minha evocação de Mahalia Jackson, selecionei dois vídeos. A qualidade das imagens e do som destes vídeos deixa muito a desejar, é certo, mas o que eu pretendo com eles é dá-la a ouvir comunicando com a sua própria gente e mostrar a intensidade com que ela vivia a sua fé e exprimia a sua esperança. Por isso escolhi estes vídeos e não outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/l49N8U3d0Bw?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;How I Got Over&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, por &lt;b&gt;Mahalia Jackson&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/OAsLHiF8VYs?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;I Believe&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, por &lt;b&gt;Mahalia Jackson&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-4420847609143942671?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/mahalia-jackson.html' title='Mahalia Jackson'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/4420847609143942671/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/mahalia-jackson.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4420847609143942671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4420847609143942671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/mahalia-jackson.html' title='Mahalia Jackson'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IoMQVWmiSuE/TqtJYLa8z2I/AAAAAAAABJo/QzPmzEpt7MM/s72-c/6a011571801c18970b0148c81483b8970c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-3635202156544758011</id><published>2011-10-26T02:13:00.005+01:00</published><updated>2011-10-26T12:15:31.292+01:00</updated><title type='text'>O Menino Jesus da Cartolinha</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mJIFu5HjMOQ/Tqdd3uW1VcI/AAAAAAAABJY/bCmgsJuiAzA/s1600/menino.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-mJIFu5HjMOQ/Tqdd3uW1VcI/AAAAAAAABJY/bCmgsJuiAzA/s320/menino.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O Menino Jesus da Cartolinha (Foto: &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/08269378421021538873"&gt;&lt;u&gt;Manolacas&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Menino Jesus da Cartolinha&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;Nino Jasus de la Cartolica&lt;/b&gt;. Assim é chamada, respetivamente em português e em mirandês (as duas línguas oficiais de Portugal), uma imagem do Menino Jesus que está na Sé Catedral de Miranda do Douro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem, que é comovente na sua ingenuidade popular, não é muito antiga. Deve datar dos finais do séc. XVII ou já do séc. XVIII. A cartola, que ela habitualmente ostenta e que lhe dá um aspeto ainda mais ingénuo, é ainda mais recente, claro, pois no tempo em que a imagem foi feita ainda não se usavam cartolas. A cartola, portanto, é dos finais do séc. XIX ou mesmo do séc. XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspeto que caracteriza esta imagem é o seu abundantíssimo enxoval, constituído por peças de roupa miniaturais que as gentes de Miranda têm oferecido ao Menino ao longo dos tempos. Entre as peças de roupa mais recentes, contam-se fardas da GNR e da PSP, que foram recentemente oferecidas pelo antigo minstro da Administração Interna, Rui Pereira, que é natural do concelho, mais propriamente da freguesia de Duas Igrejas (Dues Eigreijas em mirandês). Vale a pena entrar na bela Sé de Miranda do Douro e dar uma olhada atenta a esta encantadora imagem, pois ela merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lgckKp8Ajok/TqdbFBSL7MI/AAAAAAAABI0/KMzeJTa3QDY/s1600/menino_jesus_cartolinha_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-lgckKp8Ajok/TqdbFBSL7MI/AAAAAAAABI0/KMzeJTa3QDY/s320/menino_jesus_cartolinha_1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ao Menino Jesus da Cartolinha está associada uma lenda. Embora as lendas costumem relatar supostos acontecimentos que ocorreram há muitos séculos, esta não é muito mais antiga do que a imagem. Mas vale a pena contá-la. Socorro-me de um texto que está no sítio (em português) da &lt;a href="http://mirandadodouro.jfreguesia.com/v2/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=12&amp;amp;Itemid=27"&gt;&lt;u&gt;Junta de Freguesia de Miranda do Douro&lt;/u&gt;&lt;/a&gt; na Internet. Diz assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pxbcG1Wx804/TqdbwbbRgqI/AAAAAAAABJA/CKAoCc_WukE/s1600/cartolinha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-pxbcG1Wx804/TqdbwbbRgqI/AAAAAAAABJA/CKAoCc_WukE/s320/cartolinha.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«A lenda vem do período de 1706 a 1713. Foi neste tempo, mais concretamente, em 1711 que o exército castelhano invadiu Miranda e a assolou durante vários meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a cidade se encontrava invadida, saqueada e vexada pelos castelhanos e sem esperança de remissão, esperando o reforço das nossas tropas que nunca mais chegava, aparece nas muralhas um menino vestido de fidalgo cavaleiro chamando os mirandeses e gritando às armas contra os invasores. De todas as casas sai gente armada de foices, gadanhas, espingardas e varapaus para escorraçar os espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À frente dos mirandeses o menino ora aparecia ora desaparecia, até que no fim da luta e depois da cidade libertada o menino não mais se viu. Procuraram-no por toda a parte, mas em vão. O pequeno "General" tinha desaparecido. Os mirandeses consideraram que se tratava de um autêntico milagre esta vitória contra os espanhóis e que foi sem dúvida um favor muito grande do Menino Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandaram então esculpir uma imagem do Menino Jesus vestido de fidalgo cavaleiro, à maneira do tempo e colocaram-no num altar da catedral.»&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3x8NIC1zWkg/Tqdc6bkiaZI/AAAAAAAABJM/KjoRCiCUd8Q/s1600/Menino%2BJesus%2Bda%2BCartolinha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-3x8NIC1zWkg/Tqdc6bkiaZI/AAAAAAAABJM/KjoRCiCUd8Q/s320/Menino%2BJesus%2Bda%2BCartolinha.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em resultado do papel atribuído pela lenda ao Menino Jesus da Cartolinha na luta contra os espanhóis, diz-se que a imagem foi "promovida" ao posto de capitão pelo Exército Português! Não sei se é verdade, mas foi o que me contaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2vVCkM9tpts/TqdaF2pVwZI/AAAAAAAABIo/CJnOIg9Azgg/s1600/Miranda%2Bdo%2BDouro%2B-%2BMenino%2BJesus%2Bda%2BCartolinha%2B%2528p%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-2vVCkM9tpts/TqdaF2pVwZI/AAAAAAAABIo/CJnOIg9Azgg/s320/Miranda%2Bdo%2BDouro%2B-%2BMenino%2BJesus%2Bda%2BCartolinha%2B%2528p%2529.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O Menino Jesus da Cartolinha vestido com a capa de honras tradicional de Miranda do Douro (Foto: &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/01885769717464784587"&gt;&lt;u&gt;Paulo Moreira&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-3635202156544758011?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/o-menino-jesus-da-cartolinha.html' title='O Menino Jesus da Cartolinha'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/3635202156544758011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/o-menino-jesus-da-cartolinha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3635202156544758011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3635202156544758011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/o-menino-jesus-da-cartolinha.html' title='O Menino Jesus da Cartolinha'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mJIFu5HjMOQ/Tqdd3uW1VcI/AAAAAAAABJY/bCmgsJuiAzA/s72-c/menino.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5547028557323844398</id><published>2011-10-22T01:43:00.003+01:00</published><updated>2011-10-22T01:45:15.541+01:00</updated><title type='text'>Franz Liszt, 200 anos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--bNk6SWTehE/TqINqeqp_PI/AAAAAAAABIY/PStNLu7Db2A/s1600/BSD_liszt_and_emperor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="203" src="http://3.bp.blogspot.com/--bNk6SWTehE/TqINqeqp_PI/AAAAAAAABIY/PStNLu7Db2A/s320/BSD_liszt_and_emperor.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Franz Liszt tocando piano diante do imperador austro-húngaro Francisco José e da imperatriz Elisabeth (Sissi)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Completam-se hoje 200 anos sobre o nascimento do pianista, compositor, professor de música e maestro húngaro &lt;b&gt;Franz Liszt&lt;/b&gt; (Liszt Ferenc em húngaro), que foi uma personalidade de primeiríssimo plano da música do séc. XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Franz Liszt foi um pianista extraordinário, aclamado em toda a Europa. Não existem registos sonoros das suas interpretações, como é evidente, mas os testemunhos que os seus contemporâneos nos deixaram são tão entusiásticos, que há quem pense que ele deve ter sido o maior pianista de todos os tempos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como compositor, Liszt legou-nos um conjunto de obras notáveis, tanto para piano como para orquestra, que se inserem na corrente do Romantismo. Ele introduziu diversas inovações na composição musical, que só viriam a ser devidamente desenvolvidas já no séc. XX, e criou a forma do chamado poema sinfónico, que muitos outros compositores viriam posteriormente a utilizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-me muito difícil fazer uma seleção de obras de Franz Liszt, que pudesse dar a ouvir a quem visita este blogue. Elas são muitas e de enorme qualidade. Acabei por escolher duas composições, uma para piano e outra para orquestra. No entanto, durante as pesquisas que fiz, deparei-me com uma extraordinária interpretação da Sonata em Si Menor, por um dos maiores pianistas do Mundo: o brasileiro Nelson Freire. Eu não podia, de maneira nenhuma, pôr de parte uma tal interpretação. Por isso, aqui deixo três peças de Franz Liszt para serem ouvidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;b&gt;&lt;i&gt;Gondoliera&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (peça baseada na canção "La biondina in gondoletta" de Giovanni Battista Peruchini), da suite "Deuxième année: Italie", pelo pianista alemão &lt;b&gt;Wilhelm Kempf&lt;/b&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;b&gt;&lt;i&gt;Les préludes (d'après Lamartine)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, poema sinfónico interpretado pela &lt;b&gt;Orquestra Sinfónica da Rádio de Berlim&lt;/b&gt;, dirigida por &lt;b&gt;Fricsay Ferenc&lt;/b&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;b&gt;&lt;i&gt;Sonata para Piano em Si Menor&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, considerada a obra mais profunda que Liszt compôs para piano, pelo brasileiro &lt;b&gt;Nelson Freire&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que goste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/f4HNrLToMys?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/IKVTUR52yu4?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/lrZ9cswKfi0?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5547028557323844398?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/franz-liszt-200-anos.html' title='Franz Liszt, 200 anos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5547028557323844398/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/franz-liszt-200-anos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5547028557323844398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5547028557323844398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/franz-liszt-200-anos.html' title='Franz Liszt, 200 anos'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--bNk6SWTehE/TqINqeqp_PI/AAAAAAAABIY/PStNLu7Db2A/s72-c/BSD_liszt_and_emperor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7473899284149647006</id><published>2011-10-18T02:59:00.003+01:00</published><updated>2011-10-18T03:15:07.451+01:00</updated><title type='text'>A fome</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt; (origem Kwanyama)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem pouco fala não diz nem bem nem mal&lt;br /&gt;e o morto, no caixão&lt;br /&gt;não tem voz ativa.&lt;br /&gt;Tu, quando falas&lt;br /&gt;matas os da cobra&lt;br /&gt;e os da hiena&lt;br /&gt;vão para a sepultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que nós, na desgraça, não roubemos&lt;br /&gt;para que nós, viajantes, não roubemos ninguém&lt;br /&gt;Senhor, Deus de Nangobe&lt;br /&gt;dá-nos a chuva.&lt;br /&gt;Avô dos miseráveis&lt;br /&gt;Mãe dos pobres&lt;br /&gt;Tio dos famintos&lt;br /&gt;Mãe, Avô e Tio dos que caem nos caminhos da fome&lt;br /&gt;faz sair a chuva&lt;br /&gt;faz crescer os mantimentos&lt;br /&gt;inunda-nos com a tua água.&lt;br /&gt;Ajuda os pobres, Deus de Nangobe.&lt;br /&gt;Cai chuva&lt;br /&gt;e traz-nos a bênção&lt;br /&gt;do canto das rãs.&lt;br /&gt;Aonde dorme, a chuva?&lt;br /&gt;Na figueira da Haudila?&lt;br /&gt;Nos grandes paus de Solela?&lt;br /&gt;Eu queria o vento.&lt;br /&gt;Eu queria a tempestade&lt;br /&gt;e a faísca que levanta&lt;br /&gt;pela raiz&lt;br /&gt;a pequena palmeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rei Mahondi de Mwaeta&lt;br /&gt;soberano Kahondi do Muvale:&lt;br /&gt;Senhor!&lt;br /&gt;O calor já está a prolongar-se.&lt;br /&gt;A massambala seca&lt;br /&gt;a semente definha&lt;br /&gt;e a rama murcha.&lt;br /&gt;A fome aproxima-se, Senhor!&lt;br /&gt;A seca já chegou às nossas portas&lt;br /&gt;e até já se instalou em nossas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levou alguns para a lagoa&lt;br /&gt;outros foram para o Lubango.&lt;br /&gt;Não há para onde fugir&lt;br /&gt;quando se é presa da fome.&lt;br /&gt;A fome é filha das feras&lt;br /&gt;está no teu estômago e diz:&lt;br /&gt;vai roubar, vai roubar.&lt;br /&gt;Os seus cornos são agudos e direitos&lt;br /&gt;mais finos do que azagaias.&lt;br /&gt;Não deixam marca&lt;br /&gt;nem ferida nem chaga.&lt;br /&gt;Oh meu boi magro&lt;br /&gt;quando a chuva morre&lt;br /&gt;não há casa que não faça o inventário.&lt;br /&gt;Luto pesado!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ruy Duarte de Carvalho&lt;/span&gt; (1941-2010), in &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ondula, savana branca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-E7x6x0zZbfg/TpzeTyt_-yI/AAAAAAAABIM/WAGaAfiNTd8/s1600/Africa_drought.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-E7x6x0zZbfg/TpzeTyt_-yI/AAAAAAAABIM/WAGaAfiNTd8/s320/Africa_drought.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664646862938831650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto de autor desconhecido)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta oração, que aparentemente é do povo Kwanyama (Cuanhama), do sul de Angola, e que o poeta, prosador, antropólogo e cineasta angolano Ruy Duarte de Carvalho terá adaptado para a língua portuguesa, retrata uma realidade que é verdadeiramente terrível para quem a viver: a iminência da fome provocada por uma seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, que só vemos a seca e a fome na televisão, sentimo-nos apiedados e até chocados com as imagens de crianças esqueléticas, no limiar da morte, ao colo das suas desgraçadas mães e com a boca coberta de moscas. Mas talvez não nos demos verdadeiramente conta do enorme sofrimento que uma seca pode provocar a quem lhe sofre as consequências, um sofrimento que é muito maior do que tudo quanto conseguimos imaginar, por mais que nos esforcemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seca não é uma dessas calamidades que subitamente caem em cima das pessoas, deixando-as em estado de choque. A seca é uma calamidade que se vê vir, len-ta-men-te, mui-to de-va-ga-ri-nho. É um espetro que um dia se vê surgir no horizonte e que se agiganta cada vez mais, e mais, e mais, e mais. À medida que os dias, as semanas e os meses vão passando, uns após outros, sem que caia uma pinga de chuva, a angústia vai crescendo no coração das pessoas, cada vez mais, e mais, e mais, e mais, até se transformar em desespero puro e simples. Não queiramos nunca saber o que é que uma pessoa sente perante a perspetiva de uma fome e de uma morte provocadas por uma seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, chega a estação das chuvas, mas a chuva não cai. Já com uma ponta de angústia, mas ainda com muita esperança, as pessoas lançam à terra seca as sementes do seu milho. Esperam elas que a chuva acabe finalmente por cair, mais dia, menos dia, e o milho consiga nascer e crescer. Mas os dias passam, a chuva teima em não cair e o milho semeado acaba por morrer na terra ressequida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um nó na garganta, as pessoas fazem nova semeadura de milho, ao mesmo tempo que rezam fervorosas orações ao Criador, para que faça chover. Esperam elas que as orações consigam fazer efeito e acabe finalmente por chover. Mas os dias continuam a passar, a chuva continua a não cair e o milho morre outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nó que as pessoas sentiam na garganta cresce até se tornar num novelo. Já se passaram várias semanas desde que a chuva deveria ter começado a cair. Profundamente angustiadas, as pessoas valem-se do último recurso que ainda lhes resta: semear um outro cereal, a massambala (painço), que, embora não tenha tanto valor nutritivo como o milho, é mais resistente à seca. Mas a terra já está tão ressequida que nem o painço consegue vingar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desespero toma então conta das pessoas. Parece que o ar se tornou sólido. As pessoas querem respirar e não podem. Querem mexer-se, mas não sabem como nem para onde. Deambulam de olhar vazio, como mortos-vivos. Não sabem -- desesperadamente não sabem! -- o que fazer à vida. Já começam a vislumbrar a fome e a morte a aproximar-se delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente dá-se um milagre. Subitamente, o céu escurece e a chuva começa a cair, torrencial. Mesmo a tempo, &lt;i&gt;in extremis&lt;/i&gt;, de evitar a fome que já parecia inevitável. Toda a gente ri e canta e dança e abraça-se. Os seus olhos, que a angústia tinha mantido irredutivelmente secos, tão secos como a terra sequiosa, enchem-se de lágrimas. Torrentes de lágrimas correm pela cara das pessoas. É tão bom chorar de alegria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas apressam-se a semear os últimos grãos de milho que lhes restam. O milho germina e multiplica-se em douradas espigas. A vida renasce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desgraçadamente, há neste momento regiões na Somália e noutros países vizinhos em que a vida não renasceu e as pessoas morrem, aos milhares, no meio de um sofrimento indescritível. De fome e também de guerra.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7473899284149647006?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/fome.html' title='A fome'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7473899284149647006/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/fome.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7473899284149647006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7473899284149647006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/fome.html' title='A fome'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-E7x6x0zZbfg/TpzeTyt_-yI/AAAAAAAABIM/WAGaAfiNTd8/s72-c/Africa_drought.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-8441412920544750897</id><published>2011-10-12T03:05:00.003+01:00</published><updated>2011-10-12T03:18:17.459+01:00</updated><title type='text'>Ave Maria de Arcadelt</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/K9v3ARLHyPI?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ave Maria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, do compositor franco-flamengo &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jacques Arcadelt&lt;/span&gt; (c. 1507–1568), pelo coro de câmara &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Canticum Novum&lt;/span&gt;, dirigido por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Stefan Zekić&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/hGZreGsuOng?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ave Maria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Arcadelt&lt;/span&gt;, num arranjo para órgão de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Franz Liszt&lt;/span&gt; (1811-1886), por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sebastian Küchler-Blessing&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-8441412920544750897?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/ave-maria-de-arcadelt.html' title='&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ave Maria&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; de &lt;b&gt;Arcadelt&lt;/b&gt;'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/8441412920544750897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/ave-maria-de-arcadelt.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8441412920544750897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8441412920544750897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/ave-maria-de-arcadelt.html' title='&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ave Maria&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; de &lt;b&gt;Arcadelt&lt;/b&gt;'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-2153122649755011239</id><published>2011-10-11T02:46:00.009+01:00</published><updated>2011-10-11T12:57:34.672+01:00</updated><title type='text'>De Vénus a Olympia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jH1e5EwnkJI/TpOjehY0wyI/AAAAAAAABH8/-CZX_V0lSME/s1600/Giorgione_054.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 195px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-jH1e5EwnkJI/TpOjehY0wyI/AAAAAAAABH8/-CZX_V0lSME/s320/Giorgione_054.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662048901288739618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vénus Adormecida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Giorgione&lt;/span&gt;, Gemäldegalerie Alte Meister, Dresden, Alemanha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eg3gs1vfBEo/TpOitwvzcnI/AAAAAAAABHw/IiVoHcd_CSg/s1600/Tizian_Venus%2Bde%2BUrbino.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-eg3gs1vfBEo/TpOitwvzcnI/AAAAAAAABHw/IiVoHcd_CSg/s320/Tizian_Venus%2Bde%2BUrbino.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662048063598064242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vénus de Urbino&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ticiano&lt;/span&gt;, Galleria degli Uffizi, Florença, Itália&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RgYHKn9oY2c/TpOh_rGemrI/AAAAAAAABHk/GhP-IAUxbKk/s1600/Manet%252C_Edouard_-_Olympia%252C_1863.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-RgYHKn9oY2c/TpOh_rGemrI/AAAAAAAABHk/GhP-IAUxbKk/s320/Manet%252C_Edouard_-_Olympia%252C_1863.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662047271808572082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Olympia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Édouard Manet&lt;/span&gt;, Musée d'Orsay, Paris, França&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aqui temos três quadros de famosos pintores europeus. A sua semelhança não é fruto do acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro mais antigo, chamado &lt;b&gt;&lt;i&gt;Vénus Adormecida&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, é da autoria de &lt;b&gt;Giorgione&lt;/b&gt; (Giorgio Barbarelli da Castelfranco, c. 1477/8–1510), um pintor renascentista veneziano, que morreu antes de completar esta sua obra. Foi &lt;b&gt;Ticiano&lt;/b&gt; que pintou os detalhes que faltavam, nomeadamente no céu e na paisagem ao fundo. Este quadro a óleo marcou o início de uma nova era na pintura europeia posterior à antiguidade clássica, uma era em que o nu feminino passou a surgir como tema central de uma tela. Neste quadro, a sensualidade da figura feminina aparece claramente expressa na sua pose, ao mesmo tempo que a nudez é-nos apresentada como um facto natural, pois a deusa apresenta-se ao ar livre e entregue ao sono. Há nesta obra, portanto, um curioso misto de erotismo e de inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter completado a &lt;b&gt;&lt;i&gt;Vénus Adormecida&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; de &lt;b&gt;Giorgione&lt;/b&gt;, o pintor &lt;b&gt;Ticiano&lt;/b&gt; (Tiziano Vecelli ou Tiziano Vecellio, c. 1488/1490–1576), também veneziano, resolveu pintar a sua própria Vénus desnuda. O resultado é o segundo quadro, chamado &lt;b&gt;&lt;i&gt;Vénus de Urbino&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, em que nos aparece uma mulher também despida e reclinada, mas acordada e dentro de um palácio. Embora a pose da figura seja essencialmente a mesma que a da Vénus anterior, o erotismo que emana deste quadro de &lt;b&gt;Ticiano&lt;/b&gt; é mais acentuado, enquanto que a inocência da figura desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pintor francês &lt;b&gt;Édouard Manet&lt;/b&gt; (1832–1883), por seu lado, inspirou-se na &lt;b&gt;&lt;i&gt;Vénus de Urbino&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; de &lt;b&gt;Ticiano&lt;/b&gt; para pintar o terceiro quadro, chamado &lt;b&gt;&lt;i&gt;Olympia&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Como o nome da obra indica, já não é a deusa Vénus que surge representada, mas antes uma prostituta, que nos enfrenta com olhar determinado e provocador, ao mesmo tempo que ignora, quase com desdém, um ramo de flores trazido por uma servente, que poderemos imaginar ter sido enviado por um cliente ou admirador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-2153122649755011239?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/de-venus-olympia.html' title='De Vénus a Olympia'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/2153122649755011239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/de-venus-olympia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/2153122649755011239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/2153122649755011239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/de-venus-olympia.html' title='De Vénus a Olympia'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jH1e5EwnkJI/TpOjehY0wyI/AAAAAAAABH8/-CZX_V0lSME/s72-c/Giorgione_054.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1413800444444279026</id><published>2011-10-07T01:19:00.004+01:00</published><updated>2011-10-07T01:38:16.030+01:00</updated><title type='text'>Dois poemas de Geraldo Bessa Victor</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ADEUS, IRMÃO BRANCO!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADEUS, meu irmão branco, boa viagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a hora de você voltar&lt;br /&gt;para a Europa, a sua terra.&lt;br /&gt;Quando você chegar, há-de falar&lt;br /&gt;dos encantos que encerra&lt;br /&gt;esta África Negra, tão distante,&lt;br /&gt;tão distante, irmão branco...&lt;br /&gt;Pois eu quero, neste instante&lt;br /&gt;da partida, pedir-lhe uma promessa:&lt;br /&gt;-- Não se esqueça da alma do negro,&lt;br /&gt;não se esqueça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você há-de falar das terras africanas,&lt;br /&gt;da mata e da cubata,&lt;br /&gt;dos montes e das chanas;&lt;br /&gt;mas não se esqueça da alma.&lt;br /&gt;Você há-de falar do sol fogoso,&lt;br /&gt;das caçadas e queimadas,&lt;br /&gt;das noites que viveu em batucadas&lt;br /&gt;no mais feiticeiro gozo;&lt;br /&gt;mas não se esqueça da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai falar do café, do algodão, do sisal,&lt;br /&gt;da fruta tropical, enfim, de toda a flora;&lt;br /&gt;mas não se esqueça da alma.&lt;br /&gt;Você há-de falar dos negros no seu mato,&lt;br /&gt;da negra tentadora&lt;br /&gt;de corpo sensual,&lt;br /&gt;mostrando até retrato;&lt;br /&gt;mas não se esqueça da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, meu irmão branco! Lá na Europa,&lt;br /&gt;quando falar da tropical paisagem,&lt;br /&gt;não se esqueça da alma do negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, meu irmão branco, boa viagem!&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 224px; height: 223px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-We7iegfFRP0/To5G6CDVEBI/AAAAAAAABHc/rpYEU4WaIZk/s320/Geraldo%2BBessa%2BVictor.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660539744448483346" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Geraldo Bessa Victor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O MENINO NEGRO NÃO ENTROU NA RODA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino negro não entrou na roda&lt;br /&gt;das crianças brancas -- as crianças brancas&lt;br /&gt;que brincavam todas numa roda viva&lt;br /&gt;de canções festivas, gargalhadas francas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino negro não entrou na roda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chegou o vento junto das crianças&lt;br /&gt;-- e bailou com elas e cantou com elas&lt;br /&gt;as canções e danças das suaves brisas,&lt;br /&gt;as canções e danças das brutais procelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o menino negro não entrou na roda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pássaros, em bando, voaram chilreando&lt;br /&gt;sobre as cabecinhas lindas dos meninos&lt;br /&gt;e pousaram todos em redor. Por fim,&lt;br /&gt;bailaram seus voos, cantando seus hinos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o menino negro não entrou na roda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Venha cá, pretinho, venha cá brincar»&lt;br /&gt;-- disse um dos meninos com seu ar feliz.&lt;br /&gt;A mamã, zelosa, logo fez reparo;&lt;br /&gt;o menino branco já não quis, não quis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o menino negro não entrou na roda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino negro não entrou na roda&lt;br /&gt;das crianças brancas. Desolado, absorto,&lt;br /&gt;ficou só, parado com olhar de cego,&lt;br /&gt;ficou só, calado com voz de morto.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Geraldo Bessa Victor&lt;/span&gt; (1917-1990), poeta de Angola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TBPbo2Zo3LQ/To5F39WsF1I/AAAAAAAABHU/KdbJKZUepIQ/s1600/Menino%2Bafricano.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 374px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-TBPbo2Zo3LQ/To5F39WsF1I/AAAAAAAABHU/KdbJKZUepIQ/s400/Menino%2Bafricano.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660538609316140882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Foto de autor desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1413800444444279026?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/dois-poemas-de-geraldo-bessa-victor.html' title='Dois poemas de Geraldo Bessa Victor'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1413800444444279026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/dois-poemas-de-geraldo-bessa-victor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1413800444444279026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1413800444444279026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/dois-poemas-de-geraldo-bessa-victor.html' title='Dois poemas de Geraldo Bessa Victor'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-We7iegfFRP0/To5G6CDVEBI/AAAAAAAABHc/rpYEU4WaIZk/s72-c/Geraldo%2BBessa%2BVictor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1604029789902898911</id><published>2011-10-03T17:40:00.004+01:00</published><updated>2011-10-03T18:18:20.291+01:00</updated><title type='text'>Steve Reich faz hoje 75 anos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BPfNRbmrf8s/TonmIy5tQ9I/AAAAAAAABHM/Q-T6s9VcI0U/s1600/Steve_Reich.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 335px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-BPfNRbmrf8s/TonmIy5tQ9I/AAAAAAAABHM/Q-T6s9VcI0U/s400/Steve_Reich.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659307445544895442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O compositor norte-americano &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Steve Reich&lt;/span&gt; (à direita), interpretando a sua peça &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Clapping Music&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (Foto: &lt;a href="http://flickr.com/photos/45093297@N00"&gt;&lt;u&gt;Ian Oliver&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em 3 de Outubro de 1936, nasceu na cidade de Nova Iorque aquele que viria a ser considerado, nos nossos dias, o maior compositor norte-americano vivo: Stephen Michael Reich, mais conhecido como &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Steve Reich&lt;/span&gt;. Juntamente com La Monte Young, Terry Riley e Philip Glass, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Steve Reich&lt;/span&gt; foi um fundador da corrente minimalista, cuja música se caracteriza pelo uso de imagens musicais repetitivas que evoluem e se transformam lentamente ao longo do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proponho a escuta de duas composições de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Steve Reich&lt;/span&gt;, caracterizadas por um diálogo que se estabelece entre dois intérpretes: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Clapping Music&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de 1972, e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nagoya Marimbas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/BhhIZscEE_g?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/j1wmaVL4vJ8?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1604029789902898911?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/steve-reich-faz-hoje-75-anos.html' title='Steve Reich faz hoje 75 anos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1604029789902898911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/steve-reich-faz-hoje-75-anos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1604029789902898911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1604029789902898911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/10/steve-reich-faz-hoje-75-anos.html' title='Steve Reich faz hoje 75 anos'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BPfNRbmrf8s/TonmIy5tQ9I/AAAAAAAABHM/Q-T6s9VcI0U/s72-c/Steve_Reich.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1090004110966794298</id><published>2011-09-30T01:20:00.008+01:00</published><updated>2011-09-30T10:27:06.564+01:00</updated><title type='text'>Escaravelhos de "ouro" e de "prata"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 400px; height: 288px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-w9JmxQs1EfQ/ToUNC01Yo_I/AAAAAAAABHE/zaJWwO5UMbY/s400/beetleblingr.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657942849054352370" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Chrysina aurigans&lt;/span&gt; (à esquerda) e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Chrysina limbata&lt;/span&gt; (à direita) (Foto: Eduardo M. Libby)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As joias mais importantes e valiosas do Antigo Egito continham representações de escaravelhos, que simbolizavam uma divindade solar, o deus Khepri. Eram joias feitas de pedras preciosas e metais nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas florestas da Costa Rica, por outro lado, existem escaravelhos que, se não são preciosos, pelo menos parecem. São escaravelhos vivos -- e não joias -- que parecem feitos de ouro e de prata, mas não são. Os escaravelhos dourados são da espécie &lt;i&gt;Chrysina aurigans&lt;/i&gt; e os prateados são da espécie &lt;i&gt;Chrysina limbata&lt;/i&gt;. Tal como todos os outros escaravelhos do mundo, de qualquer cor e feitio, estes escaravelhos estão cobertos de uma substância dura, chamada quitina. Por incrível que pareça, é esta substância que lhes dá a sua cor dourada e prateada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.opticsinfobase.org/ome/abstract.cfm?URI=ome-1-1-85"&gt;&lt;u&gt;Um grupo de cientistas da Universidade da Costa Rica&lt;/u&gt;&lt;/a&gt; descobriu muito recentemente como é que a cutícula de quitina que cobre estes insetos consegue dar-lhes a sua cor metálica característica. Consegue-o, por um lado, através de um fenómeno de difração da luz, que decompõe a luz solar nas suas componentes, tal como no arco-íris. As cores resultantes desta difração são sujeitas, por sua vez, a reflexões em camadas sobrepostas de quitina, que têm espessuras e estão dispostas de tal maneira que as ondas luminosas sofrem interferências umas com as outras e consigo próprias. Destas interferências resulta o apagamento de umas cores, porque se anulam e assim não são refletidas, e o realce de outras, que saem reforçadas do processo. O somatório de todas as cores que são refletidas corresponde à cor final, que no caso destes escaravelhos é semelhante à do ouro e da prata. Espero não ter sido muito confuso nesta explicação, que é necessariamente simplista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora os cientistas costa-riquenhos descobriram que a cutícula que cobre estes escaravelhos -- e que tem uma espessura de cerca de 10 milésimos de milímetro -- tem cerca de 70 camadas extremamente finas de quitina! Estas camadas não têm todas a mesma espessura; elas são cada vez mais finas à medida que estiverem localizadas mais profundamente. É nestas várias camadas de quitina e nas fronteiras entre elas que se produzem os fenómenos óticos acima referidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que se descobriu como é que a Natureza consegue sintetizar, através de estruturas orgânicas, as cores do ouro e da prata, é de esperar que surjam, no futuro, estruturas idênticas a estas feitas pelo homem em diversas aplicações. Tornar-se-á certamente ainda mais válido o ditado que afirma que «nem tudo o que luz é ouro».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 208px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jMuls63Xw5E/ToULxmeP7cI/AAAAAAAABG8/vmYw5iDkl-4/s320/Scarab.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657941453629812162" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Joia do Antigo Egito, com a representação de um escaravelho ao centro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1090004110966794298?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/escaravelhos-de-ouro-e-de-prata.html' title='Escaravelhos de &quot;ouro&quot; e de &quot;prata&quot;'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1090004110966794298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/escaravelhos-de-ouro-e-de-prata.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1090004110966794298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1090004110966794298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/escaravelhos-de-ouro-e-de-prata.html' title='Escaravelhos de &quot;ouro&quot; e de &quot;prata&quot;'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-w9JmxQs1EfQ/ToUNC01Yo_I/AAAAAAAABHE/zaJWwO5UMbY/s72-c/beetleblingr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5475933160710405586</id><published>2011-09-23T01:15:00.006+01:00</published><updated>2011-09-23T10:34:19.541+01:00</updated><title type='text'>As marimbas de Zavala</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DYXwT3nwqhg/TnvP7dSPJ9I/AAAAAAAABG0/YGQ1GpwWmQM/s1600/00752.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 286px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-DYXwT3nwqhg/TnvP7dSPJ9I/AAAAAAAABG0/YGQ1GpwWmQM/s400/00752.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655342377474140114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Foto: Comissão Nacional da República de Moçambique para a UNESCO)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Zavala é um distrito situado na província de Inhambane, no sul de Moçambique, que ganhou notoriedade graças às suas espetaculares orquestras de marimbas. Estas orquestras foram classificadas como Património da Humanidade pela &lt;a href="http://www.unesco.org/"&gt;&lt;u&gt;Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO)&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;. Segue-se a tradução de um texto da UNESCO referente a este assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«As comunidades Chopi, estabelecidas principalmente na província de Inhambane, no sul de Moçambique, são famosas pela sua música orquestral. As suas orquestras são compostas por cinco a trinta marimbas chamadas timbila (mbila no singular), de tamanhos e tonalidades diferentes. As timbila são instrumentos de madeira, que são fabricados e afinados com o maior cuidado. São feitas de mwenje, uma árvore de crescimento lento, cuja madeira apresenta uma grande ressonância. Por baixo das teclas de madeira, estão presas cabaças, que desempenham o papel de caixas de ressonância. Estas são fixadas solidamente ao instrumento com a ajuda de cera de abelhas e são impregnadas com óleo de nkuso, o que confere ao instrumento uma rica sonoridade nasal e vibrações características. Os músicos tanto podem ser mestres como aprendizes de todas as idades. As crianças tocam ao lado dos seus avôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os anos são compostas várias peças novas, que são interpretadas por ocasião de casamentos e outros acontecimentos sociais. Os ritmos, dentro de cada tema, são extremamente complexos, de tal maneira que a mão esquerda executa frequentemente um ritmo diferente do da mão direita. As composições, que duram perto de uma hora, alternam solos com trechos orquestrais de diferentes compassos. A acompanhar a música, são executadas danças à frente da orquestra por dois a doze dançarinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada concerto de timbila começa pelo m'zeno, um canto solene entoado por dançarinos, enquanto os músicos acompanham em surdina e com um ritmo lento. Os textos, cheios de humor e de sarcasmo, evocam problemas sociais contemporâneos e dão conta dos acontecimentos ocorridos no seio da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte dos tocadores de timbila são idosos. Embora vários mestres tenham começado a formar jovens músicos e por integrar moças nas orquestras e grupos de dança, os jovens têm vindo a perder cada vez mais o contacto com este património cultural. Por outro lado, a desflorestação leva à escassez da madeira necessária para produzir a sonoridade característica destes instrumentos.»&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/oOWaJs8_Aac?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/FdN98Y08ceY?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5475933160710405586?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/as-marimbas-de-zavala.html' title='As marimbas de Zavala'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5475933160710405586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/as-marimbas-de-zavala.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5475933160710405586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5475933160710405586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/as-marimbas-de-zavala.html' title='As marimbas de Zavala'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-DYXwT3nwqhg/TnvP7dSPJ9I/AAAAAAAABG0/YGQ1GpwWmQM/s72-c/00752.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5506967203144071658</id><published>2011-09-21T16:48:00.005+01:00</published><updated>2011-09-21T17:05:47.964+01:00</updated><title type='text'>Júlio Resende (1917-2011)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9ttPf6uhvFU/TnoHpi0-kLI/AAAAAAAABGs/8q44dn9LOUY/s1600/JulioResende_SemTitulo3.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 308px; height: 351px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-9ttPf6uhvFU/TnoHpi0-kLI/AAAAAAAABGs/8q44dn9LOUY/s400/JulioResende_SemTitulo3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654840692422119602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pintura de Júlio Resende (Foto: &lt;a href="http://www.visualartsportugal.com/"&gt;&lt;u&gt;Visual Arts, Portugal&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Este ano de 2011 tem vindo a ser funesto para as artes plásticas portuguesas. Desta vez, foi o grande mestre Júlio Resende que faleceu em Valbom, Gondomar, onde mantinha uma muito relevante fundação, o &lt;a href="http://www.lugardodesenho.org/default.aspx"&gt;&lt;u&gt;Lugar do Desenho&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5506967203144071658?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/julio-resende-1917-2011.html' title='Júlio Resende (1917-2011)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5506967203144071658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/julio-resende-1917-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5506967203144071658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5506967203144071658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/julio-resende-1917-2011.html' title='Júlio Resende (1917-2011)'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9ttPf6uhvFU/TnoHpi0-kLI/AAAAAAAABGs/8q44dn9LOUY/s72-c/JulioResende_SemTitulo3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1770586794809675444</id><published>2011-09-16T00:55:00.004+01:00</published><updated>2011-09-16T01:06:48.937+01:00</updated><title type='text'>O Porto e o Minho de outros tempos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/V2xti3RoMfU?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cenas da cidade do Porto e da província do Minho, num pequeno filme mudo de há perto de 100 anos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1770586794809675444?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/o-porto-e-o-minho-de-outros-tempos.html' title='O Porto e o Minho de outros tempos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1770586794809675444/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/o-porto-e-o-minho-de-outros-tempos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1770586794809675444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1770586794809675444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/o-porto-e-o-minho-de-outros-tempos.html' title='O Porto e o Minho de outros tempos'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-8008137372134093240</id><published>2011-09-10T01:41:00.012+01:00</published><updated>2011-09-10T12:13:47.800+01:00</updated><title type='text'>Os bordados de Castelo Branco</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sp8Sy2H_WHI/Tmq2nKu2iGI/AAAAAAAABGc/2xrM63_o_zo/s1600/10.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-sp8Sy2H_WHI/Tmq2nKu2iGI/AAAAAAAABGc/2xrM63_o_zo/s400/10.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650529466501728354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BBA6wjjqSmk/Tmq2n6CG9hI/AAAAAAAABGk/b47o8hP9FCk/s1600/11.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-BBA6wjjqSmk/Tmq2n6CG9hI/AAAAAAAABGk/b47o8hP9FCk/s400/11.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650529479198963218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Duas colchas bordadas de Castelo Branco, pertencentes ao espólio do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, junto ao Jardim dos Arcebispos, em Castelo Branco (Fotos: &lt;a href="http://castelobrancocidade.blogspot.com/"&gt;&lt;u&gt;António Veríssimo&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;). &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Clicar&lt;/span&gt; nas imagens para vê-las ampliadas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os bordados de Castelo Branco são uma das manifestações artísticas populares mais belas e ricas de significado que há em Portugal. São bordados feitos com fios de seda natural, de diversas cores, sobre pano de linho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem destes bordados é desconhecida. O que se sabe, é que foi no séc. XVIII que a sua produção atingiu o auge. Nessa época, a indústria da seda conheceu em Portugal um grande incremento, por ação do Marquês de Pombal, que mandou criar fábricas de seda em diversas localidades do país, como Lisboa (onde está o Museu Árpád Szenes - Vieira da Silva, no Jardim das Amoreiras), Freixo de Espada à Cinta e outras. A cidade de Castelo Branco também deve ter beneficiado desta ação de Pombal. Por outro lado, a cultura do linho e a produção de tecidos feitos com as fibras desta planta eram, desde há muitos séculos, uma atividade económica muito importante para a região das Beiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No séc. XIX, registou-se uma decadência na produção de bordados de Castelo Branco, mas no séc. XX, felizmente, eles voltaram a ser produzidos, em maior quantidade e melhor qualidade, pelas mágicas mãos das senhoras albicastrenses. Atualmente, os bordados de Castelo Branco são apreciadíssimos, tanto em Portugal como no estrangeiro, e constituem uma "imagem de marca" e um motivo de legítimo orgulho para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motivos decorativos dos bordados de Castelo Branco são muitos e de diversas origens. Aos motivos que pertencem à tradição local e aos que são de origem europeia em geral, vieram juntar-se outros, provenientes da Ásia, sobretudo da Índia, China e Irão. Basta olharmos para uma qualquer colcha de Castelo Branco para imediatamente repararmos no "ar" oriental que ela apresenta. Passo a copiar descaradamente o que &lt;a href="http://www.cm-castelobranco.pt/index.php"&gt;&lt;u&gt;o sítio na Internet da Câmara Municipal de Castelo Branco&lt;/u&gt;&lt;/a&gt; diz sobre os motivos dos bordados e o seu significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«(...) O Cravo aparece como elemento dominante, espalmado ou de lado, de pétalas separadas e rebordos denteados; é flor resistente, erecta, símbolo da provocação, da virilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peónia, o lótus, o crisântemo e o botão de ameixieira, muito populares na civilização chinesa, associadas respectivamente à Primavera, Verão, Outono e Inverno, são flores que vulgarmente podem ser observadas no Bordado. A Primavera é representada também pela magnólia. A peónia sugere ainda, a salvação, a castidade. O lótus, espécie de nenúfar azul, na iconografia budista chinesa significa pureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A túlipa, flor recorrente no Bordado de Castelo Branco, existia com abundância nos jardins palacianos do país, principalmente nos da corte, e sujeita a grande reserva para evitar que a sua popularização lhe retirasse o carácter aristocrático; tornou-se símbolo de riqueza e ostentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A representação dos motivos florais é imensa, numa variedade de formas que por vezes, de tão acentuadamente estilizadas e complexas, são difíceis de identificar, sugerindo, até, o resultado da sobreposição de várias espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Árvore da Vida é uma temática presente em numerosas religiões, associada à vida em perpétua ascensão para o céu; evoca todo o simbolismo da verticalidade. Muito utilizada no Oriente, em especial no Irão, é representada assiduamente entre dois animais afrontados. Identifica-se com a terra fértil das fiadas inferiores e associada ao vaso como símbolo da fecundidade. Presente nas tradições cristãs, simboliza a manifestação divina por analogia com a Árvore de Génesis e a Árvore da Nova Aliança, que regenera o Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Bordados de Castelo Branco a Árvore da Vida, quando ladeada pelas figuras de um homem e de uma mulher, deixa transparecer os sentidos da sobrevivência, da renovação da vida; se aparecer conjugada com o pavão, evoca a Eternidade e a Ressurreição. Caracteriza-se pela existência de um elemento central, assimétrico, que emerge de um conjunto de montículos, formados por diversos ramos ondulantes, revestidos de folhagens, flores e frutos, onde pousam aves coloridas. Nestes bordados o tema tem sido tratado de forma ingénua e criatividade notável, enriquecido com uma miscelânea de motivos exóticos e outros de graciosidade peculiar, provavelmente inspirados nas aves de criação doméstica e nos frutos dos quintais beirões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A albadarra, termo árabe que significa vaso com duas asas, é um tema frequente no Bordado de Castelo Branco, tanto com a forma de elegante vaso de perfil compósito, como taça baixa e larga. Ligada ao vaso como símbolo da fecundidade, provavelmente inspirada na temática da Árvore da Vida de cariz oriental, aparece usualmente como contentor de um vistoso ramo de flores na zona central dos bordados ou colocada nas bissectrizes dos cantos. Surge também com frequência a preencher pequenos medalhões inscritos em toda a superfície da peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A representação de frutos é também recorrente, com um vasta variedade formal e, tal como na temática florística, existem situações em que dificilmente os motivos são reconhecidos. A romã surge com frequência, símbolo de prosperidade, abundância, liberalidade; na iconografia cristã corresponde à unidade da Igreja em Cristo, à conformidade, concórdia e união de vontades. Aplicada ao Bordado é tida como um significado amoroso na promessa de vida abundante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as espécies do reino animal registadas nestes bordados, além da rara presença da figuração do cavalo, do cão, do veado ou do leão, são as aves multicolores que pontificam com uma frequência assinalável. Impõem-se não só pássaros exóticos, mas também aves de capoeira, algumas claramente palmípedes de longo pescoço, papo largo e patas curvas, numa plêiade variadíssima com diferentes dimensões, mais ou menos identificáveis, por vezes criações únicas, e se bem que na maioria das tradições religiosas as aves são tidas como intermediárias entre a terra e o céu, numa intenção dirigida para a alma e para a ascenção, a cada um dos diferentes géneros cabe um significado específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ave com duas cabeças, com destaque para a representação da águia bicéfala, surge nos Bordados de Castelo Branco provavelmente por influência oriental. É um motivo comum nos bordados indo-portugueses, em tecidos lavrados e estampados, na talha barroca dos altares, na pintura de brutescos, nas faianças, nos trabalhos em ferro; ilustra manifestações heráldicas; ao trazer um coração trespassado por setas é alusivo à ordem de Santo Agostinho. A duplicaçăo da cabeça exprime o reforço da sua autoridade mais do que real, soberania verdadeiramente imperial. Na religião cristã simboliza a Ressurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As figuras humanas surgem em espécimes de composição simples, isoladas ou em pares, relacionadas com os sentidos do tacto, do olfacto e da audição. Nas situações personificadas por uma mulher e um homem observa-se uma nítida interacção entre o casal. De modelo para modelo não se verifica qualquer alteração significativa na indumentária, que mantém o gosto do século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração, motivo predilecto no âmbito das artes tradicionais, entre o religioso e o profano, tem-se mostrado no peito das águias bicéfalas ou em harmonia com outros elementos. Na tradição moderna identifica-se com o amor profano, a caridade; enquanto amor divino, a amizade, a rectidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concha marca a sua presença no Bordado especialmente nos remates das molduras do medalhão central e nas bissectrizes dos cantos. Num contexto barroco evoca o mar, o momento da Criação; é um dado oferecido à fantasia e ao devaneio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O laço serve de ornamento às molduras do medalhão central ou a atar os pés de um ou de outro ramo; sugere a obrigação querida livremente pelas diferentes partes que se sentem unidas entre si; representa a adesão voluntária. (...)»&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 265px; height: 352px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-W5SyPRrnMMo/Tmqzas3bUeI/AAAAAAAABGU/5mYEhHmAZ3I/s400/imagem%2B2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650525953791316450" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fachada de um edifício em Castelo Branco, com motivos tradicionais dos bordados (Foto: &lt;a href="http://estrelas-passado.blogspot.com/"&gt;&lt;u&gt;Estrelas do Passado&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-8008137372134093240?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/os-bordados-de-castelo-branco.html' title='Os bordados de Castelo Branco'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/8008137372134093240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/os-bordados-de-castelo-branco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8008137372134093240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8008137372134093240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/os-bordados-de-castelo-branco.html' title='Os bordados de Castelo Branco'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sp8Sy2H_WHI/Tmq2nKu2iGI/AAAAAAAABGc/2xrM63_o_zo/s72-c/10.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7299602479160645746</id><published>2011-09-05T17:22:00.015+01:00</published><updated>2011-12-10T15:43:52.326Z</updated><title type='text'>Dois poemas de Fernando Assis Pacheco sobre a Guerra Colonial</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A MISSÃO DOS SETENTA E DOIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois disto designou o comandante&lt;br /&gt;ainda outros setenta e dois e mandou-os&lt;br /&gt;em fila adiante de si&lt;br /&gt;por todos os matos e morros&lt;br /&gt;aonde ele devera ter ido.&lt;br /&gt;E dizia-lhes: grande é na verdade&lt;br /&gt;a guerra, poucos os homens.&lt;br /&gt;Rogai pois ao dono da guerra&lt;br /&gt;que mande homens&lt;br /&gt;para a sua (dele dono) guerra.&lt;br /&gt;Ide, e olhai, que eu vos mando&lt;br /&gt;como lobos entre cordeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levai bornal, cantil, calçado&lt;br /&gt;de lona e a ninguém saudeis&lt;br /&gt;senão com fogo pelo caminho.&lt;br /&gt;Na cabana aonde entrardes&lt;br /&gt;dizei primeiro do que tudo:&lt;br /&gt;guerra seja nesta casa;&lt;br /&gt;e se ali houver algum&lt;br /&gt;filho da guerra descerá&lt;br /&gt;sobre ele a vossa guerra;&lt;br /&gt;porque senão a guerra, a guerra, a guerra&lt;br /&gt;vos enganará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaram mais tarde os setenta e dois&lt;br /&gt;muito alegres&lt;br /&gt;dizendo: senhor, até mesmo&lt;br /&gt;os demónios se nos submetem&lt;br /&gt;em virtude do teu nome.&lt;br /&gt;E o comandante lhes volveu:&lt;br /&gt;eu via cair do céu&lt;br /&gt;a Satanás, como um relâmpago.&lt;br /&gt;Dei-vos então o poder&lt;br /&gt;de pisardes serpentes, e escorpiões,&lt;br /&gt;e toda a força do inimigo;&lt;br /&gt;e nada vos fará dano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo-vos que naquele dia&lt;br /&gt;haverá menos rigor para Sodoma&lt;br /&gt;do que para tal povo.&lt;br /&gt;E tu, Quinguengo, que te elevaste&lt;br /&gt;até ao alto da mata&lt;br /&gt;-- serás submergida até ao inferno.&lt;br /&gt;Pois eu vos afirmo que foram&lt;br /&gt;muitos os profetas e reis&lt;br /&gt;que desejaram ver o que vós vedes, e não o viram;&lt;br /&gt;e que desejaram ouvir o que vós ouvis&lt;br /&gt;e não o ouviram.&lt;br /&gt;Os PV-2 acertam sempre.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jKa5BlT0SZE/TmT6SsRRUFI/AAAAAAAABGI/DwhkBnF00jI/s1600/Avi%25C3%25A3o%2Bde%2Bcombate%2BPV2%2BHarpoon.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648915031657631826" src="http://2.bp.blogspot.com/-jKa5BlT0SZE/TmT6SsRRUFI/AAAAAAAABGI/DwhkBnF00jI/s400/Avi%25C3%25A3o%2Bde%2Bcombate%2BPV2%2BHarpoon.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 268px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Avião de combate PV2 Harpoon (Foto: Silvério Fernandes Pinho)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MONÓLOGO E EXPLICAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não puxei atrás a culatra,&lt;br /&gt;não limpei o óleo do cano,&lt;br /&gt;dizem que a guerra mata: a minha&lt;br /&gt;desfez-me logo à chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve pois cercos, balas&lt;br /&gt;que demovessem este forçado.&lt;br /&gt;Viram-no à mesa com grandes livros,&lt;br /&gt;com grandes copos, grandes mãos aterradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram-no mijar à noite nas tábuas&lt;br /&gt;ou nas poucas ervas meio rapadas.&lt;br /&gt;Olhar os morros, como se entendesse&lt;br /&gt;o seu torpor de terra plácida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folheando uns papéis que sobraram&lt;br /&gt;lembra-se agora de haver muito frio.&lt;br /&gt;Dizem que a guerra passa: esta minha&lt;br /&gt;passou-me para os ossos e não sai.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Assis Pacheco&lt;/span&gt; (1937-1995), jornalista e poeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;1 -- O muito frio de que fala Fernando Assis Pacheco, neste segundo poema, não é certamente para ser tomado à letra, pois a região dos Dembos não é fria. O poeta deve referir-se ao frio na alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 -- Tal como Fernando Assis Pacheco, também eu fui mandado para a Guerra Colonial no cumprimento do serviço militar obrigatório. Estive em Angola com o posto de alferes miliciano. E tal como a Fernando Assis Pacheco, a mim também viram «com grandes livros, / com grandes copos, grandes mãos aterradas». Eu não li Ruy Belo, como ele fez, mas li Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Soeiro Pereira Gomes, José Rodrigues Miguéis, Gabriel García Márquez e outros. Os livros, tal como a música, permitiram-me esquecer por momentos a guerra e conseguir manter um mínimo de lucidez no meio daquela insanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 -- A mim, não me me viram «mijar à noite nas tábuas / ou nas poucas ervas meio rapadas». À noite, eu era o último a deitar-me. Dominado por uma avalanche de pensamentos e de emoções, eu percorria incessantemente a parada do quartel, para trás e para a frente, fumando cigarros atrás de cigarros e tendo como única companhia as estrelas do céu e o ruído monótono do gerador, que alimentava a iluminação periférica do quartel do mato onde me encontrava. Pensava, por exemplo, em como tinha sido estúpido em me deixar cair na armadilha em que estava, de ter que fazer uma guerra que não desejava, contra um inimigo que não odiava, numa terra que não conhecia, para defender uma sociedade que se me tinha revelado incomparavelmente mais cruel e desumana do que tinha imaginado antes de partir para Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 -- Eu tive o privilégio único de comandar os melhores soldados do Mundo. Estou completamente convencido disto. Tenho diversas razões, bem reais e bem concretas, para assim pensar. Não as vou expor, porque seria longo e fastidioso, mas a verdade é que comandei os soldados mais valentes, sacrificados, esforçados, generosos e compassivos do Mundo. Mesmo. Negros, brancos e mestiços, sem exceção. A admiração que eu sentia por eles não tinha limites. Sentia-me capaz de dar a vida por eles, o que quase aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 -- Nas noites de insónia referidas acima, eu pensava, também e sobretudo, nos soldados que comandava e nos seus pais e mães, nas suas esposas, nas suas namoradas, nos seus irmãos e em todos os outros familiares e amigos, que aguardavam ansiosamente que eles voltassem daquela guerra sãos e salvos. É certo que numa guerra há sempre mortos e feridos; eu sentia que isso era inevitável. Mas o que me angustiava mais era a possibilidade de algum dos meus heroicos subordinados perder a vida ou ficar mutilado por minha causa, por eu ter dado uma ordem errada ou por ter tomado uma decisão demasiado tardiamente, no decurso de uma operação militar. Nunca me perdoaria se tal viesse a acontecer. Os meus homens confiavam em mim e eu não podia trair esta confiança, acontecesse o que acontecesse. Apesar de só ter pouco mais de vinte anos de idade ou por isso mesmo, eu sentia sobre os meus ombros o peso esmagador das vidas humanas que me tinham sido confiadas. Era esta medonha responsabilidade que me tirava o sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 -- Os meus superiores hierárquicos do quadro permanente eram indivíduos completamente insensíveis à morte e ao sofrimento alheios, desde que isso lhes permitisse subir na sua carreirazinha militar. Incapazes de correr os riscos inerentes à sua condição de profissionais da guerra, eles queriam por força ganhar medalhas e promoções à custa do heroísmo dos outros. Como eu invejava esta insensibilidade! Enquanto eu passava as noites a deambular pela parada, angustiado, eles dormiam tranquilamente o sono dos irresponsáveis. Que inveja!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2N49Ix3gt0w/TmT3qM2YEJI/AAAAAAAABGA/osnMyvja6Ss/s1600/Photo0001a.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648912137005306002" src="http://3.bp.blogspot.com/-2N49Ix3gt0w/TmT3qM2YEJI/AAAAAAAABGA/osnMyvja6Ss/s400/Photo0001a.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 226px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Admiráveis companheiros, que tive o privilégio de ter a meu lado durante a minha comissão militar em Angola&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7299602479160645746?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/dois-poemas-de-fernando-assis-pacheco.html' title='Dois poemas de Fernando Assis Pacheco sobre a Guerra Colonial'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7299602479160645746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/dois-poemas-de-fernando-assis-pacheco.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7299602479160645746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7299602479160645746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/09/dois-poemas-de-fernando-assis-pacheco.html' title='Dois poemas de Fernando Assis Pacheco sobre a Guerra Colonial'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jKa5BlT0SZE/TmT6SsRRUFI/AAAAAAAABGI/DwhkBnF00jI/s72-c/Avi%25C3%25A3o%2Bde%2Bcombate%2BPV2%2BHarpoon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7256561797983027451</id><published>2011-08-31T19:13:00.012+01:00</published><updated>2011-09-01T23:18:57.240+01:00</updated><title type='text'>Fantasia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5R9jEyoh7ko/Tl59OFoxqPI/AAAAAAAABF0/tlWi5w1-GQg/s1600/mickey_mouse_in_fantasia_-492.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 290px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5R9jEyoh7ko/Tl59OFoxqPI/AAAAAAAABF0/tlWi5w1-GQg/s400/mickey_mouse_in_fantasia_-492.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647088663754025202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem de "O Aprendiz de Feiticeiro", do filme &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fantasia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Walt Disney&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um dos filmes que mais me fascinaram na minha infância foi, sem dúvida nenhuma, o filme &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fantasia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Walt Disney&lt;/span&gt;. Datado de 1940, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fantasia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é considerado um filme de longa metragem (dura um pouco mais de duas horas), mas na realidade é uma colagem de filmes mais pequenos e independentes uns dos outros, que têm apenas em comum o facto de ilustrarem, de uma forma mais ou menos imaginosa, diversas peças musicais de diferentes compositores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a sua música interpretada pela &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Orquestra de Filadélfia&lt;/span&gt;, sob a condução de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Leopold Stokovski&lt;/span&gt;, e com apresentação de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Deems Taylor&lt;/span&gt;, o filme é essencialmente composto por oito partes, a saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tocata e Fuga em Ré Menor, BWV 565&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Johann Sebastian Bach&lt;/span&gt;, que é a parte menos conseguida das oito; a música de Bach merecia um melhor tratamento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Suite "Quebra-Nozes"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Piotr Ilitch Tchaikovsky&lt;/span&gt;, que mostra as quatro estações do ano, com imagens de grande encantamento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Aprendiz de Feiticeiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paul Dukas&lt;/span&gt;, que nos mostra o rato Mickey a desencadear uma sucessão de acontecimentos que não consegue controlar; esta foi a parte do filme que ficou mais fortemente gravada na minha memória infantil;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Sagração da Primavera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Igor Stravinsky&lt;/span&gt;, que nos conta, de uma forma tão rigorosa quanto possível, a evolução da vida na Terra, desde os primeiros seres unicelulares até à extinção dos dinossauros; com certeza que Stravinsky nunca teria imaginado que a música que compôs para um bailado sobre um rito da antiga Rússia pagã serviria às mil maravilhas para este outro assunto, tão diferente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sinfonia Pastoral&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ludwig van Beethoven&lt;/span&gt;, que é ilustrada por deuses do Olimpo, faunos, centauros e outras entidades da mitologia grega;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Dança das Horas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, da ópera "La Gioconda", de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Amilcare Ponchielli&lt;/span&gt;, que é uma paródia ao bailado clássico, com crocodilos, elefantes, avestruzes e hipopótamos a dançarem em pontas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Uma Noite no Monte Calvo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Modest Mussorgsky&lt;/span&gt;, que nos mostra uma noite de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sabbat&lt;/span&gt;, numa sequência de imagens fantasmagóricas e medonhas; que me lembre, não fiquei nada assustado ao ver estas cenas em criança;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ave Maria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Franz Schubert&lt;/span&gt;, que nos mostra uma procissão ao amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aguçar o apetite, proponho que se veja, no vídeo seguinte, a parte relativa à "Sagração da Primavera", de Stravinsky. Hesitei muito sobre a parte do filme que haveria de apresentar aqui, mas acabei por decidir-me por esta, porque os assuntos científicos têm estado imperdoavelmente ausentes deste blogue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma maneira geral, esta peça está correta do ponto de vista científico, apesar de já se terem passado várias dezenas de anos desde que ela foi feita. Há a salientar contudo que, na peça, a extinção dos dinossauros é atribuída ao aquecimento do planeta, em consequência de um aumento da atividade vulcânica e sísmica, e não à queda de um meteorito de grandes dimensões, que é agora considerada a causa mais provável para a referida extinção. Em 1940, a hipótese do meteorito ainda não tinha sido proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/CFKInGQPT7Y?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme completo, que tem a duração de pouco mais de duas horas, pode ser visto aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=TBH2Ix3yHbE"&gt;&lt;u&gt;http://www.youtube.com/watch?v=TBH2Ix3yHbE&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fzjF8uWeaq8/Tl56BZ8-09I/AAAAAAAABFs/bMffEe6YD7w/s1600/disney_fantasia10.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-fzjF8uWeaq8/Tl56BZ8-09I/AAAAAAAABFs/bMffEe6YD7w/s400/disney_fantasia10.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647085147334300626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem de "Quebra-Nozes", do filme &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fantasia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Walt Disney&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7256561797983027451?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/fantasia.html' title='Fantasia'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7256561797983027451/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/fantasia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7256561797983027451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7256561797983027451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/fantasia.html' title='Fantasia'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5R9jEyoh7ko/Tl59OFoxqPI/AAAAAAAABF0/tlWi5w1-GQg/s72-c/mickey_mouse_in_fantasia_-492.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7351984820781264403</id><published>2011-08-26T00:12:00.007+01:00</published><updated>2011-08-27T17:55:55.017+01:00</updated><title type='text'>Conversa à luz das estrelas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Mi8pzeqKliQ/TlbZJku_jSI/AAAAAAAABFk/2yJrEnGtZc4/s1600/2077140250100186785S500x500Q85.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Mi8pzeqKliQ/TlbZJku_jSI/AAAAAAAABFk/2yJrEnGtZc4/s400/2077140250100186785S500x500Q85.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644937941458324770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tocador de quissange&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, pintura de &lt;span style=" font-weight:bold;="&gt;Neves e Sousa&lt;/span&gt; (1921-1995)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«Deitar-se sobre o capim seco a olhar as estrelas é privilégio das gentes do campo. Nas cidades não existe esta possibilidade. Falta lugar cómodo e sobram as luzes que tiram nitidez ao firmamento. E a culpa é do homem que maltrata o chão onde pisa e tão pouco tem cuidado com o céu para onde olha. Devoro todas as notícias sobre a conquista do espaço e temo que algum dia até as estrelas se vão sujar ou vão desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está em execução o grande projeto de engenharia espacial que contempla a construção de um satélite artificial de grandes proporções, formado por módulos unidos entre si. Quando estiver terminada a Estação Espacial Internacional – ISS, teremos no espaço, sobre as nossas cabeças, uma pequena Lua artificial. Milhões de pessoas nunca ouviram falar disso e milhões não ligam importância ao assunto. Também há milhões que não têm, sequer, tempo para olhar para o Céu a observar as estrelas. Que pena. O espetáculo é belo e grátis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de estrelas desfilam pelo firmamento, comandadas pelo Sol e pela Lua. Sei disto há muito tempo, desde a época em que o meu finado amigo Pedro Chimuko me explicou que a Lua é mais importante do que o Sol. Soba do Capoco, sanzala grande e antiga que faz parte da minha terra do Huambo, no interior de Angola, Pedro Chimuko era um filósofo amante da lógica e de raciocínios profundos: «A Lua – dizia – a Lua é muito mais importante do que o Sol, porque a Lua aparece de noite. Aparece quando faz mais falta, porque não há luz e as estrelas não chegam para alumiar o caminho».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo, no tempo destas conversas tranquilas de falar só por falar, tínhamos tempo para sentar-nos junto à fogueira do velho Sachitota Sacalumbo, o guarda-noturno da loja do siô Gomes da Xipipa. O guarda-noturno era uma instituição de segurança, garantida pelo porrinho, pouco sono, um kisanje e muita coragem. Sacalumbo era irmão do soba e era amigo do meu amigo Senhor Neves, o Neves e Sousa pintor, que o pintou em 1960, estampando a sua figura num belo quadro sobre tela, a que chamou «Quissange – Saudade Negra», retomando o título de uma poesia de Tomaz Vieira da Cruz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Não sei, por estas noites tropicais,&lt;br /&gt;o que me encanta...&lt;br /&gt;Se é o luar que canta&lt;br /&gt;Ou a floresta aos ais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, não sei, aqui neste sertão&lt;br /&gt;De música dolorosa,&lt;br /&gt;Qual é a voz que chora&lt;br /&gt;E chega ao coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o som que aflora&lt;br /&gt;Dos lábios da noite misteriosa!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados sobre um tronco ou numa pedra ou até no chão, petiscávamos, com bolinhas de pirão enroscadas nos dedos, lascas de carapau seco, chamuscado nas brasas. Nesse tempo, as noites escuras eram, seguramente, mais escuras que hoje. Também as estrelas eram mais, muito mais numerosas do que agora e brilhavam com maior fulgor, porque o ar era transparente e puro, sem reflexos de contaminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando, quando a conversa impunha uma pausa lógica e apetecida, o velho Sachitota agarrava no kisanje para dedilhar temas que improvisava, cantando em surdina qualquer lengalenga que o arrastava para longe, talvez para as estrelas. E todos nós, os que compartilhávamos esses serões de natureza e tranquilidade, seguíamos a melopeia e, com ela, o voo errante de alguma fagulha mais duradoira que se escorria da fogueira. Os olhos atrás dela terminavam, também, fixando o céu, a festejar as estrelas, vagueando pelo espaço como elas, cada um voando, mergulhando em secretos pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, surpreendente e veloz, uma estrela fugaz riscava a noite, calavam-se as vozes do kisanje e do tocador. Despertávamo-nos da magia da música e contemplávamos no céu esse rasto de luz, dominados pelo deslumbramento do espetáculo celeste. Era apenas um instante, o suficiente para devolver-nos ao mundo da nossa realidade simples e quotidiana. Unanimemente, reconhecíamos que já era tempo de dormir. Era tempo de despedir... – «fica bem.... estamos juntos...» – e partíamos, levando nos olhos pedacinhos de céu, para que se recostassem connosco, acompanhando-nos em sonhos inocentes e puros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho, responsável pela sua missão de vigília, apostado em não dormir, o velho Sacalumbo acendia o cachimbo e com ele apertado nos lábios e nos dentes, retomava o kisanje e dedilhava a sua melopeia, infindável e seca, como o ruído seco das teclas de ferro do seu instrumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um regressava a casa para dormir. A imagem do céu ajudava a preparar esse repouso dos homens. Não era como agora em que o céu já não é o céu de Deus e dos Anjinhos, do Sol, da Lua e das Estrelas, conspurcado como está de poeiras, fumos, lixos e satélites espias. Tenho a certeza de que se eu pudesse voltar a esse tempo, para sentar-me junto à fogueira e contar aos meus amigos Chimuko e Sacalumbo, acerca destas mudanças ditadas pela civilização, não me acreditariam. Seria uma conversa impossível. Chimuko ficaria calado de raiva e Sacalumbo já não teria matéria de inspiração para cantar, preocupados ambos com a vigilância dos satélites espiões, essa vigilância invisível mas inquietante, oculta durante o dia pelo Sol radioso, disfarçada na noite pelas estrelas semiapagadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que não teria forma de convencê-los de que pés humanos haviam pisado alguma vez a Lua, visivelmente mais pequena do que os próprios pés humanos e sem poder mostrar-lhes, a olho nu, as pegadas que teriam deixado aí arriscados viajantes de estranhas máquinas voadoras. Pior ainda seria, de poder voltar a esse tempo e a esse lugar, sentar-me junto à fogueira e tentar explicar-lhes que existem homens corajosos, astronautas que caminham no espaço e que instalam entre a Terra e a Lua uma estação orbital, gigantesca, onde podem viver os cientistas, pessoas, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta deles seria tão lógica como a da importância da Lua que ilumina os caminhos nas noites escuras... - «Como é que caminham no ar, em cima de quê? Em cima do ar ou em cima das nuvens?» Seria ofensivo para eles e vergonhoso para mim, contar-lhes tanta mentira, tantas barbaridades sobre o que faz o homem atual, como, por exemplo, isso de caminhar no espaço e encher o Céu de lixo e de satélites, pequenas luas que nos espiam, que nos veem a toda a hora e que contam tudo o que veem...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar-lhes da assombrosa tecnologia deste tempo atual não seria apenas acentuar as diferenças entre dois mundos. Essa verdade contada hoje à roda de uma fogueira no seio de África, seria tão inverosímil como há meio século atrás, uma inaceitável conversa à luz das estrelas. Porque, para todos, seria uma criminosa interferência no milenário diálogo entre os Sábios e os Astros e seria, sobretudo, subestimar o real e visível poder do Sol e da Lua sobre o Universo. Seria... seria uma falta de respeito. Seria menosprezar a sabedoria dos Mais Velhos que ainda hoje conversam à luz das estrelas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUXILIAR DE LEITURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Kisanje&lt;/span&gt; – ou «quissange» - Instrumento musical africano. Piano primitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lengalenga&lt;/span&gt; – Repetição interminável das mesmas frases ou palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pirão&lt;/span&gt; – Papa dura de farinha de milho ou de mandioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Porrinho&lt;/span&gt; – Cacete com uma bola na ponta. Pau de atirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sanzala&lt;/span&gt; – ou «senzala». Cidade. Aldeia africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Soba&lt;/span&gt; – Chefe africano. Cacique. Chefe de aldeia. Autoridade tradicional.»&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sebastião Coelho&lt;/span&gt; (1931-2002), jornalista angolano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-y-ChQwgGZco/TlbXU5LtyNI/AAAAAAAABFc/tAmvpJhJTwc/s1600/800px-STS-134_International_Space_Station_after_undocking.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-y-ChQwgGZco/TlbXU5LtyNI/AAAAAAAABFc/tAmvpJhJTwc/s400/800px-STS-134_International_Space_Station_after_undocking.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644935936902809810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Estação Espacial Internacional (ISS), tal como foi fotografada pela tripulação do Endeavour em 30 de Maio de 2011 (Foto: &lt;a href="http://www.spaceflight.nasa.gov/realdata/tracking/index.html"&gt;&lt;u&gt;NASA&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7351984820781264403?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/conversa-luz-das-estrelas.html' title='Conversa à luz das estrelas'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7351984820781264403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/conversa-luz-das-estrelas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7351984820781264403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7351984820781264403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/conversa-luz-das-estrelas.html' title='Conversa à luz das estrelas'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Mi8pzeqKliQ/TlbZJku_jSI/AAAAAAAABFk/2yJrEnGtZc4/s72-c/2077140250100186785S500x500Q85.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7236764792693777123</id><published>2011-08-22T00:57:00.003+01:00</published><updated>2011-08-22T01:07:44.583+01:00</updated><title type='text'>Ode ao futebol</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Rectângulo verde&lt;br /&gt;meio de sombra&lt;br /&gt;meio de sol&lt;br /&gt;vinte e dois em cuecas&lt;br /&gt;jogando futebol&lt;br /&gt;correndo&lt;br /&gt;saltando&lt;br /&gt;ziguezaguando&lt;br /&gt;ao som dum apito&lt;br /&gt;dum homem magrito&lt;br /&gt;-- também em cuecas --&lt;br /&gt;e mais dois carecas&lt;br /&gt;com uma bandeira&lt;br /&gt;de cá para lá&lt;br /&gt;de lá para cá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bola ao centro&lt;br /&gt;bola fora&lt;br /&gt;fora o árbitro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a multidão&lt;br /&gt;lá do peão&lt;br /&gt;gritava&lt;br /&gt;berrava&lt;br /&gt;gesticulava&lt;br /&gt;e a bola coitada&lt;br /&gt;rolava no verde&lt;br /&gt;rolava no pé&lt;br /&gt;de cabeça&lt;br /&gt;em cabeça&lt;br /&gt;a bola não perde&lt;br /&gt;um minuto sequer&lt;br /&gt;e zumbindo no ar&lt;br /&gt;como um besoiro&lt;br /&gt;toda redonda&lt;br /&gt;toda bonita&lt;br /&gt;vestida de coiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O árbitro corre&lt;br /&gt;o árbitro apita&lt;br /&gt;O público grita&lt;br /&gt;bola nas redes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laranjadas&lt;br /&gt;pirolitos&lt;br /&gt;asneiras&lt;br /&gt;palavrões&lt;br /&gt;damas frenéticas&lt;br /&gt;gordas&lt;br /&gt;esqueléticas&lt;br /&gt;esganiçadas aos gritos&lt;br /&gt;todos à uma&lt;br /&gt;todos ao um&lt;br /&gt;ao árbitro roubam o apito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra a guarda&lt;br /&gt;entra a polícia&lt;br /&gt;os cavalos a correr&lt;br /&gt;os senhores a esconder&lt;br /&gt;uma cabeça aqui&lt;br /&gt;um pé acolá&lt;br /&gt;ancas&lt;br /&gt;coxas&lt;br /&gt;pernas&lt;br /&gt;pé&lt;br /&gt;cabeças no chão&lt;br /&gt;cabeças de cavalo&lt;br /&gt;cavalos sem cabeça&lt;br /&gt;com os pés no ar&lt;br /&gt;fez-se em montão&lt;br /&gt;a multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma dama excitada&lt;br /&gt;que era casada&lt;br /&gt;com um marido&lt;br /&gt;distraído&lt;br /&gt;no meio da bancada&lt;br /&gt;que estava à cunha&lt;br /&gt;tirou-lhe um olho&lt;br /&gt;com a própria unha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À unha, à unha!&lt;br /&gt;ânimos ao alto!...&lt;br /&gt;E no fim&lt;br /&gt;perdeu-se o campeonato!&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tóssan&lt;/span&gt; (António Fernando dos Santos, 1918-1991)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 246px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-62rh9lqNMS8/TlGbqtm4oEI/AAAAAAAABFU/YP4abQI6H1k/s400/tossan.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643462966171443266" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um desenho de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tóssan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7236764792693777123?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/ode-ao-futebol.html' title='Ode ao futebol'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7236764792693777123/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/ode-ao-futebol.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7236764792693777123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7236764792693777123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/ode-ao-futebol.html' title='Ode ao futebol'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-62rh9lqNMS8/TlGbqtm4oEI/AAAAAAAABFU/YP4abQI6H1k/s72-c/tossan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-9011940029585347180</id><published>2011-08-17T02:26:00.008+01:00</published><updated>2011-08-22T16:53:28.026+01:00</updated><title type='text'>Descendentes de portugueses em Jacarta</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2nUmqHTIS1s/TksbS9p6oJI/AAAAAAAABFA/dorWb6WZfYQ/s1600/Cantik%2Bsekali....png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 266px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641632970813644946" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-2nUmqHTIS1s/TksbS9p6oJI/AAAAAAAABFA/dorWb6WZfYQ/s400/Cantik%2Bsekali....png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QN_0n95qvsY/TksbTeLjD4I/AAAAAAAABFI/oHyYjxAnvk0/s1600/Local%2Bboys%2Boutside%2Bthe%2Bchurch.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 266px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641632979544641410" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-QN_0n95qvsY/TksbTeLjD4I/AAAAAAAABFI/oHyYjxAnvk0/s400/Local%2Bboys%2Boutside%2Bthe%2Bchurch.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Crianças de Kampung Tugu, Jacarta, Indonésia (Fotos: &lt;a href="http://www.welovejakarta.com/"&gt;&lt;u&gt;We Love Jakarta&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Portugal nunca colonizou a ilha de Java, mas em Java há pessoas que se dizem descendentes de portugueses. Como é isto possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que, no séc. XVI, a ilha de Java foi muito visitada pelos navegadores portugueses, sobretudo depois de o rei de Sunda lhes ter dado autorização para utilizarem Jacarta como porto de apoio ao comércio de especiarias e outros bens. Mas Jacarta nunca chegou a ser uma base portuguesa permanente. De onde vieram então os descendentes dos portugueses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os holandeses conquistaram a cidade de Malaca a Portugal, em 1641, escravizaram os sobreviventes portugueses e os seus descendentes que viviam nesta cidade malaia. Alguns destes escravos foram a seguir  levados para a cidade de Jacarta, que os holandeses crismaram de Batavia (nome que os antigos romanos haviam dado à Holanda) e da qual fizeram o principal centro de atividades da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Aos escravos portugueses e mestiços trazidos de Malaca, vieram juntar-se outros portugueses e respetivos descendentes, capturados e escravizados na Índia, Ceilão e outras paragens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Jacarta, os holandeses esforçaram-se por eliminar as marcas culturais portuguesas que estes escravos traziam, obrigando-os a adotar nomes holandeses ou, pelo menos, com uma sonoridade holandesa, e forçando-os a trocar a fé católica pelo calvinismo. Obrigaram-nos ainda a viver num pedaço de terra situado a 10 km do centro da velha Batavia, chamado Tugu (&lt;i&gt;Toegoe&lt;/i&gt; na ortografia holandesa), que agora se chama Kampung Tugu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escravos portugueses e mestiços de Tugu foram libertados em 1661. Foram então chamados &lt;i&gt;Mardijker&lt;/i&gt;, palavra que significa "Libertos" e que é originária do sânscrito. É desta que deriva a palavra que em língua indonésia significa "Liberdade": &lt;i&gt;Merdeka&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos esforços feitos pelos holandeses no sentido de levar esta gente a perder a sua identidade própria, ela conservou-a até aos nossos dias, teimosamente. Estas pessoas continuam a acarinhar Portugal, trezentos e setenta anos depois de lhes terem cortado os laços que as uniam a este país, um país que elas não conhecem e que não esperam poder algum dia visitar, porque está no outro lado do mundo. Mas que é um país que elas também consideram seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se dúvidas houver relativamente a este facto, elas certamente desaparecerão depois de se ver a reportagem que se segue, que é de uma estação de televisão indonésia. A reportagem está em indonésio, embora nela intervenham, em inglês, o embaixador de Portugal em Jacarta e uma leitora de português na universidade local. Mesmo que não se entenda uma única palavra da reportagem, as imagens são sobejamente eloquentes sobre os sentimentos dos Tugus relativamente a Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe height="349" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/H7NCvxBE9S4?rel=0" frameborder="0" width="425" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O idioma que se falava em Tugu era o Papiá Tugu, um crioulo de base portuguesa muito semelhante ao Papiá Cristão que ainda é falado em Malaca. Infelizmente já ninguém sabe falar Papiá Tugu em Jacarta, à exceção de algumas palavras avulsas. O último falante deste crioulo, Jacob Quiko, faleceu em 1978. O Papiá Tugu subsiste apenas em alguns poemas e canções, como a canção que se pode ouvir no vídeo que se segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe height="349" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/tNlAQHLhlb0?rel=0" frameborder="0" width="425" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-9011940029585347180?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/descendentes-de-portugueses-em-jacarta.html' title='Descendentes de portugueses em Jacarta'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/9011940029585347180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/descendentes-de-portugueses-em-jacarta.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/9011940029585347180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/9011940029585347180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/descendentes-de-portugueses-em-jacarta.html' title='Descendentes de portugueses em Jacarta'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2nUmqHTIS1s/TksbS9p6oJI/AAAAAAAABFA/dorWb6WZfYQ/s72-c/Cantik%2Bsekali....png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-6257975894056756605</id><published>2011-08-13T00:56:00.004+01:00</published><updated>2011-08-13T01:09:55.316+01:00</updated><title type='text'>Adios rios, adios fontes...</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Adios, rios; adios, fontes;&lt;br /&gt;adios, regatos pequenos;&lt;br /&gt;adios, vista dos meus olhos:&lt;br /&gt;nõe sei quando nos veremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha terra, minha terra,&lt;br /&gt;terra donde me eu criei,&lt;br /&gt;hortinha que quero tanto&lt;br /&gt;figueirinhas que prantei,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prados, rios, arvoredas,&lt;br /&gt;pinares que move o vento,&lt;br /&gt;paxarinhos piadores,&lt;br /&gt;casinha do meu contento,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muinho dos castanhares,&lt;br /&gt;noites craras de luar,&lt;br /&gt;campaninhas trimbadoras&lt;br /&gt;da igrejinha do lugar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amorinhas das silveiras&lt;br /&gt;que eu lhe dava ao meu amor&lt;br /&gt;caminhinhos antre o milho,&lt;br /&gt;adios, para sempre adios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adios, grória! Adios, contento!&lt;br /&gt;Deixo a casa onde nacim,&lt;br /&gt;deixo a aldea que conosso&lt;br /&gt;por um mundo que nõe vim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo amigos por estranhos,&lt;br /&gt;deixo a veiga polo mar,&lt;br /&gt;deixo, em fim, quanto bem quero...&lt;br /&gt;quem pudera no o deixar...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maes som probe e, mal pecado!,&lt;br /&gt;a minha terra n'é minha,&lt;br /&gt;que hastra lhe dãe de prestado&lt;br /&gt;a beira por que caminha&lt;br /&gt;ao que naceu desdichado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho-vos, pois, que deixar,&lt;br /&gt;hortinha que tanto amei,&lt;br /&gt;fogueirinha do meu lar,&lt;br /&gt;arvorinhos que prantei,&lt;br /&gt;fontinha do cavanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adios, adios, que me vou,&lt;br /&gt;ervinhas do campo-santo&lt;br /&gt;donde meu pai se enterrou,&lt;br /&gt;ervinhas que biquei tanto,&lt;br /&gt;terrinha que vos criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adios, Virge da Assunciõe,&lt;br /&gt;branca como um serafim:&lt;br /&gt;levo-vos no corassõe;&lt;br /&gt;pedide-lhe a Dios por mim,&lt;br /&gt;minha Virge da Assunciõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se oiem longe, moi longe,&lt;br /&gt;as campanas do Pomar;&lt;br /&gt;para mim, ai!, coitadinho,&lt;br /&gt;nunca mais hãe de tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se oiem longe, mais longe...&lt;br /&gt;Cada balada é um dolor;&lt;br /&gt;vou-me soio, sem arrimo...&lt;br /&gt;Minha terra, adios!, adios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adios tamém, queridinha...!&lt;br /&gt;Adios por sempre quiçais...!&lt;br /&gt;Digo-che este adios chorando&lt;br /&gt;desde a beirinha do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nõe me olvides, queridinha,&lt;br /&gt;se morro de soidás...&lt;br /&gt;tantas légoas mar adentro...&lt;br /&gt;Minha casinha!, meu lar! &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Rosalía de Castro&lt;/span&gt; (1837-1885), poetisa galega&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-13JMotcI-to/TkW-hLpJ3bI/AAAAAAAABEQ/Ob6wVp5i7rg/s1600/sem%2Bnome.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 263px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-13JMotcI-to/TkW-hLpJ3bI/AAAAAAAABEQ/Ob6wVp5i7rg/s400/sem%2Bnome.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640123585621777842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Galiza, Espanha (Foto: &lt;a href="http://www.turgalicia.es/default.asp?cidi=P"&gt;&lt;u&gt;Turgalicia&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-6257975894056756605?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/adios-rios-adios-fontes.html' title='Adios rios, adios fontes...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/6257975894056756605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/adios-rios-adios-fontes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6257975894056756605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6257975894056756605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/adios-rios-adios-fontes.html' title='Adios rios, adios fontes...'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-13JMotcI-to/TkW-hLpJ3bI/AAAAAAAABEQ/Ob6wVp5i7rg/s72-c/sem%2Bnome.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1713320495440029483</id><published>2011-08-06T01:11:00.006+01:00</published><updated>2011-08-06T16:57:11.561+01:00</updated><title type='text'>Concerto pelo Bangladesh</title><content type='html'>&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 350px; height: 367px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-HKaUMK15eeg/TjyG3bYXWiI/AAAAAAAABEI/U9MvdGcEhkE/s400/concertbang.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637529120361896482" /&gt;&lt;br /&gt;No passado dia 1 de agosto completaram-se 40 anos sobre a realização do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Concerto pelo Bangladesh&lt;/span&gt;, o primeiro concerto realizado com fins humanitários na história do rock, 14 anos antes do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Live Aid&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Concerto pelo Bangladesh&lt;/span&gt; teve lugar no Madison Square Garden, em Nova Iorque, no dia 1 de agosto de 1971, perante cerca de 40 mil espectadores, por iniciativa do grande músico indiano Ravi Shankar e com a pronta colaboração do beatle George Harrison.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação humanitária no Bangladesh (que então se chamava Paquistão Oriental) era nesse tempo verdadeiramente catastrófica. Estava em curso uma guerra que visava libertar o país do domínio do Paquistão (então chamado Paquistão Ocidental), durante a qual foram cometidas horrorosas atrocidades. Às vítimas da guerra vieram somar-se numerosíssimas vítimas de um devastador ciclone que tinha ocorrido em 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À chamada feita por Harrison e Shankar responderam algumas figuras importantes do rock da época, entre as quais Bob Dylan, Eric Clapton, Billy Preston, Leon Russell, Badfinger e Ringo Starr, além dos próprios Ravi Shankar e George Harrison, evidentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem-se alguns dos memoráveis momentos que então se viveram no palco montado no Madison Square Garden, em Nova Iorque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/2E5lZW6gQHk?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bangla Dhun&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ravi Shankar&lt;/span&gt; em sitar, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ali Akbar Khan&lt;/span&gt; em sarod, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Alla Rakha&lt;/span&gt; em tabla e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kamala Chakravarty&lt;/span&gt; em tambura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/7Rb77-GR5EY?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;That's The Way God Planned It&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Billy Preston&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/w0r4lUWgyu0?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;While My Guitar Gently Weeps&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;George Harrison&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eric Clapton&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/syZkAlVvw0M?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Hard Rain's Gonna Fall&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bob Dylan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/jZZ96J_PVbk?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bangladesh&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;George Harrison&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1713320495440029483?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/concerto-pelo-bangladesh.html' title='Concerto pelo Bangladesh'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1713320495440029483/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/concerto-pelo-bangladesh.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1713320495440029483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1713320495440029483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/08/concerto-pelo-bangladesh.html' title='Concerto pelo Bangladesh'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HKaUMK15eeg/TjyG3bYXWiI/AAAAAAAABEI/U9MvdGcEhkE/s72-c/concertbang.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-6248126802217651645</id><published>2011-07-31T03:01:00.008+01:00</published><updated>2011-08-04T01:13:08.663+01:00</updated><title type='text'>Marialva</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2mgVGNHQuJY/TjS3qxEBCwI/AAAAAAAABD4/R6uDr34oSC4/s1600/castelo_marialva_interior.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2mgVGNHQuJY/TjS3qxEBCwI/AAAAAAAABD4/R6uDr34oSC4/s400/castelo_marialva_interior.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635330979099904770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vista parcial do interior do castelo de Marialva (Foto: &lt;a href="http://edbl.drapc.min-agricultura.pt/home.php"&gt;&lt;u&gt;Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Marialva é uma freguesia do concelho de Mêda, distrito da Guarda. Marialva é, também e sobretudo, uma vila histórica, que possui, talvez, as ruínas medievais mais belas e impressionantes que existem em Portugal: as ruínas do seu castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem de Marialva perde-se na noite dos tempos. A povoação já existia no tempo dos romanos, que lhe chamavam Civitas Aravorum. Este nome remete para a designação duma tribo de lusitanos que habitava a região, a tribo dos aravaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Marialva estiveram os mouros, que lhe deram o nome de Malva, e a partir do séc. XI passaram a estar os cristãos, com a conquista empreendida pelo rei Fernando Magno, de Leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a independência de Portugal, acontecida no séc. XII, Marialva passou a fazer parte do novo reino. Ganhou então uma enorme importância militar e estratégica, pois dominava um extenso trecho da fronteira, que lhe passava muito próxima, com o reino de Castela. Por causa disso, o nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques, fortificou a vila, povoou-a e deu-lhe carta de foral, na qual se incluíam vastos privilégios. Marialva passou então a ficar na dependência direta do rei de Portugal e não da nobreza. Esta dependência direta da autoridade real era uma vantagem para a vila, pois o rei cobrava menos impostos do que os nobres. Além disso, os habitantes gozavam de uma certa autonomia e liberdade de ação, não estando sujeitos aos variados abusos e humilhações que os membros da nobreza costumavam infligir aos moradores das suas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância de Marialva começou a declinar logo no reinado de D. Dinis, no séc. seguinte, quando as terras de Riba Côa, situadas para leste da vila, passaram também a fazer parte do reino de Portugal, em troca com a cidade de Tui, na margem direita do Rio Minho, a qual deixou de ser portuguesa. A fronteira entre Portugal e Castela deixou então de passar nas imediações de Marialva, tendo sido deslocada várias dezenas de quilómetros mais para leste. Em vez de Marialva, foi Pinhel que passou a constituir a fortificação mais importante na defesa do território nacional por aquelas paragens. Marialva entrou, portanto, em decadência, foi-se esvaziando de habitantes e acabou, mesmo, por deixar de ser sede de concelho, no séc. XIX, passando a ser apenas uma freguesia do concelho de Mêda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O castelo de Marialva era, de facto, uma vila fortificada inteira, ou quase. No interior das suas muralhas havia uma casa da câmara, um pelourinho, uma cadeia, igrejas, um cemitério e tudo o mais que se requeria numa comunidade urbana em Portugal, na Idade Média. As ruínas de todos estes antigos equipamentos sociais, além das de diversas ruas e habitações, podem hoje admirar-se no desabitado interior do castelo. Os moradores atuais de Marialva vivem fora das muralhas e não dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que sentimos quando visitamos o castelo de Marialva foi magistralmente descrito por José Saramago. Subscrevo completamente as palavras do grande escritor. Passo, portanto, a transcrever algumas das belas palavras que, a respeito de Marialva, Saramago escreveu no seu livro &lt;b&gt;&lt;i&gt;Viagem a Portugal&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«O viajante entra no castelo, (...) vai à descoberta do que, a partir deste dia, ficará sendo, no seu espírito, o castelo da atmosfera perfeita, o mais habitado de invisíveis presenças, o lugar bruxo, para dizer tudo em duas palavras. Neste largo onde está a cisterna, onde o pelourinho está, dividido entre a luz e a sombra, adeja um silêncio sussurrante. Há restos de casas, a alcáçova, o tribunal, a cadeia, outros que não se distinguem já, e é este conjunto de edificações em ruínas, o elo misterioso que as liga, a memória presente dos que viveram aqui, que subitamente comove o viajante, lhe aperta a garganta e faz subir lágrimas aos olhos. Não se diga daí que o viajante é um romântico, diga-se antes que é homem de muita sorte: ter vindo neste dia, nesta hora, sozinho entrar e sozinho estar, e ser dotado de sensibilidade capaz de captar e reter esta presença do passado, da história, dos homens e das mulheres que neste castelo viveram, amaram, trabalharam, sofreram, morreram. O viajante sente no Castelo de Marialva uma grande responsabilidade. Por um minuto, e tão intensamente que chegou a tornar-se insuportável, viu-se como ponto mediano entre o que passou e o que virá. Experimente quem o lê ver-se assim, e venha depois dizer como se sentiu.»&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Muito antes de Saramago, já o arquiteto Francisco Keil do Amaral tinha escrito sobre Marialva as seguintes palavras, que se podem ler no &lt;b&gt;&lt;i&gt;Guia de Portugal&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, 5º Volume, II Tomo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;«Há em Portugal castelos mais impressionantes, igrejas de outra imponência e beleza, solares de maior aparato, fontes ao pé das quais as de Marialva não passam de parentes pobres. Mas não são muitos, neste nosso rincão do Mundo, os conjuntos de ruínas dum antigo burgo fortificado, assim chegados até nós sem marcas profundas de evolução. Tão-pouco são frequentes os exemplos de pequenos recintos públicos em que o jogo das diferenças de nível e dos volumes, a curiosa «desarrumação» dos elementos valorizadores e uma cuidadosa espontaneidade, se conjugam com tamanha singeleza e encanto. Os arranjos urbanos que antecedem a &lt;i&gt;porta de S. Miguel Arcanjo&lt;/i&gt;, do &lt;i&gt;castelo&lt;/i&gt; e os que dentro deste enquadram, completam e dignificam o solar da administração e da justiça são expoentes altos dum sábio aproveitamento das condições naturais, valorizadas com meios modestos, sem grandiloquência nem rigidez formal, mas duma rústica harmonia, a um tempo forte e imaginosa (...).»&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 380px; height: 285px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Gl0ppGAMXes/TjS9d4ITF1I/AAAAAAAABEA/LK9yFcLJQY4/s400/166785.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635337354728380242" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Foto: &lt;a href="http://www0.rtp.pt/"&gt;&lt;u&gt;RTP&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-6248126802217651645?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/marialva.html' title='Marialva'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/6248126802217651645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/marialva.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6248126802217651645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6248126802217651645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/marialva.html' title='Marialva'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2mgVGNHQuJY/TjS3qxEBCwI/AAAAAAAABD4/R6uDr34oSC4/s72-c/castelo_marialva_interior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-9199013686007373582</id><published>2011-07-24T00:57:00.011+01:00</published><updated>2011-07-24T12:02:06.650+01:00</updated><title type='text'>Uma pequena divagação pela música de África</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-OYs7r1cnbJ4/TitpdIZvTUI/AAAAAAAABDw/YPe-lb3IYH0/s1600/troupeaux_dinka.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 277px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-OYs7r1cnbJ4/TitpdIZvTUI/AAAAAAAABDw/YPe-lb3IYH0/s400/troupeaux_dinka.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632711708149501250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um rapaz de etnia &lt;em&gt;dinka&lt;/em&gt; com o seu gado, no agora independente Sudão do Sul (Foto de autor desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Façamos uma pequena divagação pela música popular africana, tanto urbana como de raiz tradicional, escutando as seguintes canções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://traffic.libsyn.com/awesometapesfromafrica/02_a2_-_Yinga_na_Nabu.mp3"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/200/audio.gif" /&gt; &lt;u&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Yinga na Nabu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Agele Hot&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;, do Sudão do Sul (gravação encontrada em &lt;a href="http://awesometapesfromafrica.blogspot.com/"&gt;&lt;u&gt;Awesome Tapes from Africa&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sahelsounds.com/4_11/hamadt_secheresse.mp3"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/200/audio.gif" /&gt; &lt;u&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sécheresse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hamadt Ka&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;, da Mauritânia (gravação encontrada em &lt;a href="http://sahelsounds.com/"&gt;&lt;u&gt;sahelsounds&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.voanews.com/MediaAssets2/projects/african_music_treasures_blog/AFRICA_NEGRA_Nao_Nao_Senhor.mp3"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/200/audio.gif" /&gt; &lt;u&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não, não senhor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, pelo conjunto &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;África Negra&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;, de São Tomé e Príncipe (gravação encontrada em &lt;a href="http://blogs.voanews.com/african-music-treasures/"&gt;&lt;u&gt;African Music Treasures&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.voanews.com/MediaAssets2/projects/african_music_treasures_blog/congo_guitar.Mp3"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/200/audio.gif" /&gt; &lt;u&gt;Uma canção &lt;span style="font-style:italic;"&gt;kikongo&lt;/span&gt;, por um grupo de pessoas&lt;/u&gt;&lt;/a&gt; da República Democrática do Congo (gravação encontrada em &lt;a href="http://blogs.voanews.com/african-music-treasures/"&gt;&lt;u&gt;African Music Treasures&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://muximangola.podomatic.com/enclosure/2006-12-26T04_12_47-08_00.mp3"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/200/audio.gif" /&gt; &lt;u&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Milhorró&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, pelo conjunto &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os Kiezos&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;, de Angola (gravação encontrada em &lt;a href="http://muximangola.blogspot.com/"&gt;&lt;u&gt;MuximAngola&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na imagem que se segue, pode ver-se o conjunto musical &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os Kiezos&lt;/span&gt; (a palavra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;kiezo&lt;/span&gt; significa "vassoura" em quimbundo), de Luanda, que é uma referência incontornável na história da música popular urbana de Angola. Esta fotografia foi encontrada em &lt;a href="http://angolafieldgroup.com/"&gt;&lt;u&gt;Angola Field Group&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GtkitPhHBcc/TithdrLMssI/AAAAAAAABDo/QsRmbCkCsqY/s1600/os-kiezos.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 360px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-GtkitPhHBcc/TithdrLMssI/AAAAAAAABDo/QsRmbCkCsqY/s400/os-kiezos.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632702921390731970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-9199013686007373582?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/uma-pequena-divagacao-pela-musica-de.html' title='Uma pequena divagação pela música de África'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/9199013686007373582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/uma-pequena-divagacao-pela-musica-de.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/9199013686007373582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/9199013686007373582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/uma-pequena-divagacao-pela-musica-de.html' title='Uma pequena divagação pela música de África'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-OYs7r1cnbJ4/TitpdIZvTUI/AAAAAAAABDw/YPe-lb3IYH0/s72-c/troupeaux_dinka.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-478160205654496166</id><published>2011-07-20T01:48:00.004+01:00</published><updated>2011-07-20T02:15:50.528+01:00</updated><title type='text'>António Fernandes Pinto, vendedor por conta própria</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;;width: 300px; height: 169px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-tY_hj3-h4P0/TiYmT_gZD2I/AAAAAAAABDM/RBN-MtS6HjA/s320/camarinha_guilherme-studo_parao_fresco_caf%25C3%25A9_rialto_porto_%257E300%257E10414_20100218_8_13.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631230508980047714" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estudo de um fresco para o Café Rialto, na cidade do Porto, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Guilherme Camarinha&lt;/span&gt; (1912-1994). O poeta cabo-verdiano Daniel Filipe foi frequentador habitual deste antigo café, hoje agência bancária. No Café Rialto reunia-se uma tertúlia literária que, além de Daniel Filipe, incluía Egito Gonçalves, Papiniano Carlos, Luís Veiga Leitão, Ernâni Melo Viana e António Rebordão Navarro. Este conjunto de autores editou, entre 1957 e 1961, nove cadernos de poesia a que deu o título de "Notícias do Bloqueio".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Como qualquer pessoa, que se preza, também tenho o meu «café»: um desses enormes «cafés» do Porto, com paredes de espelhos e a nota requintada de uns murais de Dordio, Camarinha e Abel Salazar. Fica no centro – o que é norma, aliás, numa cidade que persistentemente se recusa a ter vida para além dos limites da Baixa. Da mesinha envergonhada, que é a nossa, vagamente perdida entre conversas de futebol e negócio, vão para toda a gente «notícias do bloqueio».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi nesse «café», igual a tantos outros, que vim a conhecer António Fernandes Pinto, vendedor por conta própria e assunto desta crónica. Que poderei dizer-vos dele? A idade? Doze anos. O talhe? Magro. O rosto? Triste. O drama? Um irmão na Tutoria, preso por atirar bombas nas festas de S. João. A mãe doente. A difícil conquista do pão de cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podeis imaginá-lo, deveis imaginá-lo – vós que tendes casa, alegria, emprego, vitalidade, esperança. Imaginai-o vestido de azul desbotado – calças e blusa talhadas num velho «macaco» laboriosamente cerzido; imaginai-o iludindo o frio, envolto num casaco cinzento, que lhe chega aos joelhos. Imaginai, sobretudo, o seu puro e digno jeito comercial: o gesto, a um tempo, doce e sobranceiro de quem dá sempre alguma coisa em troca e não teme, por isso, a humilhação ou o aviltamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Fernandes Pinto, vendedor por conta própria – que lhe pertence o conteúdo da pequena caixa de sapatos, a sua vitrine e armazém: minúsculo exemplo do que pode o Homem, do que vale o Homem. Nas nossas relações comerciais, nas discutidas transacções de pentes, atacadores e latas de pomada, sou eu sempre o devedor – embora pague o preço combinado. Mas creio, António, que apenas poderei saldar a minha dívida com a moeda que nenhum Banco aceitará – pois só tem curso no coração humano: o amor. É amando-te, e amando os meninos tristes, como tu, que eu e as outras pessoas crescidas poderemos, talvez, arrumar as nossas contas."&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Daniel Filipe&lt;/span&gt; (1925 – 1964), poeta e jornalista cabo-verdiano. In &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Discurso sobre a cidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (Editorial Presença, 1977), recolha de crónicas escritas por Daniel Filipe para o Diário Ilustrado, jornal que se publicou em Lisboa entre 1956 e 1963.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-478160205654496166?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/antonio-fernandes-pinto-vendedor-por.html' title='António Fernandes Pinto, vendedor por conta própria'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/478160205654496166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/antonio-fernandes-pinto-vendedor-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/478160205654496166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/478160205654496166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/antonio-fernandes-pinto-vendedor-por.html' title='António Fernandes Pinto, vendedor por conta própria'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tY_hj3-h4P0/TiYmT_gZD2I/AAAAAAAABDM/RBN-MtS6HjA/s72-c/camarinha_guilherme-studo_parao_fresco_caf%25C3%25A9_rialto_porto_%257E300%257E10414_20100218_8_13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5006626786665853139</id><published>2011-07-16T02:14:00.007+01:00</published><updated>2011-07-16T16:49:03.009+01:00</updated><title type='text'>Música de compositoras turcas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-s7qVhS7SD6Y/TiDmMohW1vI/AAAAAAAABCw/iwp1NJx5rX4/s1600/3325320032_274116f14c.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-s7qVhS7SD6Y/TiDmMohW1vI/AAAAAAAABCw/iwp1NJx5rX4/s400/3325320032_274116f14c.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629752638923265778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Painel de azulejos existente no harém do palácio imperial de Topkapı, em Istambul, Turquia (Foto: &lt;a href="http://www.msadventuresinitaly.com/blog/"&gt;&lt;u&gt;Ms. Adventures in Italy&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Há dias, ouvi num programa da &lt;a href="http://oe1.orf.at/"&gt;&lt;u&gt;Radiodifusão Austríaca&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;, através da Internet, duas peças de música turca. Estas peças foram compostas por duas filhas de um sultão otomano, mas eram em tudo idênticas às que se tocavam na corte imperial austríaca. As autoras das peças eram filhas do sultão Murad V e chamavam-se Hatice Sultan (1870-1928) e Fehime Sultan (1875-1927).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada -- absolutamente nada -- nas peças tocadas, faria supor uma origem que não fosse vienense. Uma das peças era uma valsa e a outra um galope. Ambas eram tal e qual como a música palaciana que, naquela época, se praticava nos salões dourados de Hofburg e de Schönbrunn, em Viena. A locutora do programa, como austríaca que era, estava babada com tão grande semelhança. Apesar disso, a qualidade das peças era muito medíocre, muitíssimo inferior à de qualquer uma das obras compostas pela família Strauss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me chamou a atenção nas peças apresentadas, no entanto, não foram as suas semelhanças com a música de salão vienense, mas sim o facto de elas terem sido compostas por mulheres e não por homens. É certo que não se tratava de duas mulheres quaisquer, mas sim de duas princesas, mas mesmo assim o facto é de realçar, pois na sociedade turca daquela época as mulheres estavam completamente subjugadas aos homens. Estas duas princesas, nomeadamente, estavam condenadas a passar toda a sua vida fechadas em haréns: primeiro no harém do sultão seu pai, onde nasceram, e depois no de um outro sultão, emir ou califa, com quem viessem a casar. Elas eram princesas, sim, mas eram sobretudo e apesar de tudo escravas. Escravas de luxo, mas escravas, pertencentes a senhores que colecionavam esposas e concubinas como quem coleciona selos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei informar-me mais sobre estas duas compositoras turcas, pesquisando na Internet, mas fiquei a "apanhar bonés"... Como se calcula, os meus conhecimentos de turco são completamente nulos e o tradutor do Google também deixou muitíssimo a desejar no que a esta língua diz respeito. Não encontrei nada sobre elas, mas encontrei referências a mais duas compositoras da Turquia: uma outra princesa, chamada Refia Sultan (1842-1880), e Kemani Kevser Hanım (1887-1963).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira obra que pretendo dar a ouvir a quem me visita é de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Refia Sultan&lt;/span&gt;. Trata-se de uma peça muito curta, muito bela e dotada de uma enorme delicadeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/jT9RS3Nn49g?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/jT9RS3Nn49g?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, proponho que se escute uma peça de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kemani Kevser Hanım&lt;/span&gt;, chamada &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nihavend Longa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que é uma dança verdadeiramente endiabrada. Aqui ela é interpretada por uma orquestra que conjuga instrumentos orientais e ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/ct7L_V1U2KQ?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/ct7L_V1U2KQ?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, proponho que se volte a escutar a peça &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nihavend Longa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kemani Kevser Hanım&lt;/span&gt;, mas desta feita interpretada pelo violinista turco &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cihat Aşkın&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/BvASyyWjPuk?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/BvASyyWjPuk?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5006626786665853139?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/musica-de-compositoras-turcas.html' title='Música de compositoras turcas'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5006626786665853139/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/musica-de-compositoras-turcas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5006626786665853139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5006626786665853139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/musica-de-compositoras-turcas.html' title='Música de compositoras turcas'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-s7qVhS7SD6Y/TiDmMohW1vI/AAAAAAAABCw/iwp1NJx5rX4/s72-c/3325320032_274116f14c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-2790857713578069162</id><published>2011-07-09T02:35:00.011+01:00</published><updated>2011-07-09T17:29:09.737+01:00</updated><title type='text'>Francisco de Holanda</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kfY8DNrsMK8/The0p9plCzI/AAAAAAAABCo/Ntmpg3rlkV0/s1600/486px-Francisco_de_Holanda_-_A_Ceia_do_Senhor.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 325px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-kfY8DNrsMK8/The0p9plCzI/AAAAAAAABCo/Ntmpg3rlkV0/s400/486px-Francisco_de_Holanda_-_A_Ceia_do_Senhor.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627164892439317298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Ceia do Senhor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, iluminura de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Francisco de Holanda&lt;/span&gt;, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Francisco de Holanda, nascido em Lisboa em 1517 e falecido na mesma cidade em 1585, foi uma das maiores figuras do Renascimento português. Foi um notável artista plástico, filósofo, ensaísta, arquiteto, etc. Em Itália, chegou a trabalhar com Miguel Ângelo, de quem se considerava discípulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sNvm40NJeE0/Thez6L6NCOI/AAAAAAAABCg/YH30MvqO5sg/s1600/ollanda.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 274px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-sNvm40NJeE0/Thez6L6NCOI/AAAAAAAABCg/YH30MvqO5sg/s400/ollanda.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627164071633422562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O segundo dia da criação do mundo segundo &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Francisco de Holanda&lt;/span&gt;, em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;De Aetatibus Mundi Imagines&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, Biblioteca Nacional de España, Madrid, Espanha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Além de ser dotado de uma enorme sensibilidade artística, Francisco de Holanda tinha também um espírito racional e prático, como se pode atestar na sua obra intitulada &lt;b&gt;&lt;em&gt;Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa&lt;/em&gt;&lt;/b&gt; (o que em português moderno quer dizer, mais ou menos, "Do Ordenamento que Falta à Cidade de Lisboa"), que foi o primeiro ensaio de urbanismo publicado na Península Ibérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KoeO-Y2KLhQ/Theysm5p9xI/AAAAAAAABCQ/aAKd6N4eWCs/s1600/800px-Ponte_de_Sacav%25C3%25A9m_%2528Francisco_de_Holanda%2529.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-KoeO-Y2KLhQ/Theysm5p9xI/AAAAAAAABCQ/aAKd6N4eWCs/s400/800px-Ponte_de_Sacav%25C3%25A9m_%2528Francisco_de_Holanda%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627162738849085202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desenho de uma ponte concebida para Sacavém, nos arredores de Lisboa, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Francisco de Holanda&lt;/span&gt;, em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como pintor e desenhador, Francisco de Holanda insere-se mais na escola do Maneirismo do que na do Renascimento. Isto é por demais eloquente num seu magnífico e iconoclasta desenho, que ele fez para o seu livro &lt;b&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;De Aetatibus Mundi Imagines&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, no qual os deuses gregos do amor, Afrodite e Eros, aparecem representados como cadáveres putrefactos. Ora uma representação assim nunca passaria, sequer, pela cabeça de um artista do Renascimento propriamente dito. Afrodite apareceria sempre como uma mulher jovem, de corpo belo e sensual, e Eros como um menino rechonchudo e cheio de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9nD7r074I_I/ThexiCR5x6I/AAAAAAAABCI/SlCDkZxMcXM/s1600/184.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-9nD7r074I_I/ThexiCR5x6I/AAAAAAAABCI/SlCDkZxMcXM/s400/184.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627161457708353442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os deuses Afrodite e Eros, representados como cadáveres em decomposição, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Francisco de Holanda&lt;/span&gt;, em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;De Aetatibus Mundi Imagines&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, Biblioteca Nacional de España, Madrid, Espanha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quase nada existe em Portugal da obra deixada pelo português Francisco de Holanda. Durante os 60 anos em que durou a dominação espanhola sobre Portugal, muitas preciosidades deste país foram levadas para Espanha. A maior parte dos originais de Francisco de Holanda também. É em Espanha que eles estão, não em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kOtALhgZYIc/Thewub98WdI/AAAAAAAABCA/_9aMju9HQ14/s1600/186.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kOtALhgZYIc/Thewub98WdI/AAAAAAAABCA/_9aMju9HQ14/s400/186.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627160571250760146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Auto-retrato de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Francisco de Holanda&lt;/span&gt;, em baixo à esquerda, na última página do livro &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;De Aetatibus Mundi Imagines&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, Biblioteca Nacional de España, Madrid, Espanha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-2790857713578069162?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/francisco-de-holanda.html' title='Francisco de Holanda'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/2790857713578069162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/francisco-de-holanda.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/2790857713578069162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/2790857713578069162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/francisco-de-holanda.html' title='Francisco de Holanda'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kfY8DNrsMK8/The0p9plCzI/AAAAAAAABCo/Ntmpg3rlkV0/s72-c/486px-Francisco_de_Holanda_-_A_Ceia_do_Senhor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7488197691192074924</id><published>2011-07-02T01:37:00.007+01:00</published><updated>2011-07-02T16:15:03.141+01:00</updated><title type='text'>A princesa, o embondeiro e os caurins</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-h6bqozbk-uc/Tg5ssH5x43I/AAAAAAAABB4/Sd10mVusxzc/s1600/south-africa-kruger-park-baobab-tree-in-sunset-large1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 333px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624552489923765106" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-h6bqozbk-uc/Tg5ssH5x43I/AAAAAAAABB4/Sd10mVusxzc/s400/south-africa-kruger-park-baobab-tree-in-sunset-large1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um embondeiro ou baobá (Foto de autor desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.unilat.org/SG/index.pt.asp"&gt;&lt;u&gt;União Latina&lt;/u&gt;&lt;/a&gt; é uma organização internacional, criada em 1954 com a finalidade de promover as línguas e as culturas do mundo latino, isto é, dos países que têm uma língua latina como idioma oficial. Presentemente, a União Latina tem 36 estados membros, entre os quais se contam todos os estados de língua oficial portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-r1H8JhWHIgA/Tg5rfUs6K4I/AAAAAAAABBw/a5yFZ8JZ3TI/s1600/baobab_fruits.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 287px; height: 400px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624551170509515650" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-r1H8JhWHIgA/Tg5rfUs6K4I/AAAAAAAABBw/a5yFZ8JZ3TI/s400/baobab_fruits.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Frutos de embondeiro, a que se dá o nome de múcuas (Foto: &lt;a href="http://www.dadobat.soton.ac.uk/english/flash/Default.aspx"&gt;&lt;u&gt;Dadobat&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No seu sítio na Internet, a União Latina apresenta, entre outras propostas, seis contos ilustrados, destinados a crianças do primeiro ciclo do ensino secundário, em seis línguas românicas diferentes: catalão, espanhol, francês, italiano, português e romeno. De entre os contos apresentados, permito-me destacar o conto chamado &lt;strong&gt;A princesa, o embondeiro e os caurins&lt;/strong&gt;. Este conto, juntamente com alguns exercícios simples, que têm a finalidade de promover um melhor entendimento entre os falantes das seis línguas citadas, pode ser lido e ouvido na seguinte página:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dpel.unilat.org/DPEL/Creation/IR/Module5/index.pt.htm"&gt;&lt;u&gt;http://dpel.unilat.org/DPEL/Creation/IR/Module5/index.pt.htm&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-5KU2sr4n41k/Tg5qX2GCReI/AAAAAAAABBo/hFLfKOiZF2A/s1600/b_358-10.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 290px; height: 275px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624549942522693090" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-5KU2sr4n41k/Tg5qX2GCReI/AAAAAAAABBo/hFLfKOiZF2A/s400/b_358-10.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Algumas conchas marinhas chamadas caurins (Foto de autor desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7488197691192074924?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/princesa-o-embondeiro-e-os-caurins.html' title='A princesa, o embondeiro e os caurins'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7488197691192074924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/princesa-o-embondeiro-e-os-caurins.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7488197691192074924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7488197691192074924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/07/princesa-o-embondeiro-e-os-caurins.html' title='A princesa, o embondeiro e os caurins'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-h6bqozbk-uc/Tg5ssH5x43I/AAAAAAAABB4/Sd10mVusxzc/s72-c/south-africa-kruger-park-baobab-tree-in-sunset-large1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-4206119813717674015</id><published>2011-06-23T19:21:00.008+01:00</published><updated>2011-06-24T11:46:58.331+01:00</updated><title type='text'>Noite de São João</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_1gjYrxIdBc/TgOJHOxeeuI/AAAAAAAABBM/DPu6TPXI-so/s1600/Sao_joao_porto.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 301px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-_1gjYrxIdBc/TgOJHOxeeuI/AAAAAAAABBM/DPu6TPXI-so/s400/Sao_joao_porto.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621487517206215394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Noite de São João no cais da Ribeira, Porto (Foto: &lt;a href="http://cidadesurpreendente.blogspot.com/"&gt;&lt;u&gt;Carlos Romão&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É uma verdade conhecida de todos que a Noite de São João é a maior festa da cidade do Porto. Mas quem nunca a viveu pessoalmente, vibrando com a saudável "loucura" que se apossa da multidão que inunda as ruas do centro da cidade, não imagina até que ponto esta festa pode ser uma libertação dos maus humores e dos rancores que, por uma razão ou por outra, se foram acumulando em cada um de nós ao longo de todo um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ser uma libertação, o São João do Porto é uma confraternização gigantesca, em que as pessoas de todas as idades, cores, credos e condições sociais se misturam de sorriso nos lábios, sem atropelos nem agressividade, apenas para se sentirem plenamente humanos, rodeados por outros seres humanos seus irmãos, e felizes por compartilharem com eles a sua humanidade e a sua alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/SbhgDQKa1h0?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed height="349" type="application/x-shockwave-flash" width="425" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/SbhgDQKa1h0?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Reportagem do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Travel Channel&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, em inglês, sobre o São João do Porto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A festa de São João (assim como as festas dedicadas a Santo António e a São Pedro, que lhe estão próximas no calendário) resulta da cristianização de uma festividade pagã milenar, que os povos europeus realizavam todos os anos por ocasião do solstício de verão. No tempo dos Romanos, este solstício calhava a 24 de Junho, dia que, no calendário cristão, veio a ser dedicado a São João Batista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, um pouco por toda a Europa -- desde Portugal até à Rússia, desde a Noruega até Malta, desde a Irlanda até à Ucrânia -- se celebram por estes dias festividades que têm marcadas influências pagãs, relacionadas com a fertilidade da terra e das mulheres e em que o fogo desempenha geralmente um papel predominante. Nos países escandinavos, por exemplo, onde o &lt;em&gt;Midsommar&lt;/em&gt; (nome das festividades em sueco) é muito popular,  fazem-se enormes fogueiras nas margens dos lagos e dos fiordes, além de se erguerem mastros cobertos de decorações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As colonizações e migrações europeias estão na origem de festividades idênticas existentes, também, em muitos países do continente americano, com particular destaque para o Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-4206119813717674015?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/noite-de-sao-joao.html' title='Noite de São João'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/4206119813717674015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/noite-de-sao-joao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4206119813717674015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4206119813717674015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/noite-de-sao-joao.html' title='Noite de São João'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_1gjYrxIdBc/TgOJHOxeeuI/AAAAAAAABBM/DPu6TPXI-so/s72-c/Sao_joao_porto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-8194859646855171345</id><published>2011-06-20T02:02:00.004+01:00</published><updated>2011-06-20T02:15:58.000+01:00</updated><title type='text'>As guerras do Solnado</title><content type='html'>&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 398px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-V_-oG7judHw/Tf6cb_JUXcI/AAAAAAAABAg/87bbGBJHpWw/s400/RaulSolnado.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620101389625875906" /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto durou a Guerra Colonial, isto é, desde 1961 até 1974, o regime de Salazar e de Caetano impôs em Portugal um silêncio absoluto a todas as vozes que pusessem em causa a legitimidade de tal guerra. Quem, mesmo assim, se atrevesse a fazê-lo, era imediatamente apontado a dedo como um traidor à Pátria e teria, de certeza absoluta, grandes problemas com a polícia política, a famigerada PIDE/DGS. Mesmo a simples defesa da Paz e da concórdia entre os povos, como valores inestimáveis para a Humanidade, trouxe sérios dissabores a muitos portugueses, incluindo sacerdotes da Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi neste dificílimo contexto político que Raul Solnado, que foi um dos mais notáveis atores cómicos portugueses do séc. XX, se atreveu a intervir neste campo. Não o fez pondo em causa a Guerra Colonial em concreto, mas ridicularizando a guerra em geral -- todas as guerras --, em geniais rábulas que protagonizou nos palcos do Parque Mayer, em Lisboa, entre outros lugares. Eu não sei que dificuldades é que Solnado teve que enfrentar para conseguir fazê-lo. Imagino que muitas. Mas a verdade é que a apertada censura da época permitiu que tais rábulas fossem levadas à cena. Apesar de tudo, o teatro de revista era naquele tempo um espaço em que, de uma maneira controladíssima, é certo, se podia fazer um pouquinho de crítica social e política. Esta é uma das razões que explicam a enorme popularidade que o teatro de revista tinha então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falavam na "Guerra do Solnado", era à popularíssima "Guerra de 1908" que as pessoas se referiam. Mas Raul Solnado também abordou o tema da guerra em mais duas rábulas, pelo menos: "Chamada para Washington" e "É do Inimigo?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/Scon87C_zkU?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Guerra de 1908&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/DVMz18l8tH8?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/DVMz18l8tH8?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Chamada para Washington&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/azeYbH43kwI?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/azeYbH43kwI?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;É do Inimigo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-8194859646855171345?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/as-guerras-do-solnado.html' title='As guerras do Solnado'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/8194859646855171345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/as-guerras-do-solnado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8194859646855171345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8194859646855171345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/as-guerras-do-solnado.html' title='As guerras do Solnado'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-V_-oG7judHw/Tf6cb_JUXcI/AAAAAAAABAg/87bbGBJHpWw/s72-c/RaulSolnado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-3647992321350672491</id><published>2011-06-12T02:19:00.004+01:00</published><updated>2011-06-12T02:33:03.616+01:00</updated><title type='text'>A padroeira dos campinos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 200px; height: 264px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-n31tuYPpEKk/TfQUzu5s1VI/AAAAAAAABAE/YnkuOemASbQ/s320/Ermida-de-Nossa-Senhora-de-.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617137514233779538" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A ermida de Nossa Senhora de Alcamé (Foto: &lt;a href="http://www.visitlisboa.com/Conteudos/Entidades/Monumentos/ERMIDA-DE-N%C2%AA-SR%C2%AA-DE-ALCAME.aspx?returnUrl=a3ba17c6-e0fd-4ae4-beef-eb01ddd84a60"&gt;&lt;u&gt;Descubra Lisboa&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A igreja de Nossa Senhora de Alcamé, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, fica situada em plena lezíria ribatejana, muito perto da margem esquerda do Rio Tejo, em frente do Mouchão de Alhandra, que é uma ilha fronteira a Alhandra, Sobralinho e Alverca. É uma bonita construção neoclássica do séc. XVIII, da autoria de José Manuel de Carvalho e Negreiros, que se ergue altaneira sobre uma plataforma um pouco mais elevada do que a lezíria circundante, por causa das cheias no rio. É, por isso, bem visível de longe. Para quem sai de Vila Franca de Xira em direção ao sul, chega-se à igreja tomando-se uma estrada de terra batida que se encontra à direita logo a seguir à ponte, no local onde a Estrada Nacional nº 10 faz uma ampla curva antes de se lançar na chamada Reta do Cabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja impressiona, sobretudo, pela sua solidão no meio dos campos e pastagens, pertencentes à Companhia das Lezírias, onde deambulam cavalos e, sobretudo, touros. Gado bravo, pois claro. Em resultado do seu isolamento, a igreja foi alvo de vandalismo em 1999, do qual resultou a destruição de um valiosíssimo retábulo e o roubo da imagem de Nossa Senhora da Conceição. No lugar do retábulo está agora uma fotografia do mesmo e, nos dias de festa, é trazida para a igreja uma reprodução da imagem original, vinda de Samora Correia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, a igreja é dedicada a Nossa Senhora da Conceição, mas o povo deu-lhe o nome de Nossa Senhora de Alcamé. Este nome Alcamé é de origem árabe e significa "trigo". Nossa Senhora de Alcamé é a padroeira dos campinos do Ribatejo e a ela está associada uma lenda, que reza assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Em tempos, um pastor encontrou uma pequena cobra e se dedicou a criá-la, alimentando-a com o leite das ovelhas. A certa altura terá adoecido, ficando vários meses sem ir ao campo. Quando lá voltou, foi ao mouchão e assobiou pelo réptil, como costumava fazer. A cobra apareceu, mas não o reconhecendo, atacou-o de goelas abertas. Aflito, o homem invocou a protecção da Virgem, que apareceu em sua glória, e lançou para a boca da serpente uma maçã. Engasgada e sufocada, a cobra morreu e o pastor salvou-se.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-3647992321350672491?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/padroeira-dos-campinos.html' title='A padroeira dos campinos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/3647992321350672491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/padroeira-dos-campinos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3647992321350672491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3647992321350672491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/padroeira-dos-campinos.html' title='A padroeira dos campinos'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-n31tuYPpEKk/TfQUzu5s1VI/AAAAAAAABAE/YnkuOemASbQ/s72-c/Ermida-de-Nossa-Senhora-de-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-6109579156516311019</id><published>2011-06-04T00:19:00.006+01:00</published><updated>2011-06-04T00:54:31.123+01:00</updated><title type='text'>Dança dos Espíritos Sagrados</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-v95tvHhGXPw/TelsLfLaPHI/AAAAAAAAA_0/EyFCycTnW-0/s1600/orpheus.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-v95tvHhGXPw/TelsLfLaPHI/AAAAAAAAA_0/EyFCycTnW-0/s400/orpheus.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614137355097750642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Orfeu e Eurídice&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, bronze de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Peter Vischer, o Moço&lt;/span&gt; (1487-1528),  Museum für Kunst und Gewerbe, Hamburgo, Alemanha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse que ir viver para uma ilha deserta e só pudesse levar uma coisa comigo, eu não hesitaria um momento sequer em escolher um CD, MP3 ou outro dispositivo qualquer que contivesse a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dança dos Espíritos Sagrados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, da ópera &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Orfeo ed Euridice&lt;/span&gt;, do compositor alemão &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Christoph Willibald Gluck&lt;/span&gt;. É a minha música preferida de entre todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esta música, mais do que qualquer outra coisa, que me aliviou o espírito angustiado, há muitos anos, quando eu me encontrava num período difícil da minha vida. Peço que não me leve a mal esta espécie de confissão íntima que acabo de fazer. Não quero que tenha pena de mim. Apenas quero realçar até que ponto eu gosto desta obra e quanto ela foi um bálsamo para mim. A &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dança dos Espíritos Sagrados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Gluck&lt;/span&gt;, é um verdadeiro refrigério para a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/oou2ywIbRxc?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dança dos Espíritos Sagrados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, da ópera &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Orfeo ed Euridice&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Christoph Willibald Gluck&lt;/span&gt; (1714-1787). A coreografia que aqui se vê é de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pina Bausch&lt;/span&gt; (1940-2009).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A música da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dança dos Espíritos Sagrados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é constituída por dois temas, A e B. Primeiro é tocado o tema A, depois o tema B e por fim é repetido o tema A. No vídeo acima, existe um estranho acrescento de algumas notas, entre o tema B e a reexposição do tema A (entre os 6 minutos e 13 segundos e os 6 minutos e 27 segundos), que não fazem parte da partitura original de Gluck. Ainda por cima, essas notas não "encaixam" muito bem no resto da obra. Dão a impressão de que foram metidas "a martelo" e foram mesmo. Desconheço a razão de tão insólito acrescento. Não bastariam alguns segundos de silêncio, tal como foi feito entre o tema A e o tema B? A obra, exatamente como Gluck a compôs, pode ser ouvida, por exemplo, aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xTZgMQ7TVes"&gt;&lt;u&gt;http://www.youtube.com/watch?v=xTZgMQ7TVes&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-6109579156516311019?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/danca-dos-espiritos-sagrados.html' title='Dança dos Espíritos Sagrados'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/6109579156516311019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/danca-dos-espiritos-sagrados.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6109579156516311019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6109579156516311019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/danca-dos-espiritos-sagrados.html' title='Dança dos Espíritos Sagrados'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-v95tvHhGXPw/TelsLfLaPHI/AAAAAAAAA_0/EyFCycTnW-0/s72-c/orpheus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5027805238210292234</id><published>2011-06-01T00:21:00.004+01:00</published><updated>2011-06-01T00:37:28.654+01:00</updated><title type='text'>Dois poemas de Manuel António Pina</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Pensar de pernas para o ar&lt;br /&gt;é uma grande maneira de pensar&lt;br /&gt;com toda a gente a pensar como toda a gente&lt;br /&gt;ninguém pensava nada diferente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom é pensar em outras coisas&lt;br /&gt;e olhar para as coisas noutra posição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as coisas sérias que cómicas que são&lt;br /&gt;com o céu para baixo e para cima o chão&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/1600/cosmo1.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/400/cosmo1.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Foto: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.socioambiental.org/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;u&gt;Instituto Socioambiental)&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A ANA QUER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ana quer&lt;br /&gt;nunca ter saído&lt;br /&gt;da barriga da mãe.&lt;br /&gt;Cá fora está-se bem&lt;br /&gt;mas na barriga também&lt;br /&gt;era divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração ali à mão,&lt;br /&gt;os pulmões ali ao pé,&lt;br /&gt;ver como a mãe é&lt;br /&gt;do lado que não se vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a Ana mais quer ser&lt;br /&gt;quando for grande e crescer&lt;br /&gt;é ser outra vez pequena:&lt;br /&gt;não ter nada que fazer&lt;br /&gt;senão ser pequena e crescer&lt;br /&gt;e de vez em quando nascer&lt;br /&gt;e voltar a desnascer.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Manuel António Pina&lt;/span&gt;, Prémio Camões 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VMsEYBfsUrM/TeV4Pa6MSsI/AAAAAAAAA_o/6vtZEX4qH90/s1600/a69.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 271px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-VMsEYBfsUrM/TeV4Pa6MSsI/AAAAAAAAA_o/6vtZEX4qH90/s400/a69.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613024716903959234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Foto de autor desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5027805238210292234?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/dois-poemas-de-manuel-antonio-pina.html' title='Dois poemas de Manuel António Pina'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5027805238210292234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/dois-poemas-de-manuel-antonio-pina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5027805238210292234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5027805238210292234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/06/dois-poemas-de-manuel-antonio-pina.html' title='Dois poemas de Manuel António Pina'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VMsEYBfsUrM/TeV4Pa6MSsI/AAAAAAAAA_o/6vtZEX4qH90/s72-c/a69.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5112736651093970371</id><published>2011-05-30T00:33:00.009+01:00</published><updated>2011-12-26T18:06:03.435Z</updated><title type='text'>Cantilena</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qKld8DUACyc/TeLYMy-CmII/AAAAAAAAA_g/9hGn-6BwNE4/s1600/Villa-Lobos-Heitor-07.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612285800009078914" src="http://2.bp.blogspot.com/-qKld8DUACyc/TeLYMy-CmII/AAAAAAAAA_g/9hGn-6BwNE4/s400/Villa-Lobos-Heitor-07.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 378px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Heitor Villa-Lobos (1887-1959)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A peça musical mais conhecida do notável compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos é certamente o 1º Andamento (Ária-Cantilena), para voz soprano e oito violoncelos, das suas Bachianas Brasileiras nº 5 (pronuncia-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Baquianas&lt;/span&gt;). Uma das mais perfeitas interpretações desta peça que se gravaram até hoje é a da grande soprano, também brasileira, Bidu Sayão (1902-1999). Nesta gravação, que data dos finais da década de 50 do século passado, o agrupamento instrumental é dirigido pelo próprio Villa-Lobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um vocalizo inicial, a intérprete canta um poema que é, por vezes, erradamente atribuído a Manuel Bandeira, mas que de facto é de Ruth Valladares Corrêa. O poema diz o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente&lt;br /&gt;Sobre o espaço, sonhadora e bela!&lt;br /&gt;Surge no infinito a lua docemente,&lt;br /&gt;Enfeitando a tarde, qual meiga donzela&lt;br /&gt;Que se apresta e alinda sonhadoramente,&lt;br /&gt;Em anseios d'alma para ficar bela.&lt;br /&gt;Grita ao céu e à terra toda a Natureza!&lt;br /&gt;Cala a passarada em seus tristes queixumes&lt;br /&gt;E reflete o mar toda a sua riqueza...&lt;br /&gt;Suave a luz da lua desperta agora&lt;br /&gt;A cruel saudade que ri e chora!&lt;br /&gt;Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente&lt;br /&gt;Sobre o espaço, sonhadora e bela!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/bLZD0XplYrI?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;1º Andamento (Ária-Cantilena) das &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bachianas Brasileiras nº 5&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Heitor Villa-Lobos&lt;/span&gt;, por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bidu Sayão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5112736651093970371?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/cantilena.html' title='Cantilena'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5112736651093970371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/cantilena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5112736651093970371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5112736651093970371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/cantilena.html' title='Cantilena'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qKld8DUACyc/TeLYMy-CmII/AAAAAAAAA_g/9hGn-6BwNE4/s72-c/Villa-Lobos-Heitor-07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-9015524222077908564</id><published>2011-05-25T02:32:00.005+01:00</published><updated>2011-05-25T03:03:14.496+01:00</updated><title type='text'>Epopeia</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;Não mais a África&lt;br /&gt;da vida livre&lt;br /&gt;e dos gritos agudos de azagaia!&lt;br /&gt;Não mais a África&lt;br /&gt;de rios tumultuosos&lt;br /&gt;-- veias entumecidas dum corpo de sangue!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brancos abriram clareiras&lt;br /&gt;a tiros de carabina.&lt;br /&gt;Nas clareiras fogos&lt;br /&gt;roxeando a noite tropical&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fogos!&lt;br /&gt;Milhões de fogos&lt;br /&gt;num terreno em brasa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite de grande lua&lt;br /&gt;e um cântico subindo&lt;br /&gt;do porão do navio.&lt;br /&gt;O som das grilhetas&lt;br /&gt;marcando o compasso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite de grande lua&lt;br /&gt;e destino ignorado!...&lt;br /&gt;Foste o homem perdido&lt;br /&gt;Em terras estranhas!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil&lt;br /&gt;ganhaste calo nas costas&lt;br /&gt;nas vastas plantações do café!&lt;br /&gt;No norte&lt;br /&gt;foste o homem enrodilhado&lt;br /&gt;nas vastas plantações de fumo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na calma do descanso nocturno&lt;br /&gt;só saudade da terra&lt;br /&gt;que ficou do outro lado...&lt;br /&gt;-- só canções bem soluçadas --&lt;br /&gt;dum ritmo estranho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens do norte&lt;br /&gt;ficaram rasgando&lt;br /&gt;ventres e cavalos&lt;br /&gt;aos homens do sul!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens do norte&lt;br /&gt;estavam cheios&lt;br /&gt;dos ideais maiores&lt;br /&gt;tão grandes&lt;br /&gt;que tudo foi despropósito!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens do norte&lt;br /&gt;os mais lúcidos e cheios de ideais&lt;br /&gt;deram-te do que era teu&lt;br /&gt;um pedaço para viveres...&lt;br /&gt;Libéria! Libéria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!&lt;br /&gt;Os homens nas ruas da Libéria&lt;br /&gt;são dollars americanos&lt;br /&gt;ritmicamente deslizando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cantas nos cabarés&lt;br /&gt;Fazendo brilhar o marfim da tua boca&lt;br /&gt;É a África que está chegando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nas Olimpíadas&lt;br /&gt;Corres veloz&lt;br /&gt;É a África que está chegando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue em frente&lt;br /&gt;irmão!&lt;br /&gt;Que a tua música&lt;br /&gt;seja a de uma conquista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que o teu ritmo&lt;br /&gt;seja a cadência de uma via nova!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para que a tua gargalhada&lt;br /&gt;de novo venha estraçalhar os ares&lt;br /&gt;como gritos agudos de azagaia!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Francisco José Tenreiro&lt;/strong&gt; (1921-1963), poeta de São Tomé e Príncipe&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 232px; height: 217px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610466505230703186" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-drNMNzhsmFA/Tdxhj5yA2lI/AAAAAAAAA_Y/bQ0nS-wEfOo/s320/6a00d8341ce44553ef014e87e0500c970d-320wi.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-9015524222077908564?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/epopeia.html' title='Epopeia'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/9015524222077908564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/epopeia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/9015524222077908564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/9015524222077908564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/epopeia.html' title='Epopeia'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-drNMNzhsmFA/Tdxhj5yA2lI/AAAAAAAAA_Y/bQ0nS-wEfOo/s72-c/6a00d8341ce44553ef014e87e0500c970d-320wi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7635317191149468164</id><published>2011-05-18T15:34:00.007+01:00</published><updated>2011-05-19T08:27:17.888+01:00</updated><title type='text'>Há cem anos morreu Gustav Mahler</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-FlJkCAix2MA/TdPZVyLzkxI/AAAAAAAAA_Q/wddN2vyXtEk/s1600/mahler_gustav.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 282px; height: 400px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608064929278169874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-FlJkCAix2MA/TdPZVyLzkxI/AAAAAAAAA_Q/wddN2vyXtEk/s400/mahler_gustav.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gustav Mahler (1860-1911) foi um compositor nascido na Boémia, que fica na atual República Checa, no seio de uma família judaica de língua alemã. Foi contudo em Viena, capital do Império Austríaco, ao qual a Boémia pertencia então, que ele desenvolveu a maior parte da sua atividade artística como regente de orquestra e diretor da célebre Ópera da cidade. Foi também em Viena que ele viria a falecer há cem anos, precisamente. Muita da sua produção musical, na sua qualidade de compositor, foi contudo criada ou, pelo menos, congeminada numa casa de campo que ele possuía no Alpes austríacos, onde costumava passar o Verão e procurar inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustav Mahler é frequentemente considerado o último dos grandes compositores do Romantismo. Na verdade, ele foi mais do que isso. Mahler estabeleceu a ponte entre o Romantismo do séc. XIX e o Modernismo do séc. XX. Sem romper totalmente com o Romantismo (era um grande admirador de Johannes Brahms, por exemplo), Gustav Mahler teve também uma grande influência em Arnold Schönberg e nos discípulos deste, que empreenderam uma revolução na música europeia no início do séc. XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça que proponho ouvir, nesta evocação do centenário da morte de Gustav Mahler, é o seu célebre &lt;em&gt;Adagietto&lt;/em&gt;, que é o 4º andamento da sua Sinfonia nº 5. Quem alguma vez assistiu ao filme &lt;i&gt;&lt;strong&gt;Morte em Veneza&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;, que o grande realizador italiano Luchino Visconti fez a partir de um romance de Thomas Mann, dificilmente conseguirá evitar associar esta peça musical ao dramático final do genial filme. Peço no entanto que se faça um esforço por escutar esta obra sem a associar ao filme. O &lt;em&gt;Adagietto&lt;/em&gt; deve ser apreciado como tal, isto é, como uma obra de arte em si mesma, e não como uma mera ilustração (ainda que magistralmente conseguida) de uma cena de um filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe height="316" src="http://www.dailymotion.com/embed/video/x62o87?width=425&amp;amp;theme=none&amp;amp;wmode=transparent" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;4º Andamento (&lt;em&gt;Adagietto&lt;/em&gt;) da Sinfonia nº 5, de &lt;strong&gt;Gustav Mahler&lt;/strong&gt;, pela Orquestra Filarmónica de Viena, dirigida por Leonard Bernstein&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7635317191149468164?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/ha-cem-anos-morreu-gustav-mahler.html' title='Há cem anos morreu Gustav Mahler'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7635317191149468164/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/ha-cem-anos-morreu-gustav-mahler.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7635317191149468164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7635317191149468164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/ha-cem-anos-morreu-gustav-mahler.html' title='Há cem anos morreu Gustav Mahler'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FlJkCAix2MA/TdPZVyLzkxI/AAAAAAAAA_Q/wddN2vyXtEk/s72-c/mahler_gustav.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5859410087933755147</id><published>2011-05-15T10:21:00.015+01:00</published><updated>2011-05-19T00:51:04.792+01:00</updated><title type='text'>Desenhos na areia, em Vanuatu</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-E0WMllTp8Jk/Tc-cR4QL5FI/AAAAAAAAA_I/mmf0rFV2BmI/s1600/00719-BIG.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 318px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606871892071539794" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-E0WMllTp8Jk/Tc-cR4QL5FI/AAAAAAAAA_I/mmf0rFV2BmI/s400/00719-BIG.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;© Vanuatu National Cultural Council&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A muitos milhares de quilómetros do continente africano -- praticamente nos antípodas -- fica Vanuatu, um arquipélago vulcânico do Pacífico que é um estado independente, situado a norte da Nova Zelândia. Apesar da enorme distância que separa Vanuatu de África, também nas ilhas do norte e centro de Vanuatu se fazem desenhos na areia com um dedo, desenhos que são constituídos por uma linha contínua que é traçada sem levantar o dedo. No entanto, os desenhos de Vanuatu são substancialmente diferentes dos que são feitos em África (Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariamente ao que sucede em África, onde os desenhos na areia correm sérios riscos de extinção, os desenhos de Vanuatu "estão vivos e recomendam-se", continuando a ser praticados e passados de geração em geração. A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) classificou os desenhos na areia de Vanuatu como Património Imaterial da Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OxsFhRcSp4c/Tc-bgIYhleI/AAAAAAAAA_A/Y2PW5Xm6YQo/s1600/00228-BIG.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 315px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606871037408024034" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-OxsFhRcSp4c/Tc-bgIYhleI/AAAAAAAAA_A/Y2PW5Xm6YQo/s400/00228-BIG.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;© Vanuatu National Cultural Council&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O vídeo que se segue, que é da própria UNESCO, é acompanhado por um texto em inglês cuja tradução é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Situado no Pacífico Sul, o arquipélago de Vanuatu preservou uma tradição única e complexa de desenhos na areia. Esta escrita multifuncional é mais do que uma simples expressão artística e ocorre numa vasta gama de contextos rituais, contemplativos e comunicativos. Os desenhos são feitos diretamente no solo, sobre areia, cinzas vulcânicas ou pó de argila. Utilizando um dedo, o desenhador traça uma linha sinuosa e contínua sobre uma grelha imaginária, a fim de produzir uma composição de padrões geométricos e frequentemente simétricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta rica e dinâmica tradição gráfica desenvolveu-se como meio de comunicação entre os membros dos cerca de 80 grupos linguísticos diferentes que habitam as ilhas centrais e setentrionais de Vanuatu. Os desenhos também funcionam como mnemónicas para registar e transmitir a sabedoria ritual e mitológica, assim como uma rica informação oral que compreende narrativas locais, cosmologias, sistemas de parentesco, ciclos de canções, técnicas de cultivo, projetos arquitetónicos e artísticos e padrões coreográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos desenhos na areia possuem várias funções e níveis de significado: eles podem ser considerados obras de arte, repositórios de informações, ilustrações de histórias, assinaturas ou simplesmente mensagens e objetos de contemplação. Os desenhos na areia não são meras figuras, antes constituem uma combinação de conhecimentos, canções e histórias com significados sagrados ou profanos. Um mestre desenhador na areia, portanto, deve não só possuir um grande conhecimento dos padrões gráficos, mas também uma profunda compreensão do seu significado. Além disso, os desenhadores na areia devem ter a capacidade de interpretar os desenhos para outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como atraentes símbolos da identidade de Vanuatu que são, os desenhos são frequentemente apresentados como um mero folclore decorativo, aos turistas e por outras razões comerciais. Se não for combatida, esta tendência para apreciar os desenhos na areia numa base puramente estética pode resultar na perda de tradições que têm um significado simbólico mais profundo e uma original função social.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/nJociHoB-t8?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed height="349" type="application/x-shockwave-flash" width="425" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/nJociHoB-t8?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tradução das legendas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ilha Vao&lt;br /&gt;Malekula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigo Parlamento Nacional&lt;br /&gt;Port Vila&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é um espelho. Isto é uma ave chamada Yabu. É preta e com uma cabeça vermelha. Está a tomar banho numa casca de coco. Isto é a casca para esta ave. Esta casca é para esta. Esta casca é para esta. Esta casca é para esta. Está a tomar banho e a olhar-se no espelho. Sacode a cabeça. A esta outra ave chamamos Awiri. É só meia vermelha. Só esta ave toma banho na casca de coco. Mas quando sacode a cabeça, chapinha um bocadinho a outra. É por isso que esta não é toda vermelha como esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º Festival de Artes Melanésias&lt;br /&gt;Port Vila, Vanuatu, 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escola Tradicional Gaiware Bulvanua&lt;br /&gt;Norte da Ilha de Pentecostes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é Vatangele. Vatangele é [um rochedo] no sul de Pentecostes. É a porta do Paraíso. Toda a gente em Pentecostes tem de saber isto. Se as pessoas morrerem sem saberem desenhar isto não serão capazes de ir para o Paraíso. Mas se souberem desenhá-lo, a porta abrir-se-á para elas. Agora vamos desenhar outro...&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem-se mais vídeos com desenhos na areia de Vanuatu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/I745gjx5D-4?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed height="349" type="application/x-shockwave-flash" width="425" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/I745gjx5D-4?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/miiy0f4XJqI?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed height="349" type="application/x-shockwave-flash" width="425" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/miiy0f4XJqI?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/irKRrdE0UeA?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed height="349" type="application/x-shockwave-flash" width="425" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/irKRrdE0UeA?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/X9pEdDTOZ1w?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed height="349" type="application/x-shockwave-flash" width="425" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/X9pEdDTOZ1w?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5859410087933755147?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/desenhos-na-areia-em-vanuatu.html' title='Desenhos na areia, em Vanuatu'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5859410087933755147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/desenhos-na-areia-em-vanuatu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5859410087933755147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5859410087933755147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/desenhos-na-areia-em-vanuatu.html' title='Desenhos na areia, em Vanuatu'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-E0WMllTp8Jk/Tc-cR4QL5FI/AAAAAAAAA_I/mmf0rFV2BmI/s72-c/00719-BIG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7999236960664219325</id><published>2011-05-08T16:56:00.031+01:00</published><updated>2011-05-28T01:26:54.180+01:00</updated><title type='text'>Desenhos na areia, em África</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 160px; height: 143px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604389435528192530" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-MzP1KiKNUrE/TcbKf4-cIhI/AAAAAAAAA-w/WUyiEPOax9w/s400/Sona1.gif" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um &lt;i&gt;lusona&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma tradição existente -- mas que corre sério risco de extinção -- no leste de Angola, no sul da República Democrática do Congo e no oeste da Zâmbia consiste no desenho de figuras geométricas que são habitualmente traçadas na areia com a ponta de um dedo. Estas figuras são constituídas por redes de linhas sinuosas. Estas redes podem ser muito elaboradas e complexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 350px; height: 366px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604386450771547490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ktmn7Zz2uw0/TcbHyJ5AFWI/AAAAAAAAA-g/VcvVAPDo3f4/s400/Region%2Bof%2Bthe%2BChokwe.jpg" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A região de África habitada pelos Cokwe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O desenho começa pela marcação de uma quadrícula de pontos, marcados a espaços regulares com as pontas dos dedos. Em volta dos pontos são seguidamente traçadas linhas, que apresentam uns troços retos e outros em pequenos arcos de circunferência, as quais se mantêm sempre equidistantes dos pontos. As linhas são sempre fechadas, sendo cada uma delas traçada sem levantar o dedo da areia e seguindo regras bem específicas, que são impostas pela tradição. Quase todos os troços retos têm orientações bem definidas: horizontais, verticais e oblíquas para a esquerda e para a direita e com uma inclinação de 45 graus. Pode haver outras linhas que tenham curvas que não obedeçam à regra indicada ou que tenham orientações diferentes das referidas, mas são em muito menor número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-XZxpugMnGns/TcbGKVajO1I/AAAAAAAAA-Y/ESHhUmyZMb8/s1600/Desenhos%2Bna%2Bareia%2B4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 341px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604384667158657874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-XZxpugMnGns/TcbGKVajO1I/AAAAAAAAA-Y/ESHhUmyZMb8/s400/Desenhos%2Bna%2Bareia%2B4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desenhando um &lt;i&gt;lusona&lt;/i&gt; na areia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na língua cokwe (lê-se "tchócuè") ou quioca, cada um destes desenhos chama-se &lt;i&gt;lusona&lt;/i&gt; (lê-se "lussona"), que é o singular da palavra plural &lt;i&gt;sona&lt;/i&gt;. Nos idiomas lucazi (lê-se "lutcházi") e ngangela cada desenho deste tipo chama-se &lt;i&gt;kasona&lt;/i&gt;, a que corresponde o plural &lt;i&gt;tusona&lt;/i&gt; (leem-se "cassona" e "tussona", respetivamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-cTU59VxOm1s/TcbIvD6GccI/AAAAAAAAA-o/2KCKO3i_77s/s1600/Chased%2Bchicken%2527s%2Bpath.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 348px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604387497137566146" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-cTU59VxOm1s/TcbIvD6GccI/AAAAAAAAA-o/2KCKO3i_77s/s400/Chased%2Bchicken%2527s%2Bpath.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em séculos passados, estes desenhos eram conhecidos e feitos numa área geográfica muito mais vasta do que a que foi referida acima. O frade capuchinho italiano Giovanni Antonio Cavazzi da Montecuccolo (1621-1678), que pintou aguarelas ingénuas (mas valiosíssimas do ponto de vista documental) sobre a vida nos reinos africanos do Congo, Ndongo e Matamba, reproduziu em algumas das suas pinturas desenhos que eram em tudo iguais aos &lt;i&gt;sona&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-9w2oUyi12aM/TcbEz2xGrYI/AAAAAAAAA-Q/iHQd_ViCXGE/s1600/Ceremonial%2BProcession%252C%2BKingdom%2Bof%2BKongo%252C%2B1670s%2BEzio%2BBassani%252C%2BUn%2BCappuccino%2Bnell%2BAfrica.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 287px; height: 400px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604383181463006594" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-9w2oUyi12aM/TcbEz2xGrYI/AAAAAAAAA-Q/iHQd_ViCXGE/s400/Ceremonial%2BProcession%252C%2BKingdom%2Bof%2BKongo%252C%2B1670s%2BEzio%2BBassani%252C%2BUn%2BCappuccino%2Bnell%2BAfrica.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aguarela pintada por Antonio Cavazzi no reino do Congo. A caixa transportada pela segunda figura a contar da esquerda está decorada com desenhos do tipo &lt;i&gt;sona&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;i&gt;sona&lt;/i&gt; têm vindo a ser estudados pelo matemático moçambicano Paulus Gerdes, que descobriu neles propriedades matemáticas notáveis, por exemplo no domínio da Análise Combinatória. Não cabe no espaço de um artigo de um blogue a exposição das propriedades matemáticas que os &lt;i&gt;sona&lt;/i&gt; possuem. Mas posso afirmar o seguinte: os conhecimentos matemáticos dos africanos que vivem em sociedades tradicionais rurais vão muito para além da mera contagem de cabeças de gado. Estes conhecimentos incluem conceitos tais como máximo divisor comum, menor múltiplo comum, combinações e permutações, entre outros, ainda que os camponeses africanos não saibam quais são as respetivas fórmulas nem nunca tenham ouvido falar em fatoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles podem não saber a fórmula que permita calcular uma permutação, por exemplo, mas têm os conhecimentos suficientes para saber antecipadamente, sem errar, quantas linhas fechadas é que irão ser traçadas num &lt;i&gt;lusona&lt;/i&gt;, em função do número de pontos marcados na areia e das inflexões que as linhas irão sofrer no desenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 115px; height: 144px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604389928075114786" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-KR_RW3n8HZo/TcbK8j2xuSI/AAAAAAAAA-4/XtYjl2JKsuY/s400/Sona2.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Podemos igualmente chamar ideogramas aos &lt;i&gt;sona&lt;/i&gt;, pois eles também são uma representação gráfica de contos, provérbios, jogos, mitos, cantos, parábolas, leis, etc. Com efeito, à medida que vai contando (e também cantando, pois a música está quase sempre presente nas manifestações culturais africanas), o camponês africano vai traçando um &lt;i&gt;lusona&lt;/i&gt; na areia, o qual acaba por ser uma representação simbólica da evolução da narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentam-se a seguir alguns &lt;i&gt;sona&lt;/i&gt;, acompanhados da correspondente história que representam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 313px; height: 241px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604381752472901378" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-VKLeg4mtFjk/TcbDgrXUFwI/AAAAAAAAA-I/Rx02ZoiXoxE/s400/Desenhos%2Bna%2Bareia%2B1.jpg" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sambalu, o coelho (posicionado no ponto B), descobre uma mina de sal-gema (ponto A). Imediatamente, o leão (ponto C), a onça (ponto D) e a hiena (ponto E) reclamam a posse, reivindicando o direito do mais forte. O coelho, afirmando o inviolável direito do mais fraco, rapidamente faz uma vedação para isolar a mina dos usurpadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode verificar no desenho, só é possível chegar ao ponto A (a "mina de sal-gema") a partir do ponto B (o "coelho") sem atravessar a linha sinuosa (a "vedação"). Os outros pontos (o "leão", a "onça" e a "hiena") estão separados de A pela linha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 148px; height: 107px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604381150404719906" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-a7BjLCaLseg/TcbC9ofEtSI/AAAAAAAAA-A/i1_ErPmDS2I/s400/Desenhos%2Bna%2Bareia%2B2.jpg" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um certo caçador, chamado Cipinda, foi caçar levando o cão Kawa e apanhou uma cabra. Quando regressou à aldeia, o caçador dividiu a carne com Kalala, o dono do cão. Kawa ficou só com os ossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois, Cipinda pediu de novo os serviços do cão, mas este recusou-se a ajudá-lo. Disse ao caçador para levar Kalala, já que era com ele que estava habituado a dividir a carne.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-D6lwQxchCQE/TcbBlyV51hI/AAAAAAAAA94/-lO-meBjEw4/s1600/Desenhos%2Bna%2Bareia%2B7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 389px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604379641222125074" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-D6lwQxchCQE/TcbBlyV51hI/AAAAAAAAA94/-lO-meBjEw4/s400/Desenhos%2Bna%2Bareia%2B7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dia, o leopardo Kajama pediu à cegonha Kumbi algumas penas para forrar a sua toca. Uns dias mais tarde, a cegonha pediu ao leopardo um bocado da sua pele. Quando Kajama satisfez o pedido da cegonha, morreu. O filho de Kajama tentou vingar a morte do pai, mas Kumbi, que conhecia muito bem o pântano, conseguiu escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste desenho, a linha ondulada é o trajeto da cegonha em fuga, Kumbi. Os pontos representam o pântano através do qual Kumbi fugiu. O desenho consiste, de facto, em duas linhas curvas entrelaçadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 315px; height: 378px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604378843402460434" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZaYHsZkgS0U/TcbA3WO33RI/AAAAAAAAA9w/An1EKLtvuFo/s400/Desenhos%2Bna%2Bareia%2B8b.jpg" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O galo e o chacal queriam casar com a mesma mulher. Quando pediram a mão ao pai dela, este disse-lhes que eles teriam que dar um alembamento (dote). Quando se divulgou a notícia de que a noiva tinha morrido, o galo chorou inconsolável, enquanto que o chacal só lamentou a perda do pagamento adiantado. O pai, que tinha intencionalmente espalhado o boato, para saber qual dos pretendentes merecia a sua filha, deu-a ao galo, que tinha demonstrado um verdadeiro amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 350px; height: 330px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604378275800141330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-1IWT77tnouM/TcbAWTv7zhI/AAAAAAAAA9o/TXig5WWNkLM/s400/Desenhos%2Bna%2Bareia%2B9.gif" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A figura que está em cima é Deus, à esquerda está o Sol, à direita está a Lua e em baixo está um ser humano. Este &lt;i&gt;lusona&lt;/i&gt; representa o caminho para Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, o Sol foi visitar Deus. Deus deu um galo ao Sol e disse: «Volta cá amanhã de manhã antes de partires». No dia seguinte de manhã, o galo cantou e acordou o Sol. Quando o Sol se apresentou diante de Deus, este disse-lhe: «Tu não comeste o galo que te dei para o jantar. Podes ficar com o galo, mas tens que regressar todos os dias.» É por isso que o Sol dá a volta à Terra e reaparece todas as manhãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lua também foi visitar Deus e recebeu um galo de presente. No dia seguinte de manhã, o galo cantou e acordou a Lua. Mais uma vez, Deus disse: «Tu não comeste o galo que te dei para o jantar. Podes ficar com o galo, mas tens que regressar a cada vinte e oito dias.» É por isso que o ciclo da Lua dura vinte e oito dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano também foi visitar Deus e recebeu um galo de presente. Mas o humano estava com fome depois de ter feito uma tão longa viagem e comeu parte do galo ao jantar. Na manhã seguinte, o Sol já ia alto no céu quando o humano acordou, comeu o resto do galo e apressou-se a visitar Deus. Deus disse-lhe: «Eu não ouvi o galo cantar esta manhã.» O humano respondeu-lhe a medo: «Eu estava com fome e comi-o.» «Está bem,» disse Deus, «mas escuta: tu sabes que o Sol e a Lua estiveram aqui, mas nenhum deles matou o galo que lhes dei. É por isso que eles nunca morrem. Mas tu mataste o teu, e por isso deves também morrer. Mas quando morreres deves regressar aqui.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim acontece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-_XhzdjuGbx0/Tca_ljx8f0I/AAAAAAAAA9g/WOPhzEobURc/s1600/Desenhos%2Bna%2Bareia%2B10.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 375px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604377438289952578" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-_XhzdjuGbx0/Tca_ljx8f0I/AAAAAAAAA9g/WOPhzEobURc/s400/Desenhos%2Bna%2Bareia%2B10.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A figura que está em cima é Deus, à esquerda está o Sol, à direita está a Lua e em baixo está um ser humano. A linha reta que está ao centro representa o caminho para Deus. (segundo Mário Fontinha, 1983)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Sol morreu, os seus familiares foram ter com Deus. Foram recebidos por Samuto, o porteiro de Deus, que lhes disse: «Embrulhai o Sol num pano vermelho e colocai-o numa árvore». Eles assim fizeram. Na manhã seguinte, eles ficaram muito felizes por ver o Sol a brilhar novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo aconteceu com a Lua. Desta vez, Samuto aconselhou aos seus parentes que colocassem barro preto num pano branco, a envolvessem com este e a pusessem numa árvore. Assim fizeram e nessa mesma noite a Lua voltou a brilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o chefe de uma aldeia morreu, os habitantes também foram até Deus. No entanto, estes foram muito arrogantes e exigiram a Samuto, fazendo-lhe ameaças, que os levasse até Deus. Deus mandou-os de volta, dizendo-lhes: «Fazei uma padiola e levai o vosso chefe para um buraco que abrireis no mato, onde ele irá descansar. Depois devereis comemorar a sua morte durante cinco dias! A seguir devereis esperar até que o vosso chefe se levante novamente!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles esperaram em vão, evidentemente. Foi assim que a morte veio ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 230px; height: 135px; text-align: center; display: block;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604376318548799026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-wCQebRjO_gk/Tca-kYa2bjI/AAAAAAAAA9Y/8Zuw3-U96JI/s400/Leopardo%2Bf%25C3%25AAmea%2Bcom%2Bcinco%2Bfilhotes.gif" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leopardo fêmea com cinco filhotes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas páginas na Web:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tucokwe.org/cultura/artigos/sona_os_desenhos_na_areia.html"&gt;&lt;u&gt;http://www.tucokwe.org/cultura/artigos/sona_os_desenhos_na_areia.html&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nautilus.fis.uc.pt/bspm/revistas/20/021-027.150.pdf"&gt;&lt;u&gt;http://nautilus.fis.uc.pt/bspm/revistas/20/021-027.150.pdf&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.exploratorium.edu/store_images/publications/masc_sona.pdf"&gt;&lt;u&gt;http://www.exploratorium.edu/store_images/publications/masc_sona.pdf&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://personal.centenary.edu/~mschlat/sonaarticle.pdf"&gt;&lt;u&gt;http://personal.centenary.edu/~mschlat/sonaarticle.pdf&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.botschaftangola.de/content.php?nav=ueber_angola/kunst_kultur/sandzeichnungen"&gt;&lt;u&gt;http://www.botschaftangola.de/content.php?nav=ueber_angola/kunst_kultur/sandzeichnungen&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rpinfo.rpi.edu/~eglash/isgem.dir/texts.dir/sonapoly.doc"&gt;&lt;u&gt;http://rpinfo.rpi.edu/~eglash/isgem.dir/texts.dir/sonapoly.doc&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mwanapwo.blogspot.com/2006/02/sona-os-desenhos-na-areia.html"&gt;&lt;u&gt;http://mwanapwo.blogspot.com/2006/02/sona-os-desenhos-na-areia.html&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mwanapwo.blogspot.com/2006/04/os-sona-ou-desenhos-na-areia-e.html"&gt;&lt;u&gt;http://mwanapwo.blogspot.com/2006/04/os-sona-ou-desenhos-na-areia-e.html&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://plus.maths.org/issue19/features/liki/index.html"&gt;&lt;u&gt;http://plus.maths.org/issue19/features/liki/index.html&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://members.tripod.com/vismath/paulus/"&gt;&lt;u&gt;http://members.tripod.com/vismath/paulus/&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7999236960664219325?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/desenhos-na-areia-em-africa.html' title='Desenhos na areia, em África'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7999236960664219325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/desenhos-na-areia-em-africa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7999236960664219325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7999236960664219325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/desenhos-na-areia-em-africa.html' title='Desenhos na areia, em África'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MzP1KiKNUrE/TcbKf4-cIhI/AAAAAAAAA-w/WUyiEPOax9w/s72-c/Sona1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-3832862574762702513</id><published>2011-05-02T23:30:00.002+01:00</published><updated>2011-05-02T23:42:44.050+01:00</updated><title type='text'>Daqui houve nome Portugal</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe height="239" src="http://player.vimeo.com/video/21698583?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A cidade do Porto e também Vila Nova de Gaia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-3832862574762702513?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/daqui-houve-nome-portugal.html' title='Daqui houve nome Portugal'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/3832862574762702513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/daqui-houve-nome-portugal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3832862574762702513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3832862574762702513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/daqui-houve-nome-portugal.html' title='Daqui houve nome Portugal'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-2109374091998632812</id><published>2011-05-01T00:19:00.004+01:00</published><updated>2011-05-01T00:28:04.359+01:00</updated><title type='text'>As pessoas sensíveis</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;As pessoas sensíveis não são capazes&lt;br /&gt;De matar galinhas&lt;br /&gt;Porém são capazes&lt;br /&gt;De comer galinhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro cheira a pobre e cheira&lt;br /&gt;À roupa do seu corpo&lt;br /&gt;Aquela roupa&lt;br /&gt;Que depois da chuva secou sobre o corpo&lt;br /&gt;Porque não tinham outra&lt;br /&gt;O dinheiro cheira a pobre e cheira&lt;br /&gt;A roupa&lt;br /&gt;Que depois do suor não foi lavada&lt;br /&gt;Porque não tinham outra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"&lt;br /&gt;Assim nos foi imposto&lt;br /&gt;E não:&lt;br /&gt;"Com o suor dos outros ganharás o pão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó vendilhões do templo&lt;br /&gt;Ó construtores&lt;br /&gt;Das grandes estátuas balofas e pesadas&lt;br /&gt;Ó cheios de devoção e de proveito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoai-lhes Senhor&lt;br /&gt;Porque eles sabem o que fazem.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sophia de Mello Breyner Andresen&lt;/span&gt; (1919-2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 377px; height: 238px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-9mjNJkDI4oE/TbyZX2Q8EvI/AAAAAAAAA84/x3jBx5y27Vo/s400/railtrack.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601520671524655858" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-2109374091998632812?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/as-pessoas-sensiveis.html' title='As pessoas sensíveis'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/2109374091998632812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/as-pessoas-sensiveis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/2109374091998632812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/2109374091998632812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/05/as-pessoas-sensiveis.html' title='As pessoas sensíveis'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9mjNJkDI4oE/TbyZX2Q8EvI/AAAAAAAAA84/x3jBx5y27Vo/s72-c/railtrack.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7236312975281404106</id><published>2011-04-29T18:11:00.004+01:00</published><updated>2011-04-29T18:18:15.799+01:00</updated><title type='text'>Gumboot dance</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ukapr4aLFs0/TbrxXBYMzNI/AAAAAAAAA8w/KnNuonfX7S4/s1600/Bootsa.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ukapr4aLFs0/TbrxXBYMzNI/AAAAAAAAA8w/KnNuonfX7S4/s400/Bootsa.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601054464397855954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gumboot dance&lt;/span&gt; (Foto: Laura SA)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gumboot dance&lt;/span&gt; (dança de botas de borracha) é uma forma de dança popular que foi criada pelos trabalhadores negros das minas de ouro e de carvão da África do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta manifestação cultural nasceu nos finais do séc. XIX entre os mineiros negros, que estavam proibidos pelos seus patrões de falar enquanto trabalhassem. Usando as suas botas de borracha e inspirando-se nos ritmos das suas culturas tradicionais, os mineiros ultrapassaram a proibição criando uma nova forma de comunicação entre si, batendo com os pés  no chão, com as palmas das mãos nos canos das botas e com as mãos umas nas outras. Com o passar do tempo, este meio de comunicação evoluiu até se tornar numa forma original de dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/U0Q51WVrR40?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/U0Q51WVrR40?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7236312975281404106?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/gumboot-dance.html' title='&lt;i&gt;Gumboot dance&lt;/i&gt;'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7236312975281404106/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/gumboot-dance.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7236312975281404106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7236312975281404106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/gumboot-dance.html' title='&lt;i&gt;Gumboot dance&lt;/i&gt;'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ukapr4aLFs0/TbrxXBYMzNI/AAAAAAAAA8w/KnNuonfX7S4/s72-c/Bootsa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-3418672416054546644</id><published>2011-04-25T00:05:00.005+01:00</published><updated>2011-04-25T00:17:08.558+01:00</updated><title type='text'>Liberdade</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Nos meus cadernos escolares&lt;br /&gt;Na minha carteira e nas árvores&lt;br /&gt;Na areia e na neve&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as páginas lidas&lt;br /&gt;Em todas as páginas brancas&lt;br /&gt;Pedra sangue papel ou cinza&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas imagens douradas&lt;br /&gt;Nas armas dos guerreiros&lt;br /&gt;Na coroa dos reis&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na selva e no deserto&lt;br /&gt;Nos ninhos nas giestas&lt;br /&gt;No eco da minha infância&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas maravilhas noturnas&lt;br /&gt;No pão branco dos dias&lt;br /&gt;Nas estações desposadas&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os meus trapos de azul&lt;br /&gt;No charco sol bolorento&lt;br /&gt;No lago de lua viva&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos campos no horizonte&lt;br /&gt;Nas asas dos pássaros&lt;br /&gt;E no moinho das sombras&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada bafo da aurora&lt;br /&gt;No mar nos navios&lt;br /&gt;Na montanha demente&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas formas cintilantes&lt;br /&gt;Nos sinos das cores&lt;br /&gt;Na verdade física&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos atalhos despertos&lt;br /&gt;Nas estradas abertas&lt;br /&gt;Nas praças que extravasam&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No candeeiro que se acende&lt;br /&gt;No candeeiro que se apaga&lt;br /&gt;Nas minhas casas reunidas&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fruto cortado em dois&lt;br /&gt;Do espelho e do meu quarto&lt;br /&gt;No meu leito concha vazia&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu cão guloso e meigo&lt;br /&gt;Nas suas orelhas erguidas&lt;br /&gt;Na sua pata desajeitada&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trampolim da minha porta&lt;br /&gt;Nos objetos familiares&lt;br /&gt;No jorro do fogo abençoado&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda a carne concedida&lt;br /&gt;Na fronte dos meus amigos&lt;br /&gt;Em cada mão que se estende&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vidro das surpresas&lt;br /&gt;Nos lábios aplicados&lt;br /&gt;Bem por cima do silêncio&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas ausências sem desejo&lt;br /&gt;Na nua solidão&lt;br /&gt;Nos degraus da morte&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saúde regressada&lt;br /&gt;No risco deaparecido&lt;br /&gt;Na esperança sem memória&lt;br /&gt;Escrevo o teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pelo poder duma palavra&lt;br /&gt;Recomeço a minha vida&lt;br /&gt;Nasci para te conhecer&lt;br /&gt;Para te nomear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paul Éluard&lt;/span&gt;, poeta francês (1895-1952); tradução de Egito Gonçalves (1920-2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Q0oR1z-La-o/TbStdvlzGlI/AAAAAAAAA8o/5lOI0lUViAM/s1600/25Abril74.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 294px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Q0oR1z-La-o/TbStdvlzGlI/AAAAAAAAA8o/5lOI0lUViAM/s400/25Abril74.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599290963231185490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-3418672416054546644?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/liberdade.html' title='Liberdade'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/3418672416054546644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/liberdade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3418672416054546644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3418672416054546644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/liberdade.html' title='Liberdade'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Q0oR1z-La-o/TbStdvlzGlI/AAAAAAAAA8o/5lOI0lUViAM/s72-c/25Abril74.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5960309855108521007</id><published>2011-04-24T00:35:00.005+01:00</published><updated>2011-04-30T12:48:37.871+01:00</updated><title type='text'>Cristo ressuscitado</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3Jzi5HmZ9JU/TbNie3VhC9I/AAAAAAAAA8g/Dx1c_AbqaG4/s1600/pires_cristo-ressuscitado-1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3Jzi5HmZ9JU/TbNie3VhC9I/AAAAAAAAA8g/Dx1c_AbqaG4/s400/pires_cristo-ressuscitado-1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598927044141452242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cristo Ressuscitado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Álvaro Pires de Évora&lt;/span&gt; (ativo entre 1411 e 1434), Szépművészeti Múzeum, Budapeste, Hungria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/eL1k6I_RHN8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/eL1k6I_RHN8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Kommt, eilet und laufet" (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vinde, apressai-vos e correi&lt;/span&gt;), da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Oratória da Páscoa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; BWV 249, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Johann Sebastian Bach&lt;/span&gt; (1685-1750), por Mark Padmore (tenor), Peter Kooy (baixo) e o Collegium Vocale Gent, de Ghent, Bélgica, sob a direção de Philippe Herreweghe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5960309855108521007?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/cristo-ressuscitado.html' title='Cristo ressuscitado'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5960309855108521007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/cristo-ressuscitado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5960309855108521007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5960309855108521007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/cristo-ressuscitado.html' title='Cristo ressuscitado'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3Jzi5HmZ9JU/TbNie3VhC9I/AAAAAAAAA8g/Dx1c_AbqaG4/s72-c/pires_cristo-ressuscitado-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7053236753594410262</id><published>2011-04-23T00:37:00.005+01:00</published><updated>2011-04-30T12:48:15.488+01:00</updated><title type='text'>Cristo deposto da cruz</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-b450guRBJMA/TbIRpzazZNI/AAAAAAAAA8Y/srQYHabWfI4/s1600/cristovao_cristo-deposto1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 337px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-b450guRBJMA/TbIRpzazZNI/AAAAAAAAA8Y/srQYHabWfI4/s400/cristovao_cristo-deposto1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598556696649884882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cristo Deposto da Cruz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cristóvão de Figueiredo&lt;/span&gt; (ativo entre 1515 e 1543), Patriarcado de Lisboa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="269"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/fXchqOO8xYY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/fXchqOO8xYY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="269"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Louange à l'immortalité de Jésus", 8º andamento do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quarteto para o Fim dos Tempos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Olivier Messiaen&lt;/span&gt; (1908-1992) (obra composta em 1941 num campo de concentração, onde Messiaen se encontrava como prisioneiro de guerra dos alemães), interpretado por Ida Kavafian, em violino, e Peter Serkin, ao piano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7053236753594410262?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/cristo-deposto-da-cruz.html' title='Cristo deposto da cruz'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7053236753594410262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/cristo-deposto-da-cruz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7053236753594410262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7053236753594410262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/cristo-deposto-da-cruz.html' title='Cristo deposto da cruz'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-b450guRBJMA/TbIRpzazZNI/AAAAAAAAA8Y/srQYHabWfI4/s72-c/cristovao_cristo-deposto1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-6558369437288406800</id><published>2011-04-22T00:37:00.004+01:00</published><updated>2011-04-30T12:47:53.701+01:00</updated><title type='text'>Eis o Homem</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-d05rLmec3DY/TbC_9zvCvWI/AAAAAAAAA8Q/v6afszCnjpI/s1600/gresbante-ecce_homo-1a.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-d05rLmec3DY/TbC_9zvCvWI/AAAAAAAAA8Q/v6afszCnjpI/s400/gresbante-ecce_homo-1a.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598185405401972066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ecce Homo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;João Gresbante&lt;/span&gt; (ativo entre 1640 e 1680), Igreja Matriz de Belas, Sintra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/4jp2pIl8NLI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/4jp2pIl8NLI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trecho da cantata &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Passio Domini Nostri Jesu Christi secundum Joannem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mais conhecida pelo nome abreviado de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Passio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, do compositor contemporâneo &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Arvo Pärt&lt;/span&gt;, da Estónia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-6558369437288406800?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/eis-o-homem.html' title='Eis o Homem'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/6558369437288406800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/eis-o-homem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6558369437288406800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6558369437288406800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/eis-o-homem.html' title='Eis o Homem'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-d05rLmec3DY/TbC_9zvCvWI/AAAAAAAAA8Q/v6afszCnjpI/s72-c/gresbante-ecce_homo-1a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-790055773261768818</id><published>2011-04-19T16:18:00.008+01:00</published><updated>2011-04-21T00:56:49.446+01:00</updated><title type='text'>Brincadeiras com fios</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-c4C48BawXxA/Ta2n9VESgSI/AAAAAAAAA8I/9MPpG-bOrBk/s1600/208382.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-c4C48BawXxA/Ta2n9VESgSI/AAAAAAAAA8I/9MPpG-bOrBk/s400/208382.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597314583960387874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Menina de Angola brincando (Foto de autor desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Este é um tipo de brincadeira que é feito com fios, isto é, com cordas, cordéis, barbantes, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega-se num pedaço de fio, atam-se os extremos, de forma a que o fio constitua uma linha fechada, e com os dedos das mãos manipula-se o fio, de modo a que ele tome diversas formas, as formas que a habilidade e a imaginação permitirem criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta brincadeira existe aqui em Portugal. Uma forma tradicionalmente feita neste país tem o nome de &lt;i&gt;cama de gato&lt;/i&gt;. Não sei quantas mais formas haverá na tradição portuguesa, mas é muito provável que haja mais algumas. Haverá ainda crianças ou adultos neste país que saibam fazer estas manipulações? Seria uma grande pena que esta tradição se perdesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode ver na imagem acima, este tipo de brincadeira não existe apenas aqui na Europa. A menina angolana que se vê na imagem usa uma tirinha de pano, como se fosse um fio, para fazer as suas próprias manipulações, tal e qual como fazem (faziam?) as suas congéneres europeias. E tal como estas, parece estar a divertir-se com a brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também na América do Sul, mais concretamente entre os índios do Brasil, existe este tipo de brincadeira. Que surpresa! Na verdade, no vídeo que se segue, podem ver-se índios da tribo Kalapalo, do Alto Xingu, no Mato Grosso, fazendo as suas próprias figuras com fios. E que figuras magníficas ele conseguem fazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: pessoas de cores diferentes e habitando continentes diferentes -- sejam elas europeias, africanas ou ameríndias -- fazem as mesmas brincadeiras e da mesma maneira. Quem diria? Está visto que fazemos todos parte de uma mesma família, a família humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/5682897?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400" height="300" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Índios Kalapalo do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-790055773261768818?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/brincadeiras-com-fios.html' title='Brincadeiras com fios'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/790055773261768818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/brincadeiras-com-fios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/790055773261768818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/790055773261768818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/brincadeiras-com-fios.html' title='Brincadeiras com fios'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-c4C48BawXxA/Ta2n9VESgSI/AAAAAAAAA8I/9MPpG-bOrBk/s72-c/208382.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-4321875468067206489</id><published>2011-04-18T15:23:00.007+01:00</published><updated>2011-04-18T15:36:00.271+01:00</updated><title type='text'>Romance do terceiro oficial de finanças</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:95%;"&gt;Ah! as coisas incríveis que eu te contava&lt;br /&gt;assim misturadas com luas e estrelas&lt;br /&gt;e a voz vagarosa como o andar da noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas incríveis que eu te contava&lt;br /&gt;e me deixavam hirto de surpresa&lt;br /&gt;na solidão da vila quieta!...&lt;br /&gt;Que eu vinha alta noite&lt;br /&gt;como quem vem de longe&lt;br /&gt;e sabe o segredo dos grandes silêncios&lt;br /&gt;-- os meus braços no jeito de pedir&lt;br /&gt;e os meus olhos pedindo&lt;br /&gt;o corpo que tu mal debruçavas da varanda!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(As coisas incríveis eu só as contava&lt;br /&gt;depois de as ouvir do teu corpo, da noite&lt;br /&gt;e da estrela, por cima dos teus cabelos.&lt;br /&gt;Aquela estrela que parecia de propósito para enfeitar os teus cabelos&lt;br /&gt;quando eu ia namorar-te...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso, que era tudo para nós,&lt;br /&gt;não era nada da vida!...&lt;br /&gt;Da vida é isto que a vida faz.&lt;br /&gt;Ah! sim, isto que a vida faz!...&lt;br /&gt;-- isto de tu seres a esposa séria e triste&lt;br /&gt;de um terceiro oficial de finanças da Câmara Municipal!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Manuel da Fonseca&lt;/span&gt; (1911-1993)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nbWmkmoNNqI/TaxJyTZ7hQI/AAAAAAAAA7s/ofiKbFcIj_Q/s1600/Santiago.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-nbWmkmoNNqI/TaxJyTZ7hQI/AAAAAAAAA7s/ofiKbFcIj_Q/s400/Santiago.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596929565466002690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O centro histórico de Santiago do Cacém (Foto: &lt;a href="http://www.fotodependente.com/member.php?action=showprofile&amp;amp;user_id=2428"&gt;&lt;u&gt;HGomes&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-4321875468067206489?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/romance-do-terceiro-oficial-de-financas.html' title='Romance do terceiro oficial de finanças'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/4321875468067206489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/romance-do-terceiro-oficial-de-financas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4321875468067206489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4321875468067206489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/romance-do-terceiro-oficial-de-financas.html' title='Romance do terceiro oficial de finanças'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nbWmkmoNNqI/TaxJyTZ7hQI/AAAAAAAAA7s/ofiKbFcIj_Q/s72-c/Santiago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-4175410673131764267</id><published>2011-04-15T00:39:00.004+01:00</published><updated>2011-04-15T09:40:44.946+01:00</updated><title type='text'>Elvis sings the blues</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/g2Bb-KGHdgk?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reconsider, baby&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Elvis Presley&lt;/span&gt;, 1960&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-4175410673131764267?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/elvis-sings-blues.html' title='Elvis sings the blues'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/4175410673131764267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/elvis-sings-blues.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4175410673131764267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/4175410673131764267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/elvis-sings-blues.html' title='Elvis sings the blues'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-552157785373215810</id><published>2011-04-11T01:28:00.005+01:00</published><updated>2011-04-11T01:51:00.073+01:00</updated><title type='text'>Um dos cafés mais bonitos do Mundo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8U0zV2mn2n0/TaJLoLMcNPI/AAAAAAAAA7k/MQHAfaix7iA/s1600/21334065.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 312px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-8U0zV2mn2n0/TaJLoLMcNPI/AAAAAAAAA7k/MQHAfaix7iA/s400/21334065.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594116840719398130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Café Majestic, no Porto (Foto: &lt;a href="http://www.panoramio.com/user/1302658"&gt;&lt;u&gt;Karppanta&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.cafemajestic.com/"&gt;&lt;u&gt;Café Majestic&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;, situado na Rua de Santa Catarina, aqui no Porto, foi considerado o sexto café mais bonito do Mundo pelo sítio &lt;a href="http://www.ucityguides.com/cities/top-10-cafes.html"&gt;&lt;u&gt;UCityGuides&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;. Fica a fazer companhia à &lt;a href="http://lelloprologolivreiro.com.sapo.pt/"&gt;&lt;u&gt;Livraria Lello&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;, também desta cidade, que é considerada a terceira livraria mais bonita do Mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-552157785373215810?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/um-dos-cafes-mais-bonitos-do-mundo.html' title='Um dos cafés mais bonitos do Mundo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/552157785373215810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/um-dos-cafes-mais-bonitos-do-mundo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/552157785373215810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/552157785373215810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/um-dos-cafes-mais-bonitos-do-mundo.html' title='Um dos cafés mais bonitos do Mundo'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8U0zV2mn2n0/TaJLoLMcNPI/AAAAAAAAA7k/MQHAfaix7iA/s72-c/21334065.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-3796612831881109305</id><published>2011-04-09T01:45:00.007+01:00</published><updated>2012-01-03T17:53:20.887Z</updated><title type='text'>Dadrá e Nagar-Aveli</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-l4MLWjNcVXY/TZ-uZ3CtW-I/AAAAAAAAA7c/3bOUplLeWK0/s1600/tarpa-dance-fstival.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593381021512719330" src="http://2.bp.blogspot.com/-l4MLWjNcVXY/TZ-uZ3CtW-I/AAAAAAAAA7c/3bOUplLeWK0/s400/tarpa-dance-fstival.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 215px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Habitantes de Dadrá e Nagar-Aveli (Foto de autor desconhecido)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os pequenos territórios de Dadrá e Nagar-Aveli, situados a cerca de 15 km de distância do território de Damão, no subcontinente indiano, foram talvez a parcela mais ignorada de todo o império português, mais ignorada ainda do que o enclave de Oecussi-Ambeno, em Timor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À semelhança de Macau, Dadrá e Nagar-Aveli não foram conquistados pelos portugueses, mas sim oferecidos. Com efeito, no ano de 1783, os maratas, que governavam aquela parte ocidental da Índia, deram-nos a Portugal, como compensação pelo afundamento de um navio português feito pela sua marinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A administração portuguesa de Dadrá e Nagar-Aveli durou até 1954, ano em que Portugal se viu obrigado a retirar, por ação de um movimento independentista local. &lt;strike&gt;Como não havia tropas portuguesas nos territórios, mas apenas autoridades administrativas, a presença portuguesa acabou sem que se tivesse disparado um único tiro.&lt;/strike&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;Em Dadrá, uma pequena guarnição policial resistiu ao ataque lançado pelo movimento, tendo morrido em combate o sub-chefe Aniceto do Rosário e o guarda António Fernandes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, os portugueses nunca souberam muito bem o que haveriam de fazer com Dadrá e Nagar-Aveli. Com Damão, sim, souberam. Damão foi um importantíssimo entreposto marítimo para o comércio português com o interior da Índia. Mas Dadrá e Nagar-Aveli não tinham saída para o mar e eram habitadas apenas por populações rurais pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-73DqIemnMxU/TZ-tOQcnj_I/AAAAAAAAA7U/fHt56OiduYE/s1600/Dadra-Nagarhaveli_1956.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593379722662219762" src="http://2.bp.blogspot.com/-73DqIemnMxU/TZ-tOQcnj_I/AAAAAAAAA7U/fHt56OiduYE/s400/Dadra-Nagarhaveli_1956.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 379px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Mapa de Dadrá e Nagar-Aveli&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Desde 1954 e até 1961, ano em que foram formalmente integradas na União Indiana, Dadrá e Nagar-Aveli foram, teoricamente, um estado independente. Em 1961, foi dada aos habitantes dos territórios a possibilidade de escolherem a sua integração num dos dois estados indianos vizinhos, Guzarate (Gujarat) ou Maharashtra, o que eles recusaram. Dadrá e Nagar-Aveli ficaram então a ser um território separado destes dois estados mas, dada a sua pequenez, não receberam eles mesmos o estatuto de Estado. Tornaram-se naquilo a que se chama um Território da União, à semelhança, aliás, do que aconteceu com Damão e Diu, que em conjunto também constituem outro Território da União. Goa, como se sabe, acabou por ser elevada à categoria de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vídeos que se seguem são vídeos de promoção turística de Dadrá e Nagar-Aveli. São, por isso, superficiais e dão realce ao pitoresco e ao exótico. Ainda por cima, estão em inglês. Mas já servem para nos dar uma ideia de como são Dadrá e Nagar-Aveli, territórios na Índia que foram portugueses durante perto de duzentos anos.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="349" width="425"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/OC4wSETWni8?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="349" width="425"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/5gXJeHi_70s?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="349" width="425"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/EGcaPCR0On8?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="349" width="425"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/gVnhobiFKZo?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-3796612831881109305?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/dadra-e-nagar-aveli.html' title='Dadrá e Nagar-Aveli'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/3796612831881109305/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/dadra-e-nagar-aveli.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3796612831881109305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3796612831881109305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/dadra-e-nagar-aveli.html' title='Dadrá e Nagar-Aveli'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-l4MLWjNcVXY/TZ-uZ3CtW-I/AAAAAAAAA7c/3bOUplLeWK0/s72-c/tarpa-dance-fstival.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-90219919031962655</id><published>2011-04-02T02:30:00.023+01:00</published><updated>2012-01-24T03:38:13.939Z</updated><title type='text'>A guerra colonial na música portuguesa</title><content type='html'>&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590792645523238514" src="http://2.bp.blogspot.com/-UZPiefTldNk/TZZ8SjFHbnI/AAAAAAAAA60/hKf3Op2PkUs/s400/Guerra-Colonial.jpeg" style="display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 305px;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A FAVOR DA GUERRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou espontaneamente, ou promovidas pela máquina de propaganda do Estado Novo, foram várias as vozes que, através da música, se manifestaram a favor da política colonial do regime, assim como da guerra que este teve que fazer, entre 1961 e 1974, para tentar travar a ascenção das colónias portuguesas à sua legítima independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo mais paradigmático da música que então se fez a favor da guerra foi, sem qualquer sombra de dúvida, o hino "Angola é Nossa", de Duarte Pestana e Santos Braga. Trata-se de um hino guerreiro por excelência, dotado de uma força e de um ímpeto tais, que mesmo nos dias de hoje ele consegue provocar arrepios a quem o ouve. O crescendo inicial das vozes, o enorme belicismo contido nas palavras, o compasso acelerado da marcha e o triunfalismo da música em tom maior dão uma impressão de avanço imparavelmente vitorioso a quem escuta. Este é um hino guerreiro perfeito. Nem os nazis conseguiriam fazer melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.oliveirasalazar.org/multimedia/Angola%20%C3%A9%20nossa%20[marcha%20militar].mp3" target="_blank"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/200/audio.gif" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Angola é Nossa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (música de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Duarte F. Pestana&lt;/span&gt; e letra de S&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;antos Braga&lt;/span&gt;), pelo Coro e Orquestra da FNAT (Federação Nacional para a Alegria no Trabalho), sob a direção de Duarte Pestana&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Angola é Nossa", diz o coro, refletindo a mentalidade colonial, como se Angola fosse um objeto que se possui, e não uma terra com gente dentro; como se os angolanos não contassem para nada, à semelhança dos servos da Europa feudal, que faziam parte integrante da terra, tal como as árvores, os bichos, os rios e as montanhas, sem direitos nem opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras músicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Bz9AJBMQ_LU" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Marcha do Soldado Português&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, por João Maria Tudela&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MmkVZuPUIvQ" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na Hora da Despedida&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, por Ada de Castro&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;a href="http://ultramar.terraweb.biz/Imagens/Guine/SousadeCastro/conjuntoarmindocampos_adeusguine/adeus%20guine.mp3" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Adeus, Guiné&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, pelo Conjunto Típico de Armindo Campos&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CONTRA A GUERRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De entre as vozes que, no campo da música, se manifestaram em Portugal contra a guerra colonial, destacaram-se sobretudo três: as vozes de Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso e Luís Cília. Os outros cantores de intervenção que se faziam ouvir no tempo da ditadura raramente, ou mesmo nunca, abordaram a temática da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao belicismo de "Angola é Nossa", Zeca Afonso contrapôs, por exemplo, "Menina dos Olhos Tristes", que é um lamento profundamente magoado, que ele mesmo criou para um poema escrito por Reinaldo Ferreira (1922-1959), um poeta português que adotou Moçambique como sua segunda pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dc105.4shared.com/img/447564519/fe077922/dlink__2Fdownload_2Fjm8ZtksE_3Ftsid_3D20110401-85817-7d6efe80/preview.mp3" target="_blank"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/200/audio.gif" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Menina dos Olhos Tristes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (música de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zeca Afonso&lt;/span&gt;, poema de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reinaldo Ferreira&lt;/span&gt;), por Zeca Afonso&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras músicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JboQW3_ZC4M" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedro Soldado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por Adriano Correia de Oliveira&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4-U9WQSmkyM" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O desertor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por Luís Cília&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A EXPERIÊNCIA DA GUERRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os muitos milhares de portugueses que combateram em Angola, Moçambique e Guiné, houve poetas e cantores, como não podia deixar de ser. Alguns destes poetas e cantores deram testemunho desta sua experiência, uns melhor do que outros. De entre os poetas que escreveram sobre a sua experiência na guerra, avulta acima de qualquer outro Manuel Alegre, que foi mobilizado para o norte de Angola em 1962.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais belos e pungentes poemas que Manuel Alegre escreveu foi musicado por Adriano Correia de Oliveira, que também o cantou. Trata-se de "Canção com Lágrimas", em que é evocado um companheiro de Manuel Alegre, que o poeta viu morrer em combate diante dos seus próprios olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.manuelalegre.com/documentos/1268642890U1oVI3ew8Fp63ZO7.mp3" target="_blank"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/200/audio.gif" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Canção com Lágrimas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (música de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adriano Correia de Oliveira&lt;/span&gt;, poema de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manuel Alegre&lt;/span&gt;), por Adriano Correia de Oliveira&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho para mim que esta é a mais bela de todas as canções que a respeito da guerra se fizeram. É verdade que não há palavras que consigam descrever o que sente um combatente, quando vê um camarada de armas morrer diante de si, perante a sua mais desesperada impotência. Não há. Manuel Alegre escreveu apenas as palavras possíveis, mas são belísimas, essas palavras.  E Adriano Correia de Oliveira conseguiu também compor e cantar uma canção que é, sem dúvida, extraordinariamente tocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras músicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cy9mQq3M2_U" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onde o Sol Castiga Mais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por Paco Bandeira&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pWSeDT93waw" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nambuangongo, meu amor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, por Paulo de Carvalho&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Ainda dentro do capítulo relativo à Experiência da Guerra, seria imperdoável não fazer uma referência ao conjunto de fados e canções que ficou conhecido como Cancioneiro do Niassa, o qual já foi objeto de um artigo neste blogue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cancioneiro do Niassa é um documento humano, histórico e sociológico preciosíssimo. Este cancioneiro foi feito pelos combatentes portugueses destacados para o Niassa, no norte de Moçambique, mas o que nele se ouve reflete igualmente de forma rigorosa, com todas as suas matizes e contradições, o que pensavam e o que sentiam os militares portugueses que combateram, não só nesta, mas também em outras frentes da guerra colonial. Para aceder ao conteúdo do Cancioneiro do Niassa, queira dirigir-se a estes endereços:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;a href="http://guerracolonial.home.sapo.pt/" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;http://guerracolonial.home.sapo.pt&lt;/u&gt;&lt;/a&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;clicar&lt;/span&gt; em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Canções do Niassa&lt;/span&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;a href="http://www.joraga.net/cancioneirodoniassa/index.htm" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;http://www.joraga.net/cancioneirodoniassa/index.htm&lt;/u&gt;&lt;/a&gt; (contém gravações originais da época).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-90219919031962655?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/guerra-colonial-na-musica-portuguesa.html' title='A guerra colonial na música portuguesa'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/90219919031962655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/guerra-colonial-na-musica-portuguesa.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/90219919031962655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/90219919031962655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/guerra-colonial-na-musica-portuguesa.html' title='A guerra colonial na música portuguesa'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-UZPiefTldNk/TZZ8SjFHbnI/AAAAAAAAA60/hKf3Op2PkUs/s72-c/Guerra-Colonial.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-6990839431628965839</id><published>2011-04-01T01:08:00.004+01:00</published><updated>2011-04-01T17:25:34.329+01:00</updated><title type='text'>Ângelo de Sousa (1938-2011)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-H4-oXdjwsVo/TZUXzKtgu-I/AAAAAAAAA6s/xndfhrV3-RQ/s1600/angelosousapm1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-H4-oXdjwsVo/TZUXzKtgu-I/AAAAAAAAA6s/xndfhrV3-RQ/s400/angelosousapm1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590400680266349538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escultura em ferro pintado de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ângelo de Sousa&lt;/span&gt;, situada em frente do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Edifício Burgo&lt;/span&gt; (de Eduardo Souto Moura), na Avenida da Boavista, Porto (Foto: &lt;a href="http://www.oportocool.pt/blog/?author=2"&gt;&lt;u&gt;oportocool&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-6990839431628965839?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/angelo-de-sousa-1938-2011.html' title='Ângelo de Sousa (1938-2011)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/6990839431628965839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/angelo-de-sousa-1938-2011.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6990839431628965839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6990839431628965839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/04/angelo-de-sousa-1938-2011.html' title='Ângelo de Sousa (1938-2011)'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-H4-oXdjwsVo/TZUXzKtgu-I/AAAAAAAAA6s/xndfhrV3-RQ/s72-c/angelosousapm1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-8778188367043874247</id><published>2011-03-24T10:24:00.003Z</published><updated>2011-03-24T10:43:52.446Z</updated><title type='text'>Nanuk, o Esquimó</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-KRM3i7A0umc/TYscSh5nJxI/AAAAAAAAA6k/YLw6mlho8KA/s1600/Robert_Flaherty_Nyla_1920.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 333px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KRM3i7A0umc/TYscSh5nJxI/AAAAAAAAA6k/YLw6mlho8KA/s400/Robert_Flaherty_Nyla_1920.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587590867346466578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nyla, esposa de Nanuk&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos, assisti aqui no Porto a um ciclo de cinema mudo que me permitiu travar conhecimento com algumas das maiores obras-primas de toda a história do cinema. Vi então filmes cuja qualidade nunca foi ultrapassada até hoje, apesar da avançada tecnologia digital de que a indústria do cinema dispõe agora. A tecnologia, por mais avançada que possa ser, não consegue nunca substituir a criatividade, que até ver ainda só é uma característica do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os filmes apresentados no ciclo referido, contava-se &lt;b&gt;&lt;i&gt;Nanuk, o Esquimó&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (em inglês &lt;b&gt;&lt;i&gt;Nanook of the North&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;), que foi realizado em 1922 por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Robert J. Flaherty&lt;/span&gt;. Trata-se de um documentário sobre a vida de um caçador &lt;span style="font-style:italic;"&gt;inuit&lt;/span&gt; (antigamente chamado esquimó) do Ártico Canadiano, a sua família e os seus companheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme &lt;b&gt;&lt;i&gt;Nanuk, o Esquimó&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é considerado o primeiro documentário antropológico em longa metragem da história do cinema. O resultado é verdadeiramente brilhante, apesar de muitas das suas passagens terem sido encenadas, em vez de terem sido filmadas &lt;i&gt;ao vivo&lt;/i&gt;. Não se pode esquecer que o equipamento cinematográfico daquele tempo era demasiado grande e pesado para que se pudessem fazer filmes do tipo &lt;i&gt;cinéma vérité&lt;/i&gt;. Mesmo assim, há que reconhecer que o resultado é extraordinariamente convincente e que, no fundo, o realizador não traiu o seu propósito de dar a conhecer a duríssima vida de uma comunidade que vive sempre com a morte a rondar por perto, num dos ambientes mais duros e implacáveis a que a raça humana alguma vez conseguiu adaptar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aguçar o apetite, observe o seguinte fragmento do filme e veja o que é que Nanuk traz dentro da sua canoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/cob7rVk02dA?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/cob7rVk02dA?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O filme completo, com legendas em português, pode ser visto aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RKB8p2gLcaY"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=RKB8p2gLcaY&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-8778188367043874247?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/nanuk-o-esquimo.html' title='Nanuk, o Esquimó'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/8778188367043874247/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/nanuk-o-esquimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8778188367043874247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/8778188367043874247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/nanuk-o-esquimo.html' title='Nanuk, o Esquimó'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KRM3i7A0umc/TYscSh5nJxI/AAAAAAAAA6k/YLw6mlho8KA/s72-c/Robert_Flaherty_Nyla_1920.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5640022131251577472</id><published>2011-03-21T02:39:00.007Z</published><updated>2011-05-04T01:16:10.686+01:00</updated><title type='text'>O guerrilheiro Didi</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-y7ta4d89NW4/TYa3XjQ4F8I/AAAAAAAAA6c/x1SLaKmPgz4/s1600/Z6_Nevoeiro_no_Muabi_Maiombe.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 314px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-y7ta4d89NW4/TYa3XjQ4F8I/AAAAAAAAA6c/x1SLaKmPgz4/s400/Z6_Nevoeiro_no_Muabi_Maiombe.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586354003030579138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Aguarela de Albano Neves e Sousa)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Com o título em epígrafe, publiquei há dias um artigo que reproduzia, tão fielmente quanto possível, a narração de um diálogo ocorrido entre um guerrilheiro que foi feito prisioneiro e o comandante da força que o capturou, assim como a profunda perturbação que este diálogo provocou no espírito deste último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de seguida, retirei o artigo do blogue, porque achei (e continuo a achar) que não tenho o direito de expor em público, sem a sua autorização, os sentimentos de outra pessoa, que neste caso são os do comandante da força captora. Esta pessoa está viva e de boa saúde e certamente não gostará de se ver assim exposta na Internet, ainda que eu tenha tido o cuidado de esconder a sua identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo tentado, porém, a dar a conhecer a atitude exibida pelo guerrilheiro capturado. Para tal, eu poderia reescrever a narrativa, dando-lhe uma forma mais literária, digamos, em vez de tentar reproduzi-la literalmente, como fiz inicialmente. Mas não a reescrevo porque não tenho dotes de escritor. A reescrita resultaria de certeza num texto medíocre e, sobretudo, pouco convincente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guerrilheiro Didi existiu mesmo. A sua captura aconteceu mesmo. O diálogo ocorreu mesmo. O epílogo dos acontecimentos foi mesmo o que foi contado. Não tenho dúvidas nenhumas sobre isso, porque quem narrou estava demasiado abalado para poder "romancear" o que quer que fosse. Acabei por decidir publicar apenas alguns extratos da narrativa original, isto é, os extratos que não exponham os sentimentos do narrador, embora isso retire impacto à narrativa. Os extratos são os que se seguem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um dia semelhante a muitos outros, num quartel do mato do Exército Português, algures em Angola antes de 1974. A dado momento, chegou uma coluna militar vinda de um outro quartel, comandada por um alferes miliciano. Depois de ter tratado dos assuntos que ali o haviam trazido, o alferes visitante sentou-se numa cadeira, a fim de descansar, matar a sede e conviver um pouco com dois ou três camaradas seus da companhia de caçadores ali aquartelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um ar extraordinariamente abatido, como nunca lhe tinha sido visto antes, o alferes visitante falou assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Na última operação, o meu pelotão capturou um guerrilheiro. Vivo e armado. Foi trazido à minha presença e fiz-lhe um primeiro interrogatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Comecei por lhe pedir para se identificar. Disse-me que era o guerrilheiro Didi, da 1ª Região Político-Militar do MPLA, de seu nome próprio fulano de tal. Perguntei-lhe quem era o seu comandante. Respondeu-me que era o Jacob Caetano "Monstro Imortal". Fiz-lhe mais algumas perguntas sobre o MPLA e sobre a guerra em geral. Respondeu-me só a algumas, não tendo revelado nada que nós já não soubéssemos. A outras perguntas recusou-se a responder e eu não insisti. A minha intenção, naquele momento, não era extrair-lhe informações, mas sim saber a razão pela qual ele nos combatia. Foi isso o que lhe perguntei a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Com ar sereno e olhar firme, o Didi respondeu-me que combatia a opressão colonial, a miséria, a fome, o analfabetismo, o racismo, os maus tratos e as humilhações que os angolanos sofrem todos os dias na sua própria terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«(...) o Didi falou-me com ar calmo e de cabeça levantada. Tanto, que cheguei a duvidar que ele estivesse consciente da verdadeira situação em que se encontrava. Por isso lhe perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«-- Você imagina qual é o destino que lhe poderá estar reservado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«-- Acho que sim, -- respondeu-me ele -- certamente vou ser torturado e vou acabar por ser morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Fiquei impressionado com a resposta e não pude deixar de lhe notar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«-- E você diz isso com essa serenidade toda... Não sente medo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O Didi respondeu-me:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«-- Claro que sinto medo. Estou morto de medo. Mas vou fazer o quê? Chorar? O que é que eu ganho com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Perguntei-lhe ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«-- Quer dizer, então, que está pronto para morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«E o Didi respondeu, sem vacilar, sem uma tremura na voz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«-- Estou pronto para morrer. Morro pela liberdade do meu povo. (...)»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O guerrilheiro Didi acabou por ser entregue à PIDE/DGS e nunca mais se ouviu falar dele.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5640022131251577472?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/o-guerrilheiro-didi_21.html' title='O guerrilheiro Didi'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5640022131251577472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/o-guerrilheiro-didi_21.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5640022131251577472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5640022131251577472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/o-guerrilheiro-didi_21.html' title='O guerrilheiro Didi'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-y7ta4d89NW4/TYa3XjQ4F8I/AAAAAAAAA6c/x1SLaKmPgz4/s72-c/Z6_Nevoeiro_no_Muabi_Maiombe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-6096456994459034841</id><published>2011-03-20T02:09:00.007Z</published><updated>2011-03-22T16:38:00.095Z</updated><title type='text'>Sê bem-vinda, primavera</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Gll5NrjVqqU/TYVk5oyR1AI/AAAAAAAAA6U/fI-nmBkTBVg/s1600/rode_camelia.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gll5NrjVqqU/TYVk5oyR1AI/AAAAAAAAA6U/fI-nmBkTBVg/s400/rode_camelia.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585981854186591234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Foto: &lt;a href="http://turboton.web-log.nl/turboton/"&gt;&lt;u&gt;Turboton&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pdc.s33.coreserver.jp/classic/file/404.mp3"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3306/2036/200/audio.gif" /&gt;&lt;u&gt;1º andamento (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Langsam, schleppend; immer sehr gemächlich&lt;/span&gt;), da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sinfonia nº 1 em Ré Maior, "Titan"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Gustav Mahler&lt;/span&gt; (1860-1911), pela &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Orquestra Sinfónica da NBC&lt;/span&gt; dirigida por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bruno Walter&lt;/span&gt;, numa gravação histórica datada de 1939&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-6096456994459034841?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/se-bem-vinda-primavera.html' title='Sê bem-vinda, primavera'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/6096456994459034841/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/se-bem-vinda-primavera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6096456994459034841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6096456994459034841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/se-bem-vinda-primavera.html' title='Sê bem-vinda, primavera'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Gll5NrjVqqU/TYVk5oyR1AI/AAAAAAAAA6U/fI-nmBkTBVg/s72-c/rode_camelia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1830137236713722240</id><published>2011-03-19T00:52:00.005Z</published><updated>2011-03-19T11:37:42.077Z</updated><title type='text'>Calçada de Carriche</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Luísa sobe,&lt;br /&gt;sobe a calçada,&lt;br /&gt;sobe e não pode&lt;br /&gt;que vai cansada.&lt;br /&gt;Sobe, Luísa,&lt;br /&gt;Luísa, sobe,&lt;br /&gt;sobe que sobe&lt;br /&gt;sobe a calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu de casa&lt;br /&gt;de madrugada;&lt;br /&gt;regressa a casa&lt;br /&gt;é já noite fechada.&lt;br /&gt;Na mão grosseira,&lt;br /&gt;de pele queimada,&lt;br /&gt;leva a lancheira&lt;br /&gt;desengonçada.&lt;br /&gt;Anda, Luísa,&lt;br /&gt;Luísa, sobe,&lt;br /&gt;sobe que sobe,&lt;br /&gt;sobe a calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luísa é nova,&lt;br /&gt;desenxovalhada,&lt;br /&gt;tem perna gorda,&lt;br /&gt;bem torneada.&lt;br /&gt;Ferve-lhe o sangue&lt;br /&gt;de afogueada;&lt;br /&gt;saltam-lhe os peitos&lt;br /&gt;na caminhada.&lt;br /&gt;Anda, Luísa.&lt;br /&gt;Luísa, sobe,&lt;br /&gt;sobe que sobe,&lt;br /&gt;sobe a calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam magalas,&lt;br /&gt;rapaziada,&lt;br /&gt;palpam-lhe as coxas,&lt;br /&gt;não dá por nada.&lt;br /&gt;Anda, Luísa,&lt;br /&gt;Luísa, sobe,&lt;br /&gt;sobe que sobe,&lt;br /&gt;sobe a calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a casa&lt;br /&gt;não disse nada.&lt;br /&gt;Pegou na filha,&lt;br /&gt;deu-lhe a mamada;&lt;br /&gt;bebeu da sopa&lt;br /&gt;numa golada;&lt;br /&gt;lavou a loiça,&lt;br /&gt;varreu a escada;&lt;br /&gt;deu jeito à casa&lt;br /&gt;desarranjada;&lt;br /&gt;coseu a roupa&lt;br /&gt;já remendada;&lt;br /&gt;despiu-se à pressa,&lt;br /&gt;desinteressada;&lt;br /&gt;caiu na cama&lt;br /&gt;de uma assentada;&lt;br /&gt;chegou o homem,&lt;br /&gt;viu-a deitada;&lt;br /&gt;serviu-se dela,&lt;br /&gt;não deu por nada.&lt;br /&gt;Anda, Luísa.&lt;br /&gt;Luísa, sobe,&lt;br /&gt;sobe que sobe,&lt;br /&gt;sobe a calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã débil,&lt;br /&gt;sem alvorada,&lt;br /&gt;salta da cama,&lt;br /&gt;desembestada;&lt;br /&gt;puxa da filha,&lt;br /&gt;dá-lhe a mamada;&lt;br /&gt;veste-se à pressa,&lt;br /&gt;desengonçada;&lt;br /&gt;anda, ciranda,&lt;br /&gt;desaustinada;&lt;br /&gt;range o soalho&lt;br /&gt;a cada passada;&lt;br /&gt;salta para a rua,&lt;br /&gt;corre açodada,&lt;br /&gt;galga o passeio,&lt;br /&gt;desce a calçada,&lt;br /&gt;desce a calçada,&lt;br /&gt;chega à oficina&lt;br /&gt;à hora marcada,&lt;br /&gt;puxa que puxa,&lt;br /&gt;larga que larga,&lt;br /&gt;puxa que puxa,&lt;br /&gt;larga que larga,&lt;br /&gt;puxa que puxa,&lt;br /&gt;larga que larga,&lt;br /&gt;puxa que puxa,&lt;br /&gt;larga que larga;&lt;br /&gt;toca a sineta&lt;br /&gt;na hora aprazada,&lt;br /&gt;corre à cantina,&lt;br /&gt;volta à toada,&lt;br /&gt;puxa que puxa,&lt;br /&gt;larga que larga,&lt;br /&gt;puxa que puxa,&lt;br /&gt;larga que larga,&lt;br /&gt;puxa que puxa,&lt;br /&gt;larga que larga.&lt;br /&gt;Regressa a casa&lt;br /&gt;é já noite fechada.&lt;br /&gt;Luísa arqueja&lt;br /&gt;pela calçada.&lt;br /&gt;Anda, Luísa,&lt;br /&gt;Luísa, sobe,&lt;br /&gt;sobe que sobe,&lt;br /&gt;sobe a calçada,&lt;br /&gt;sobe que sobe,&lt;br /&gt;sobe a calçada,&lt;br /&gt;sobe que sobe,&lt;br /&gt;sobe a calçada.&lt;br /&gt;Anda, Luísa,&lt;br /&gt;Luísa, sobe,&lt;br /&gt;sobe que sobe,&lt;br /&gt;sobe a calçada. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;António Gedeão&lt;/span&gt; (1906-1997), in &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Teatro do Mundo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Rse-KFRm310/TYP-q4dBV9I/AAAAAAAAA6M/YUg4untgM5I/s1600/operarias1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 241px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585587975531616210" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Rse-KFRm310/TYP-q4dBV9I/AAAAAAAAA6M/YUg4untgM5I/s400/operarias1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Fotograma do filme &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Ouvrières du Monde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Marie-France Collard)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1830137236713722240?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/calcada-de-carriche.html' title='Calçada de Carriche'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1830137236713722240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/calcada-de-carriche.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1830137236713722240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1830137236713722240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/calcada-de-carriche.html' title='Calçada de Carriche'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Rse-KFRm310/TYP-q4dBV9I/AAAAAAAAA6M/YUg4untgM5I/s72-c/operarias1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-7306472542595314563</id><published>2011-03-10T01:22:00.009Z</published><updated>2011-03-10T01:53:57.638Z</updated><title type='text'>O Pulo do Lobo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-0eEKvqPEBB8/TXgq7_sP0nI/AAAAAAAAA6E/KW6Brn0Wfrc/s1600/Pulo%2Bdo%2BLobo.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0eEKvqPEBB8/TXgq7_sP0nI/AAAAAAAAA6E/KW6Brn0Wfrc/s400/Pulo%2Bdo%2BLobo.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582258948323398258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Início da cascata do Pulo do Lobo, no Rio Guadiana (Foto: &lt;a href="http://live-land.blogspot.com/"&gt;&lt;u&gt;Homem de Campos&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Pulo do Lobo é uma bela e surpreendente cascata existente no Rio Guadiana, situada mais ou menos no local em que este rio entra no concelho de Mértola. O rio, que até aí vinha fluindo pachorrento, por entre as suaves ondulações que moldam a paisagem alentejana, entra subitamente numa zona rochosa e desnivelada. O rio é comprimido pela rocha e começa a saltar, de desnível em desnível, até passar todo ele por um estrangulamento que tem apenas um par de metros de largura, que é o Pulo do Lobo propriamente dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o estrangulamento, o rio dá mais uns saltos e continua o seu curso, serpenteando através de um profundo canal de formas caprichosas, que a força das suas águas foi cavando ao longo dos tempos. É a chamada Corredoura, que se estende quase até à vila de Mértola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-hnnETdjoleI/TXgpWVt7A2I/AAAAAAAAA58/rLWI0tIOH78/s1600/IMG_1420-1024x768.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-hnnETdjoleI/TXgpWVt7A2I/AAAAAAAAA58/rLWI0tIOH78/s400/IMG_1420-1024x768.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582257201889346402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Pulo do Lobo visto do alto, seguido da Corredoura, à esquerda (Foto: &lt;a href="http://www.modestodemota.com/"&gt;&lt;u&gt;Modesto de Mota&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que mais atrai no Pulo do Lobo não é o desnível total da cascata, que é só de cerca de 15 a 20 metros. É a beleza das formas criadas na rocha pela força das águas. É a própria força das águas, em épocas em que o rio estiver caudaloso, que jorram em jatos fortíssimos e borbulham furiosamente. É a surpresa de, ao chegarmos, encontrarmos de repente um fenómeno cuja existência nada -- absolutamente nada -- faz prever na paisagem envolvente. É a beleza desta mesma paisagem alentejana, de montes, pastos e trigais. É o ar perfumado pelas humildes flores do campo. É o céu vibrantemente azul que tudo cobre. É, enfim, o facto de estarmos ali e desejarmos que aquele momento mágico não acabe nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o  momento mágico tem de acabar. Mais tarde ou mais cedo temos de nos ir embora, com a nossa alma purificada pelo que ali sentimos e com o nosso corpo gritando de repente um apetite aberto pelo perfume do rosmaninho e do alecrim. Ansiamos almoçar, mas não uma comida qualquer. Ansiamos um almoço que seja o complemento da felicidade que acabámos de sentir naquele local. O que ansiamos almoçar, afinal, é um prato da gastronomia alentejana, que é única e incomparável. Não há outra gastronomia assim no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proponho que se vá almoçar a Serpa, de preferência no coração desta vila. E proponho que se coma, por exemplo, um ensopado de borrego, daqueles a sério, confecionado à maneira dos ganhões do Alentejo e regado por um tinto local (também pode ser de Pias), que é um néctar dos deuses. Como entrada, ou então à sobremesa ou em qualquer outra ocasião, não se deve deixar de saborear o queijo de Serpa, acompanhado por loiro pão feito de trigo, também alentejano. Será um dia em cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-gCGePO1-G7w/TXgn9aYt81I/AAAAAAAAA50/D6vbsyCVALk/s1600/3257474.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-gCGePO1-G7w/TXgn9aYt81I/AAAAAAAAA50/D6vbsyCVALk/s400/3257474.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582255674134229842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pormenor da cascata do Pulo do Lobo (Foto: &lt;a href="http://br.olhares.com/dirnel"&gt;&lt;u&gt;José Dionísio Ruivo Neca&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-7306472542595314563?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/o-pulo-do-lobo.html' title='O Pulo do Lobo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/7306472542595314563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/o-pulo-do-lobo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7306472542595314563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/7306472542595314563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/o-pulo-do-lobo.html' title='O Pulo do Lobo'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0eEKvqPEBB8/TXgq7_sP0nI/AAAAAAAAA6E/KW6Brn0Wfrc/s72-c/Pulo%2Bdo%2BLobo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-3096040158354411290</id><published>2011-03-08T18:14:00.004Z</published><updated>2011-03-08T18:18:34.521Z</updated><title type='text'>Carnaval</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/_ieWwrmygbA?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Manhã de Carnaval&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de Luis Bonfá e António Maria, por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nara Leão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-3096040158354411290?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/carnaval.html' title='Carnaval'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/3096040158354411290/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/carnaval.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3096040158354411290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3096040158354411290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/carnaval.html' title='Carnaval'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1964760923795006409</id><published>2011-03-04T01:52:00.009Z</published><updated>2011-06-21T16:58:01.254+01:00</updated><title type='text'>A Morte do Cisne</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;;width: 358px; height: 208px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-BWsS39woGTY/TXBF_r3zuII/AAAAAAAAA5s/bjtAvn6qSt8/s400/pavlova.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580036898722920578" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A bailarina russa Anna Pavlova (1881-1931), no bailado &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Morte do Cisne&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Morte do Cisne&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é um curto bailado a solo, baseado no 13º andamento, "O Cisne", da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;suite &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Carnaval dos Animais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que o compositor francês Camille Saint-Saëns compôs em 1886. O bailado foi criado pelo coreógrafo e bailarino russo Mikhail Fokine, a pedido da bailarina, também russa, Anna Pavlova, e foi estreado em 1905. Anna Pavlova dançou-o cerca de 4000 vezes! No vídeo que se segue, podemos vê-la dançar este bailado, tal como ficou registado em filme no ano de 1925. A música foi acrescentada posteriormente, já que o filme era mudo. Nele, Anna Pavlova sugere a agonia trágica de um cisne ferido de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/YW01o9x0Alc?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/YW01o9x0Alc?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Muitas outras bailarinas interpretaram este bailado ao longo dos anos. Entre elas esteve outra russa, chamada Maya Plissetskaya, que o dançou praticamente até ao ano de 1990. Maya Plissetskaya executou-o de uma forma muito mais fluida e suave do que Anna Pavlova. Ao dramatismo que esta bailarina emprestava à peça, Maya Plissetskaya contrapôs o lirismo melancólico de um cisne que vai morrendo pouco a pouco. É isto o que se pode observar no vídeo que se segue, que nos mostra Maya Plissetskaya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/mpQZT_Ge9pg?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/mpQZT_Ge9pg?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Recebi por &lt;span style="font-style:italic;"&gt;email&lt;/span&gt; uma forte recomendação para visualizar no Youtube um determinado vídeo, que mostra &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Morte do Cisne&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; interpretada por um jovem brasileiro de 20 anos, chamado John Lennon da Silva (o padrinho dele merecia levar um tiro). No vídeo, o John Lennon brasileiro dança &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Morte do Cisne&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; como um jovem urbano que é, aplicando técnicas da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;street dance&lt;/span&gt;. O brilhante resultado é como se pode ver a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/RM2Aio9mvNE?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/RM2Aio9mvNE?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1964760923795006409?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/morte-do-cisne.html' title='A Morte do Cisne'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1964760923795006409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/morte-do-cisne.html#comment-form' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1964760923795006409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1964760923795006409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/03/morte-do-cisne.html' title='A Morte do Cisne'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BWsS39woGTY/TXBF_r3zuII/AAAAAAAAA5s/bjtAvn6qSt8/s72-c/pavlova.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-3676629973687456082</id><published>2011-02-27T00:04:00.005Z</published><updated>2011-02-27T00:19:50.697Z</updated><title type='text'>Barém (Bahrain)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-8benpsLJSwE/TWmVKAwGvFI/AAAAAAAAA5k/swRvAWt8s-4/s1600/bahrein.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8benpsLJSwE/TWmVKAwGvFI/AAAAAAAAA5k/swRvAWt8s-4/s400/bahrein.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578153612708068434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Qal'at al-Bahrain&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, a fortaleza portuguesa do Barém ou Bahrain (Foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/obekenobi/"&gt;&lt;u&gt;Abe World!&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um dos países árabes onde têm estado a ocorrer manifestações contra o poder estabelecido é o pequeno reino do Bahrain, em português Barém, que é uma antiga possessão portuguesa. É verdade. O Barém já foi de Portugal. O domínio português sobre o território é pouco referido, porque já ocorreu há mais de quatro séculos, concretamente entre 1521 e 1602. Durou, portanto, cerca de 81 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é dificil adivinhar porque é que Portugal se foi meter num "vespeiro", com a conquista de um pequeno território insular rodeado de inimigos por todos os lados, porque situado bem no interior do Golfo Pérsico e a pequena distância da Península Arábica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Barém só tivesse areia, certamente que os portugueses não se interessariam por ele. Mas ele tinha -- e continua a ter -- uma riqueza que despertou a cobiça lusa: pérolas. Além disso, o domínio do Barém dava aos portugueses acesso ao comércio de outras riquezas provenientes das regiões envolventes do Golfo Pérsico, como os cavalos da Arábia, os tapetes da Pérsia, as musselinas do Curdistão e outras riquezas mais, além das pérolas também provenientes de outros pontos da costa do Golfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de a presença portuguesa no Barém já ter acabado há muito tempo, alguns vestígios ficaram dessa presença. O vestígio mais importante de todos é a fortaleza portuguesa, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Qal'at al-Burtughal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mais frequentemente chamada &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Qal'at al-Bahrain&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Foi erguida no cimo de uma colina artificial, que começou a ser construída por volta do ano 2300 AC. A fortaleza e a colina foram classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-3676629973687456082?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/barem-bahrain.html' title='Barém (Bahrain)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/3676629973687456082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/barem-bahrain.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3676629973687456082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3676629973687456082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/barem-bahrain.html' title='Barém (Bahrain)'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8benpsLJSwE/TWmVKAwGvFI/AAAAAAAAA5k/swRvAWt8s-4/s72-c/bahrein.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-6991013549150946706</id><published>2011-02-26T00:50:00.006Z</published><updated>2011-02-26T16:05:53.339Z</updated><title type='text'>A BBC deixou de falar português</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 400px; height: 182px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-IUyrApBcFiI/TWhOkrDYMwI/AAAAAAAAA5c/lkjAQUilwGQ/s400/201102251212272009030412374310.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577794530437509890" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alguns membros da última redação da BBC em português (da esquerda para a direita): Marina Tadeu, Leo Guevane, Filipe Correia de Sá, Bruno Portela, Teresa Lima (chefe da redação), Hermínia Monteiro e Aires Walter dos Santos (Foto: &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/home/i/"&gt;&lt;u&gt;BBC&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Setenta e dois anos depois de terem iniciado, acabaram as emissões em língua portuguesa da rádio britânica BBC (British Broadcasting Corporation). Brutais cortes orçamentais ditaram o fim de um dos serviços de rádio em português mais prestigiados do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou sentir muito a falta de uma estação que, através das ondas curtas, sempre me informou com o maior rigor e isenção possíveis. No tempo da ditadura do Estado Novo, o Serviço Português da BBC deu-me a conhecer factos e acontecimentos, ocorridos em Portugal e no Mundo, que eram silenciados pela censura do regime de Salazar e Marcelo Caetano. Mais tarde, foi também -- e sobretudo -- através da BBC que me fui informando sobre o que se passava nos novos estados africanos de língua oficial portuguesa e na África em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei durante quanto tempo é que a última emissão -- que foi para o ar às 20 horas e 30 minutos do dia 25 de Fevereiro passado -- irá estar disponível na Internet. Enquanto for possível, pode ser escutada &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/mediaselector/check/portugueseafrica/meta/tx/portugueseafrica_londreshora?size=au&amp;amp;bgc=003399&amp;amp;lang=pt&amp;amp;nbram=1&amp;amp;nbwm=1"&gt;&lt;u&gt;aqui&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;. Um texto de despedida e de resumo da história do Serviço pode ser lido &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2011/02/110225_bbcforafricasg.shtml"&gt;&lt;u&gt;aqui&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-6991013549150946706?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/bbc-deixou-de-falar-portugues.html' title='A BBC deixou de falar português'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/6991013549150946706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/bbc-deixou-de-falar-portugues.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6991013549150946706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/6991013549150946706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/bbc-deixou-de-falar-portugues.html' title='A BBC deixou de falar português'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IUyrApBcFiI/TWhOkrDYMwI/AAAAAAAAA5c/lkjAQUilwGQ/s72-c/201102251212272009030412374310.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1584651507246701927</id><published>2011-02-22T01:39:00.005Z</published><updated>2011-02-23T12:56:42.973Z</updated><title type='text'>Estranha forma de tocar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-SDw1JpSiZJ4/TWMWlMhkwbI/AAAAAAAAA5U/7kYWMaaZa_M/s1600/0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-SDw1JpSiZJ4/TWMWlMhkwbI/AAAAAAAAA5U/7kYWMaaZa_M/s400/0.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576325591887823282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer uma senhora, por causa do lenço que usa na cabeça, mas é um homem. Chama-se Ronnie Moipolai, é cidadão do Botswana e vive numa aldeia chamada Kopong, situada a cerca de 50 km de Gaborone, a capital do seu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronnie já não é novidade para muita gente; os seus vídeos têm estado a "circular" pela Internet há já algum tempo. Mesmo assim, acho que vale a pena mostrar aqui este grande músico africano que, apesar de não ter tido uma aprendizagem musical formal, toca viola (violão) de uma maneira verdadeiramente surpreendente e com resultados magníficos. É um génio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/Fq0CXfiGjMw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/Fq0CXfiGjMw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/6qSPQOrmvHE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/6qSPQOrmvHE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1584651507246701927?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/estranha-forma-de-tocar.html' title='Estranha forma de tocar'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1584651507246701927/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/estranha-forma-de-tocar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1584651507246701927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1584651507246701927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/estranha-forma-de-tocar.html' title='Estranha forma de tocar'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SDw1JpSiZJ4/TWMWlMhkwbI/AAAAAAAAA5U/7kYWMaaZa_M/s72-c/0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-9073961322447436912</id><published>2011-02-18T01:25:00.009Z</published><updated>2011-02-20T00:59:53.856Z</updated><title type='text'>Rimas populares infantis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-zvKhmod6feg/TV3TILlEWFI/AAAAAAAAA44/JIFKCvmvRko/s1600/crian_as_em_roda.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 304px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zvKhmod6feg/TV3TILlEWFI/AAAAAAAAA44/JIFKCvmvRko/s400/crian_as_em_roda.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574844051255220306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;-- Bom barqueiro, bom barqueiro,&lt;br /&gt;deixa-me passar.&lt;br /&gt;Tenho filhos pequeninos&lt;br /&gt;p'ra acabar de criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Passará, passará,&lt;br /&gt;mas algum deixará.&lt;br /&gt;Se não for o da frente,&lt;br /&gt;há-de ser o de trás.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Pico, pico, maçarico,&lt;br /&gt;quem te deu tamanho bico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a pomba da balança,&lt;br /&gt;deu um pulo e pôs-se em França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavalos a correr,&lt;br /&gt;as meninas a aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será a mais bonita&lt;br /&gt;que se há-de esconder?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Uma meia meia feita,&lt;br /&gt;outra meia por fazer.&lt;br /&gt;Diga lá, minha menina,&lt;br /&gt;quantas meias vêm a ser.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Indo eu, indo eu&lt;br /&gt;a caminho de Viseu,&lt;br /&gt;encontrei o meu amor.&lt;br /&gt;Ai Jesus, que lá vou eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó rezus truz truz,&lt;br /&gt;Ó rezás trás trás.&lt;br /&gt;Ó rezus truz truz,&lt;br /&gt;Ó rezás trás trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora chega, chega, chega,&lt;br /&gt;Ora afasta lá pr'a trás.&lt;br /&gt;Ora chega, chega, chega,&lt;br /&gt;Ora afasta lá pr'a trás.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;-- Ah, ah, ah,&lt;br /&gt;minha Machadinha,&lt;br /&gt;quem te pôs na roda&lt;br /&gt;sabendo que és minha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que és minha,&lt;br /&gt;também eu sou tua.&lt;br /&gt;Salta Machadinha&lt;br /&gt;p'ra o meio da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- No meio da rua&lt;br /&gt;não hei-de eu ficar.&lt;br /&gt;Hei-de ir à roda&lt;br /&gt;buscar o meu par.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Escolha o par&lt;br /&gt;que lhe agradar.&lt;br /&gt;Um raminho de violetas&lt;br /&gt;para acompanhar.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Era uma vez&lt;br /&gt;um gato maltês.&lt;br /&gt;Tocava piano&lt;br /&gt;e falava francês.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Era uma vez.&lt;br /&gt;Queres que te conte outra vez?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;-- Dez e dez?&lt;br /&gt;-- Vinte.&lt;br /&gt;-- Vai ao diabo que te pinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Vinte e vinte?&lt;br /&gt;-- Quarenta.&lt;br /&gt;-- És o burro da minha ferramenta.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A batatinha quando nasce&lt;br /&gt;deita a rama pelo chão.&lt;br /&gt;As meninas que namoram&lt;br /&gt;põem a mão no coração.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ó Manel Tintim,&lt;br /&gt;ó Manel Tintão,&lt;br /&gt;pousa a canastrinha,&lt;br /&gt;dá c'o cu no chão.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Fernandinho foi ao vinho,&lt;br /&gt;entornou o copo pelo caminho.&lt;br /&gt;Ai do copo, ai do vinho,&lt;br /&gt;ai do cu do Fernandinho.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Dlim, dlão.&lt;br /&gt;Cabeça de cão.&lt;br /&gt;Menina bonita&lt;br /&gt;não tem coração.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;-- Eu fui ao Jardim Celeste.&lt;br /&gt;Giroflé giroflá.&lt;br /&gt;Eu fui ao Jardim Celeste.&lt;br /&gt;Giroflé flé flá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- O que foste lá fazer?&lt;br /&gt;Giroflé giroflá.&lt;br /&gt;O que foste lá fazer?&lt;br /&gt;Giroflé flé flá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Fui lá buscar uma ... (flor).&lt;br /&gt;Giroflé giroflá.&lt;br /&gt;Fui lá buscar uma ... (flor).&lt;br /&gt;Giroflé flé flá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Para quem é essa ... (flor)?&lt;br /&gt;Giroflé giroflá.&lt;br /&gt;Para quem é essa ... (flor)?&lt;br /&gt;Giroflé flé flá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- É para a menina ... (nome).&lt;br /&gt;Giroflé giroflá.&lt;br /&gt;É para a menina ... (nome).&lt;br /&gt;Giroflé flé flá.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Sebastião come tudo, tudo, tudo,&lt;br /&gt;Sebastião come tudo sem colher.&lt;br /&gt;Sebastião é um gordo barrigudo&lt;br /&gt;e depois dá pancada na mulher.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;width: 64px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Gp0XfMUQL2E/TV3PpN9Hz9I/AAAAAAAAA4w/ZN2DhB7t9nU/s200/As-crian%25C3%25A7as-s%25C3%25A3o-nossos-exemplos-64x64.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574840220782153682" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Babona que estás no meio,&lt;br /&gt;ó babona.&lt;br /&gt;Estás feita uma toleirona,&lt;br /&gt;ó babona.&lt;br /&gt;Estás vendo o anel passar,&lt;br /&gt;ó babona,&lt;br /&gt;sem nunca o poderes achar,&lt;br /&gt;ó babona.&lt;br /&gt;Ele aí vai, ele aí vem,&lt;br /&gt;ele por aqui passou,&lt;br /&gt;passou, passou, passou...&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-9073961322447436912?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/rimas-populares-infantis.html' title='Rimas populares infantis'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/9073961322447436912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/rimas-populares-infantis.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/9073961322447436912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/9073961322447436912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/rimas-populares-infantis.html' title='Rimas populares infantis'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zvKhmod6feg/TV3TILlEWFI/AAAAAAAAA44/JIFKCvmvRko/s72-c/crian_as_em_roda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5367343967837188055</id><published>2011-02-16T01:07:00.010Z</published><updated>2011-02-19T22:50:38.878Z</updated><title type='text'>Carta a meus filhos sobre os Fuzilamentos de Goya</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-DrLJsAuUuB0/TVsjm5g7YII/AAAAAAAAA4g/2nAEyyp27lQ/s1600/786px-Francisco_de_Goya_y_Lucientes_-_Los_fusilamientos_del_tres_de_mayo_-_1814.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 305px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-DrLJsAuUuB0/TVsjm5g7YII/AAAAAAAAA4g/2nAEyyp27lQ/s400/786px-Francisco_de_Goya_y_Lucientes_-_Los_fusilamientos_del_tres_de_mayo_-_1814.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574088114982051970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;El tres de Mayo de 1808&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Los fusilamientos de Príncipe Pío&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, pintado em 1814 por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Francisco de Goya&lt;/span&gt; (1746-1828), óleo sobre tela que representa o fuzilamento de 44 madrilenos pelas tropas napoleónicas, na noite de 2 para 3 de Maio de 1808, na colina do Príncipe Pío, em Madrid&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:95%;"&gt;&lt;br /&gt;Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.&lt;br /&gt;É possível, porque tudo é possível, que ele seja&lt;br /&gt;aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,&lt;br /&gt;onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém&lt;br /&gt;de nada haver que não seja simples e natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo em que tudo seja permitido,&lt;br /&gt;conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,&lt;br /&gt;o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.&lt;br /&gt;E é possível que não seja isto, nem sequer isto&lt;br /&gt;o que vos interesse para viver. Tudo é possível,&lt;br /&gt;ainda quando lutemos, como devemos lutar,&lt;br /&gt;por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,&lt;br /&gt;ou mais que qualquer delas uma fiel&lt;br /&gt;dedicação à honra de estar vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia sabereis que mais que a humanidade&lt;br /&gt;não tem conta o número dos que pensaram assim,&lt;br /&gt;amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,&lt;br /&gt;de insólito, de livre, de diferente,&lt;br /&gt;e foram sacrificados, torturados, espancados,&lt;br /&gt;e entregues hipocritamente à secular justiça,&lt;br /&gt;para que os liquidasse com suma piedade e sem efusão de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,&lt;br /&gt;a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas&lt;br /&gt;à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,&lt;br /&gt;foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,&lt;br /&gt;e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,&lt;br /&gt;ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.&lt;br /&gt;Às vezes, por serem de uma raça, outras&lt;br /&gt;por serem de uma classe, expiaram todos&lt;br /&gt;os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência&lt;br /&gt;de haver cometido. Mas também aconteceu&lt;br /&gt;e acontece que não foram mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer&lt;br /&gt;aniquilando mansamente, delicadamente&lt;br /&gt;por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.&lt;br /&gt;Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,&lt;br /&gt;foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha&lt;br /&gt;há mais de um século e que por violenta e injusta&lt;br /&gt;ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,&lt;br /&gt;que tinha um coração muito grande, cheio de fúria&lt;br /&gt;e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas um episódio, um episódio breve,&lt;br /&gt;nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)&lt;br /&gt;de ferro e de suor e sangue e algum sémen&lt;br /&gt;a caminho do mundo que vos sonho.&lt;br /&gt;Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém&lt;br /&gt;vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto o que mais importa – essa alegria.&lt;br /&gt;Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto&lt;br /&gt;não é senão essa alegria que vem&lt;br /&gt;de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez&lt;br /&gt;alguém está menos vivo ou sofre ou morre&lt;br /&gt;para que um só de vós resista um pouco mais&lt;br /&gt;à morte que é de todos e virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tudo isto sabereis serenamente,&lt;br /&gt;sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,&lt;br /&gt;e sobretudo sem desapego ou indiferença,&lt;br /&gt;ardentemente espero. Tanto sangue,&lt;br /&gt;tanta dor, tanta angústia, um dia&lt;br /&gt;– mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga –&lt;br /&gt;não hão-de ser em vão. Confesso que,&lt;br /&gt;muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos&lt;br /&gt;de opressão e crueldade, hesito por momentos&lt;br /&gt;e uma amargura me submerge inconsolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,&lt;br /&gt;quem ressuscita esses milhões, quem restitui&lt;br /&gt;não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?&lt;br /&gt;Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes&lt;br /&gt;aquele instante que não viveram, aquele objecto&lt;br /&gt;que não fruíram, aquele gesto&lt;br /&gt;de amor, que fariam «amanhã».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por isso, o mesmo mundo que criemos&lt;br /&gt;nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa&lt;br /&gt;que não é só nossa, que nos é cedida&lt;br /&gt;para a guardarmos respeitosamente&lt;br /&gt;em memória do sangue que nos corre nas veias,&lt;br /&gt;da nossa carne que foi outra, do amor que&lt;br /&gt;outros não amaram porque lho roubaram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jorge de Sena&lt;/span&gt; (1918-1978)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5367343967837188055?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/carta-meus-filhos-sobre-os-fuzilamentos.html' title='Carta a meus filhos sobre os Fuzilamentos de Goya'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5367343967837188055/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/carta-meus-filhos-sobre-os-fuzilamentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5367343967837188055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5367343967837188055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/carta-meus-filhos-sobre-os-fuzilamentos.html' title='Carta a meus filhos sobre os Fuzilamentos de Goya'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DrLJsAuUuB0/TVsjm5g7YII/AAAAAAAAA4g/2nAEyyp27lQ/s72-c/786px-Francisco_de_Goya_y_Lucientes_-_Los_fusilamientos_del_tres_de_mayo_-_1814.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5580791709627260618</id><published>2011-02-13T01:29:00.006Z</published><updated>2011-02-13T12:51:38.910Z</updated><title type='text'>أم كلثوم</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ODNPRKi-Xn8/TVc9js4Qs9I/AAAAAAAAA4Y/_hpyLLCBsHk/s1600/Umm_Kulthum4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ODNPRKi-Xn8/TVc9js4Qs9I/AAAAAAAAA4Y/_hpyLLCBsHk/s400/Umm_Kulthum4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572990747446129618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Julgo que posso afirmar que a cantora egípcia Om Kalsoum (em árabe أم كلثوم; em carateres latinos também chamada Om Kalthoum, Umm Kulthum, Oumme Kalsoum, etc.) está para os árabes como Amália Rodrigues está para os portugueses. Om Kalsoum foi uma diva, aplaudida e mitificada por milhões e milhões de pessoas e é por muitos considerada como tendo sido a maior cantora árabe de todo o século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nos primeiros tempos deste meu blogue tive a intenção de publicar um artigo sobre esta notável cantora. Tinha acabado de ouvir no rádio, em ondas curtas, uma sua canção, interpretada de uma maneira quase vulcânica perante um auditório em delírio. Fiquei verdadeiramente impressionado com o que ouvi. No entanto, não encontrei então na Internet nenhuma gravação, áudio ou vídeo, que me satisfizesse minimamente e me permitisse dá-la a conhecer aqui. Acabei por desistir da ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que o povo egípcio está a festejar o seu "25 de Abril" (espero sinceramente que o derrube de uma ditadura não corresponda ao início de outra), voltei a lembrar-me desta egípcia. Embora a canção que se ouve no vídeo que se segue (em duas partes) não tenha tanta força como a que em tempos ouvi no rádio, parece-me que, agora sim, posso dá-la a ouvir a quem me visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Om Kalsoum nasceu no delta do Nilo entre 1898 e 1904 (não se sabe ao certo), no seio de uma família muito pobre. Morreu em 1975, vítima de ataque cardíaco, e ao seu funeral compareceram cerca de 4 milhões de pessoas! Uma biografia em inglês desta grande cantora pode ser lida nesta página da Wikipedia: &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Umm_Kulthum"&gt;&lt;u&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Umm_Kulthum&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/OvxNs4GyeUg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/OvxNs4GyeUg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/cq1in9JbYWM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/cq1in9JbYWM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5580791709627260618?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/blog-post.html' title='أم كلثوم'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5580791709627260618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5580791709627260618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5580791709627260618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/blog-post.html' title='أم كلثوم'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ODNPRKi-Xn8/TVc9js4Qs9I/AAAAAAAAA4Y/_hpyLLCBsHk/s72-c/Umm_Kulthum4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-1546255397463885905</id><published>2011-02-07T03:07:00.005Z</published><updated>2011-02-07T22:43:28.157Z</updated><title type='text'>Imagens de índios isolados no Brasil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TU9iV0-r80I/AAAAAAAAA4I/cmEUWz8W0dA/s1600/_51038174_51038172.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TU9iV0-r80I/AAAAAAAAA4I/cmEUWz8W0dA/s400/_51038174_51038172.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570779391218938690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A emissora de rádio e televisão britânica BBC e a organização Survival deram a público, há muito poucos dias, novas imagens de uma tribo de índios isolados que vivem na Amazónia brasileira, junto à fronteira com o Peru. Há cerca de dois anos já tinham sido divulgadas as primeiras imagens desta mesma tribo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta e outras tribos são chamadas isoladas ou não contactadas, porque só têm relações limitadas com o mundo exterior, provavelmente apenas com outros índios de tribos vizinhas. O aspeto saudável destes índios, que é visível nestas imagens, sugere que eles não têm tido contactos com não-índios. Eles teriam morrido ou ficado gravemente doentes se tivessem tido esses contactos, porque não possuem imunidade contra várias doenças que no passado não existiam na Amazónia. Um simples resfriado, por exemplo, pode matá-los pura e simplesmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas imagens agora divulgadas verifica-se que estes índios estão bem alimentados, sendo claramente visível a abundância de mandioca, papaia, banana, etc. Eles pintam o corpo com urucum, que é uma tinta vermelha obtida a partir de sementes, e possuem catanas de aço, que provavelmente foram obtidas junto de tribos vizinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Amazónia peruana, a situação dos índios tem sido alvo de severas críticas por parte de várias pessoas e organizações. O avanço imparável de garimpeiros e madeireiros, que se tem vindo a registar no Peru, tem vindo a provocar graves destruições na floresta e a causar sérias perturbações na vida das comunidades locais. Algumas tribos do Peru já estão a fugir para dentro do território brasileiro, depois de terem visto destruída a floresta que lhes servia de sustento, o que poderá gerar conflitos com tribos brasileiras, que se poderão sentir invadidas e ameaçadas. As notícias mais recentes vindas da parte do governo peruano (que até agora negava a existência de tribos isoladas no seu país) dão conta do reconhecimento, por fim, do problema e de um compromisso em o resolver daqui para diante. Aguardemos com atenção o evoluir da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um curto vídeo produzido pela BBC e comentado em inglês por Gillian Anderson está disponível no seguinte endereço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.uncontactedtribes.org/brazilfootage"&gt;&lt;u&gt;http://www.uncontactedtribes.org/brazilfootage&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TU9kW46nIPI/AAAAAAAAA4Q/WUpKBzw02Fs/s1600/_51050507_51038181.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TU9kW46nIPI/AAAAAAAAA4Q/WUpKBzw02Fs/s400/_51050507_51038181.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570781608478712050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-1546255397463885905?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/imagens-de-indios-isolados-no-brasil.html' title='Imagens de índios isolados no Brasil'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/1546255397463885905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/imagens-de-indios-isolados-no-brasil.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1546255397463885905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/1546255397463885905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/imagens-de-indios-isolados-no-brasil.html' title='Imagens de índios isolados no Brasil'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TU9iV0-r80I/AAAAAAAAA4I/cmEUWz8W0dA/s72-c/_51038174_51038172.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-3056222796682741803</id><published>2011-02-04T01:35:00.002Z</published><updated>2011-02-04T01:40:53.835Z</updated><title type='text'>Barcas novas</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Em Lixboa sobre lo mar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;barcas novas mandei lavrar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;ay mia senhora velida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Em Lisboa sobre lo ler&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;barcas novas mandei fazer,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;ay mia senhora velida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Barcas novas mandei lavrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;e no mar as mandei deitar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;ay mia senhora velida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Barcas novas mandei fazer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;e no mar as mandei meter,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;ay mia senhora velida!&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;João Zorro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;, trovador português ou galego do séc. XIII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BARCAS NOVAS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa tem suas barcas&lt;br /&gt;agora lavradas de armas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa tem barcas novas&lt;br /&gt;agora lavradas de homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barcas novas levam guerra&lt;br /&gt;as armas não lavram terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São de guerra as barcas novas&lt;br /&gt;no mar deitadas com homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barcas novas são mandadas&lt;br /&gt;sobre o mar com suas armas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lavram terra com elas&lt;br /&gt;os homens com sua guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelas mandaram meter&lt;br /&gt;os homens com sua guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mar mandaram as barcas&lt;br /&gt;novas lavradas de armas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Lisboa sobre o mar&lt;br /&gt;armas novas são mandadas&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fiama Hasse Pais Brandão&lt;/b&gt;, in &lt;b&gt;&lt;i&gt;Barcas Novas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, 1967&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TUtU17MW3YI/AAAAAAAAA34/tBzxVSI0Rqw/s1600/embarques.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TUtU17MW3YI/AAAAAAAAA34/tBzxVSI0Rqw/s400/embarques.jpg" width="398" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TUtVQ1AUFXI/AAAAAAAAA4A/auJL87DmXbw/s1600/PartidasoldadosAfrica1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="388" src="http://1.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TUtVQ1AUFXI/AAAAAAAAA4A/auJL87DmXbw/s400/PartidasoldadosAfrica1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Partida de militares portugueses para a guerra colonial (1961-1974) (Fotos de autores desconhecidos)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-3056222796682741803?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/barcas-novas.html' title='Barcas novas'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/3056222796682741803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/barcas-novas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3056222796682741803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3056222796682741803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/barcas-novas.html' title='Barcas novas'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TUtU17MW3YI/AAAAAAAAA34/tBzxVSI0Rqw/s72-c/embarques.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-3270191579518643762</id><published>2011-02-02T03:34:00.001Z</published><updated>2011-02-02T03:37:03.135Z</updated><title type='text'>O Jardim das Delícias Terrenas, de Hieronymus Bosch</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TUjN8QybcyI/AAAAAAAAA3s/fnPiNniAdZs/s1600/050825bosch01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="211" src="http://2.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TUjN8QybcyI/AAAAAAAAA3s/fnPiNniAdZs/s400/050825bosch01.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O holandês Hieronymus Bosch (c.1450-1516), de seu nome verdadeiro Jeroen van Aeken, foi um dos mais extraordinários pintores de toda a história da arte europeia, não só por causa da sua revolucionária técnica de pintar (criando figuras com contornos bem marcados e não com a suavidade característica da pintura flamenga sua contemporânea), mas também por causa dos temas fantásticos que abordou em alguns dos seus trípticos. Não falta quem veja nestes temas fantásticos um reflexo da mentalidade mágica e supersticiosa do homem medieval, que seria a mentalidade do próprio Hieronymus Bosch. Assim, ele teria dado rédea solta à sua imaginação para retratar os terrores, delírios e pesadelos que assolavam o espírito dos europeus da sua época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, Hieronymus Bosch pode ter sido um homem do seu tempo, possuindo a mentalidade correspondente, mas a verdade é que, como artista, ele foi um revolucionário, um extraordinário precursor da pintura surrealista, que só viu a luz do dia quase 500 anos depois dele! É certo que o fantástico já fazia parte integrante da arte maneirista, que surgiu algumas décadas depois da sua morte, mas o fantástico maneirista não era nada, em comparação com o que a prodigiosa imaginação de Bosch materializou. Foi mesmo preciso esperar pelo séc. XX para que se visse surgir uma arte equivalente à sua no delírio, que foi a arte do Surrealismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há em Portugal uma obra de Bosch que é a todos os títulos notável. É o tríptico &lt;i&gt;As Tentações de Santo Antão&lt;/i&gt;, que faz parte do fabuloso espólio do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Não posso deixar de recomendar uma urgente visita a este museu, quanto mais não seja para admirar esta obra-prima de Hieronymus Bosch. Mas aqui reproduzo um outro tríptico, que de maneira nenhuma é inferior às &lt;i&gt;Tentações...&lt;/i&gt; Está em Madrid, no Museu do Prado, e chama-se &lt;i&gt;O Jardim das Delícias Terrenas&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No painel da esquerda deste tríptico, Bosch dá-nos uma sua visão do Paraíso. No da direita, retrata-nos o Inferno. No painel central ele representa o Jardim das Delícias propriamente dito, um lugar onde as pessoas se entregam alegremente ao prazer, sem complexos nem inibições. Uma das interpretações que este tríptico permite fazer é a de que, rompendo-se com a inocência do Paraíso (à esquerda), é através do pecado e da luxúria (ao centro) que se vai parar ao Inferno (à direita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço-lhe que &lt;i&gt;clique&lt;/i&gt; em cima da imagem para poder ver convenientemente o tríptico &lt;i&gt;O Jardim das Delícias Terrenas&lt;/i&gt;, que Hieronymus Bosch pintou em 1504.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-3270191579518643762?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/o-jardim-das-delicias-terrenas-de.html' title='&lt;i&gt;O Jardim das Delícias Terrenas&lt;/i&gt;, de Hieronymus Bosch'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/3270191579518643762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/o-jardim-das-delicias-terrenas-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3270191579518643762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/3270191579518643762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/02/o-jardim-das-delicias-terrenas-de.html' title='&lt;i&gt;O Jardim das Delícias Terrenas&lt;/i&gt;, de Hieronymus Bosch'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TUjN8QybcyI/AAAAAAAAA3s/fnPiNniAdZs/s72-c/050825bosch01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20343277.post-5117436626927725970</id><published>2011-01-28T02:22:00.009Z</published><updated>2011-01-30T17:50:51.101Z</updated><title type='text'>Uma viola artesanal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TUIof9UNT5I/AAAAAAAAA3k/8d2HLh8Zh4o/s1600/0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TUIof9UNT5I/AAAAAAAAA3k/8d2HLh8Zh4o/s400/0.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567056618883731346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na região dos Dembos, no norte de Angola, vi e ouvi várias violas em tudo idênticas à que aqui se vê e ouve, menos num ponto: tinham dimensões um pouco mais reduzidas. A sua sonoridade, porém, era muito parecida com a desta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esta viola fosse um bocadinho mais pequena e o seu executante cantasse em quimbundo, eu seria capaz de jurar que ele era um angolano dos Dembos. Mas não é. É um cidadão da República Centro-Africana e chama-se Pierre Gwa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/R9S6ezPLmyI?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Um dos angolanos dos Dembos, que tinham uma viola artesanal semelhante a esta, era um homem chamado Gabriel António, que vivia em Zemba, no município de Nambuangongo. Não possuo nenhuma gravação em que se ouça a viola artesanal de Gabriel António. Possuo, isso sim, uma gravação em que se ouve Gabriel António cantar, enquanto se acompanha com uma viola de fabrico profissional. Ele estava tão contente por ter uma viola "a sério" nas suas mãos, que eu não tive coragem para lhe pedir para tocar a sua própria viola, em vez dessa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Em 2006 eu já tinha publicado neste blogue um artigo com esta gravação. Peço licença para agora trazer a gravação para aqui, pedindo desculpa pela sua má qualidade técnica. Acho que ela é digna de ser ouvida, apesar de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="300" height="85"&gt;&lt;embed src="http://s-ribeiro.podomatic.com/swf/joeplayer_v15a.swf" flashvars="jsonLocation=http%3A%2F%2Fs-ribeiro.podomatic.com%2Fentry%2Fembed_params%2F2011-01-28T09_55_15-08_00%26color%3D43bee7%26autoPlay%3Dfalse%26width%3D300%26height%3D85" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="300" height="85"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/object&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma canção interpretada em quimbundo dos Dembos por Gabriel António, habitante de Zemba, Nambuangongo, Angola&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20343277-5117436626927725970?l=amateriadotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/01/uma-viola-artesanal.html' title='Uma viola artesanal'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/feeds/5117436626927725970/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/01/uma-viola-artesanal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5117436626927725970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20343277/posts/default/5117436626927725970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amateriadotempo.blogspot.com/2011/01/uma-viola-artesanal.html' title='Uma viola artesanal'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06216015556641622454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IEUKK0JtWSg/TwuwKs9TRBI/AAAAAAAABQw/Ryy4gRdxF7w/s220/12-11-2011.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TUIof9UNT5I/AAAAAAAAA3k/8d2HLh8Zh4o/s72-c/0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>
