12 março 2006

A esquecida Mongólia

A Mongólia, terra de origem dos terríveis guerreiros que fizeram um vastíssimo império que ia da China à Europa e à Índia, é hoje um território dividido e esquecido nos confins da Ásia Central. Uma parte é independente (a República da Mongólia) e a outra parte está incluída na China (a Mongólia Interior).

Mesmo na actualidade, a maior parte dos mongóis é nómada e vive da pastorícia, habitando tendas de feltro capazes de aguentar os rigores do Inverno. Mesmo que cá fora a temperatura seja de 30 ou 40 graus centígrados negativos, no interior das tendas ela pode estar bem acima dos 20 graus positivos.

Podem ser vistas muita e belas fotografias da Mongólia no sítio e-mongol.com.

Interior de uma tenda(Foto: davejlang600)

Botas tradicionais

(Foto: Marie-José Monfils)

Comentários: 7

Blogger a.leitão escreveu...

Há uns tempos atrás, numa das TVs, deu um documentário impossível de imaginar perante os nossos meios de vida e a vida dos Mongóis.
De facto ainda temos muito para descobrir no nosso próprio planeta.
Uma das coisas que me impressionou foi o facto de quando, a propósito de uma qualquer comemoração, matavam um camêlo, o "pitéu" mais apreciado era o sangue da "vítima", pois era a única altura em que podiam comer qualquer coisa que não era congelado.

14 março, 2006 01:04  
Blogger Piri escreveu...

eu fui à Mongólia Interior recentemente...e ver tanta pobreza...tanta coisa em estado selvagem..ver que as casas nem são bem casas..são uns poucos tijolos a fazer ali uma divisão para que possam dormir lá dentro...
e depois no deserto...ver como aquelas populações vivem ali..certamente há anos..certamente sem saber o que é a civilização...
e no meio disto tudo(ou seja, do nada) vê-se belezas naturais como o deserto, as pradarias...e reflicto:
estas paisagens bonitas, únicas e de tirar a respiração a qualquer pessoa, decididamente não combina com civilização, globalização...

para haver belezas destas assim "intactas" pela mão do Homem, as suas populações têm de viver..desumanamente...

03 junho, 2010 09:07  
Blogger Fernando Ribeiro escreveu...

Cara Piri,

Muitos ocidentais têm dos povos que vivem em contacto estreito com a Natureza uma visão romântica que não corresponde à realidade. Talvez esses povos sejam felizes à sua maneira, pode ser que sim, mas as suas vidas são duríssimas e sofridíssimas. Ainda está para nascer uma civilização que consiga aliar o respeito e a intimidade com a Natureza a condições de vida dignas.

05 junho, 2010 00:40  
Anonymous Rose Romagnoli escreveu...

Conheci a Mongólia Interior através do livro " O Totem do Lobo de Jiang Road".
Confesso que me apaixonei pelo belo lugar, seu povo e cultura.
Um dia se tiver oportunidade vou conhece-la, sem dúvida alguma.

02 fevereiro, 2011 22:13  
Blogger Fernando Ribeiro escreveu...

Há alguns anos, tive em Lisboa um colega de trabalho que tinha raízes familiares na Mongólia Interior. Ele tinha muito orgulho nos seus antepassados e nos feitos que eles conseguiram realizar.

03 fevereiro, 2011 10:31  
Anonymous Anónimo escreveu...

Vi algumas fotos da Mongólia, da capital do país e realmente é chocante observar o nível cultural que transmite a pobresa da arquitetura
estampada pelas contruções e desenho de suas ruas...ora, mas é claro, os mongóis tem sua civilização calcada exatamente no que nós, ditos "civilizados" chamamos de ATRASO DE VIDA, o que não necessáriamente os faz infelizes, gostam de ser como são e não estão interessados em ser diferentes. Ponto Final.

13 julho, 2011 14:35  
Blogger Fernando Ribeiro escreveu...

Caro/a anónimo/a,
Durante várias décadas, a República da Mongólia teve um governo de tipo estalinista, alinhado em tudo com o da União Soviética. Mesmo em tudo. A independência da Mongólia era apenas formal. Até a língua mongol passou a ser escrita em carateres cirílicos, os mesmos que são usados na escrita do russo.

A arquitetura e o urbanismo que se fizeram durante esse tempo na capital, Ulaan Baatar, e em outras cidades do país são também do tipo estalinista. Neste aspeto, pelo menos, as cidades mongóis em pouco ou nada se distinguiriam das do Cazaquistão, por exemplo. Mas agora esta situação está a alterar-se rapidamente.

14 julho, 2011 08:51  

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