24 agosto 2016

Uma nova pintura corporal

(Foto: Takumã Kuikuro)

(Foto: Takumã Kuikuro)


Durante o Kwarup que terminou no dia 14 de agosto de 2016, na aldeia Yawalapíitï, do Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso, Brasil, houve participantes que aproveitaram a ocasião para manifestar a sua opinião sobre a situação política no seu país, como se pode ver nas imagens acima. Na fotografia de baixo, feita durante a mesma ocasião, já só se veem pinturas corporais tradicionais.


(Foto: Renato Soares)

18 agosto 2016

A Maria Carmen Botto

Dizes que me acautele ao escrever-te
E que a verdade eu guarde só p’ra mim.
Mas esta vida, aqui, a ser assim,
É a morte a impedir-me de dizer-te

Como se morre a fingir que se é valente
Como se mata a pensar que se é herói.
Mas a cambada daí é o que mais dói
— Filhos da puta! — e diz-se boa gente.

Pedes-me cuidado no que escrevo
E que a verdade eu guarde só p’ra mim.
Guardá-la-ei aqui, escrevendo assim,
À espera das quatro folhas de um trevo

A encontrar na gleba da esperança.
Se alegre o Sol, que a Liberdade em flor,
Ceifando ódio e semeando amor,
Fará da vida sonhos de criança.

E a morte seja, o fim da era
Dessa cambada aí, que é o que mais dói.
— Filhos da puta que o tempo não destrói —
E a Liberdade a nova primavera!

(Quibala [Norte] — Angola, 5 de fevereiro de 1966)

A Maria Carmen Botto, de Lisboa, minha madrinha de guerra que tanto me ajudou com as suas generosas cartas.

Sérgio O. Sá, Versos na Guerra. Versos de Paz, Edição de Autor, Porto, 2008


Aerograma do tipo usado pelos militares portugueses mobilizados na Guerra Colonial (Foto: Museu do Papel)

17 agosto 2016

O homem de preto


The Man in Black, por Johnny Cash (1932–2003)

14 agosto 2016

Belas imagens da Natureza

Primeiro prémio. Paisagem do Parque Transfronteiriço Kgalagadi, na África do Sul e Botswana, ao nascer do sol, vendo-se dois antílopes alimentando-se das folhas de uma árvore. (Foto: Davide Gaglio, Percy Fitzpatrick Institute of African Ornithology, Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul)

Segundo prémio. Dois antílopes saiga recém-nascidos. O antílope saiga é uma espécie criticamente ameaçada, que vive na estepe Caspiana, uma das regiões mais danificadas e frágeis do planeta. O mar Cáspio é rodeado pelo Cazaquistão, Rússia, Azerbaijão, Irão e Turquemenistão. (Foto: Andrey Giljov, Universidade Estatal de Sampetersburgo, Rússia)

Terceiro prémio. Uma carriça macho resolveu fazer o ninho debaixo do selim de uma bicicleta, no parque de estacionamento da universidade. (Foto: Raf Aerts, Universidade de Lovaina, Bélgica) 


Desde há 4 anos, a revista científica BMC Ecology, da editora BioMed Central, pertencente ao grupo editorial Springer, tem vindo a realizar um concurso de imagens, o qual tem por finalidade celebrar a espantosa biodiversidade, beleza natural e interações biológicas, documentadas por ecologistas de todo o mundo.

Para a competição deste ano concorreram 140 imagens e as vencedoras acabam de ser reveladas no site da revista. Algumas delas estão aqui reproduzidas, mas não todas. Se quiser conhecer as restantes, queira visitar a página intitulada BMC Ecology Image Competition 2016: the winning images.


Tronco de carvalho-português, carvalho-cerquinho ou cerquinho, coberto de musgo e com um picapau pousado. Fotografado em Ourém, Portugal. (Foto: César Garcia, Universidade de Lisboa, Portugal)

07 agosto 2016

O céu tupi-guarani


Cuaracy Ra'Angaba, documentário sobre a astronomia dos povos Tupi-Guarani e as suas relações com a vida na terra e com a mitologia, dando particular destaque aos conhecimentos astronómicos dos Guarani Mbyá, que são um subgrupo do povo Guarani que vive numa extensíssima região da América do Sul, sobretudo no Paraguai, mas também no centro e sul do Brasil e na Argentina

01 agosto 2016

Agosto

Agosto, iluminura do livro Les Très Riches Heures du Duc de Berry

30 julho 2016

Naturismo

(Foto de autor desconhecido)

“O Naturismo é uma forma de viver em harmonia com a Natureza caracterizada pela prática da nudez colectiva, com o propósito de favorecer a auto-estima, o respeito pelos outros e pelo meio ambiente.”

in Federação Portuguesa de Naturismo

25 julho 2016

Vem, noite antiquíssima e idêntica


Poema Dois excertos de odes (fins de duas odes, naturalmente), de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa (1888–1935), lido por Cleonice Berardinelli e Maria Bethânia. Os primeiros minutos deste vídeo foram dados a ver e ouvir por Pacheco Pereira, na emissão do seu programa semanal "Ponto contra Ponto" através da SIC Notícias, no início da madrugada de segunda-feira, 25 de julho de 2016, isto é, bem no meio da noite.

19 julho 2016

Brotas, Mora

Santuário de Nossa Senhora de Brotas, no concelho de Mora, em estilo popular alentejano (Foto: Câmara Municipal de Mora)


De uma maneira geral, as povoações no Alentejo tendem a localizar-se em sítios relativamente elevados. Muito relativamente, claro, pois sendo o Alentejo na sua quase totalidade uma região plana, as suas elevações dignas de nota são muito raras. Os "ninhos de águias", então, contam-se pelos dedos de uma mão e ainda sobram dedos. A vila de Marvão é um desses "ninhos de águias", como se sabe, pois localiza-se na Serra de São Mamede, que é a única serra digna desse nome que no Alentejo existe. Évora Monte, no concelho de Estremoz, é outro "ninho de águias" alentejano. Não estou a recordar-me de mais nenhum, mas admito que exista mais um ou dois.

Mas se os "ninhos de águias" são uma raridade no Alentejo, as povoações situadas em fundões e recôncavos são ainda mais raras. De momento, só consigo recordar-me de uma, que é Brotas, no concelho de Mora. Não é funda a cova em que se situa Brotas, mas sempre pode ser chamada cova.

O aparecimento desta povoação num local fundo deve-se certamente à existência de uma fonte, da qual brotava água. Daí o nome da localidade, Brotas. O surgimento de um santuário nesse local, dedicado a Nossa Senhora de Brotas, sugere, por seu lado, que a água dessa fonte era provavelmente tida por milagrosa.

Podemos deduzir que existiria uma lenda relacionada com essa fonte, à qual estaria associada uma moura encantada que se teria apaixonado por um garboso cavaleiro cristão, como costuma acontecer nas lendas associadas às fontes em Portugal. Nada disso acontece neste caso. Lenda existe, mas não mete fonte nem tem moura encantada nenhuma.

O portal da Câmara Municipal de Mora na internet conta a lenda de Nossa Senhora de Brotas, a qual reza assim:

O orago da aldeia é Nossa Senhora de Brotas, culto que data do século XV. Segundo a tradição este culto teve origem na vila das Águias, mais propriamente no lugar de Brotas da Barroca, que se encontrava naquela altura completamente inabitável por ser extremamente húmido e constituído por uma grande cova cercada de ribanceiras, que a toponímia local designou de Inferno, Inferninho e Purgatório. A lenda conta que enquanto um pastor guardava ali a sua vaca, esta por descuido escorregou e foi estatelar-se morta no fundo dessa cova. Quando se apercebeu do sucedido, o pastor desprovido da sua principal fonte de rendimento para sustentar a sua família, confiou à Virgem o seu desgosto, implorando-lhe proteção. De seguida começou a esfolar o animal e já depois de lhe ter cortado a pata que se tinha partido com a violência da queda, apareceu-lhe a Virgem Santíssima que lhe recomendou serenidade e pediu que fosse dizer aos moradores das Águias para lhe construírem ali uma capela e disse que assim que voltasse encontraria a vaca viva. O pastor assim fez e quando regressou àquele local com os seus conterrâneos, a vaca já andava a pastar como se nada tivesse acontecido e da pata que lhe havia sido cortada apareceu feita uma imagem da virgem. Pouco antes de 1424 ali se ergueu a ermida, como simples comenda da Ordem Militar de São Bento de Avis e dependente da vila das Águias. E a imagem da Nossa Senhora de Brotas ali foi conservada, com cerca de um palmo e feita de osso, harmonizando-se perfeitamente com os dados da tradição.
in Câmara Municipal de Mora


Torre das Águias, do séc. XVI, a poucos quilómetros de Brotas, no concelho de Mora (Foto: Rui Romão)


Umas palavras se impõem a respeito da Torre das Águias (este post está cheio de águias!). Quem não conhecer esta torre e vir a fotografia aqui em cima, dirá que ela é uma torre que se vê de longe, erguendo-se, orgulhosa e dominante, muito acima do montado. Nada mais falso, por incrível que possa parecer. Nós só vemos a Torre das Águias quando estamos quase junto dela! E ficamos imediatamente fascinados por ela. É uma maciça e poderosíssima torre, que parece feita para desafiar séculos e milénios, à semelhança das pirâmides do Egito. Esta analogia com as pirâmides não ocorre por acaso, pois a torre apresenta as paredes dos seus dois pisos superiores um pouco recuadas relativamente às dos seus dois pisos inferiores, o que lhe confere uma forma que faz lembrar um tronco de pirâmide. Os pináculos cónicos que encimam a torre são, também eles, extraordinários. Acho que nunca vi outra torre assim.

Quando nos encontramos junto desta torre e olhamos para cima, ela parece-nos muito mais alta do que é na realidade. A sua forma em tronco de pirâmide provoca no nosso cérebro uma ilusão de perspetiva, a qual é reforçada (e de que maneira) pelos cones no seu cimo. Vista de baixo, portanto, a torre parece-nos tão alta, que até fura o céu com os seus pináculos! Não há dúvida de que o arquiteto quinhentista que concebeu esta torre era um mestre da sua profissão, pois soube tirar partido das ilusões de ótica. Sem o adelgaçamento da sua metade superior e sem os pináculos cónicos no seu alto, esta torre teria o aspeto de um trambolho bruto, tão pesadão que pareceria querer enterrar-se pelo chão abaixo. Assim como ela está feita, pelo contrário, a torre parece querer elevar-se para o céu. Uma torre assim só poderia chamar-se Torre das Águias. No entanto, duvido que se vejam águias por ali. Quando muito ver-se-ão milhafres.

12 julho 2016

A Paz

Se eu te pedisse a paz, o que me darias
pequeno inseto da memória de quem sou
ninho e alimento? Se eu te pedisse a paz,
a pedra do silêncio cobrindo-me de pó,
a voz rubra dos frutos, o que me darias
respiração pausada de outro corpo
sob o meu corpo?

Perdoa-me ser tão só, e falar-te ainda
do meu exílio. Perdoa-me se não te peço
a paz. Apenas pergunto: o que me darias
em troca se ta pedisse? O sol? A sabedoria?
Um cavalo de olhos verdes? Um tronco de madeira
para nele gravar o teu nome junto ao meu?
Ou apenas uma faca de fogo, intranquila,
no centro do coração?

Nada te peço, nada. Visito, simplesmente,
o teu corpo de cinza. Falo de mim,
entrego-te o meu destino. E dele me liberto
só de perguntar-te: o que me darias
se te pedisse a paz
e soubesses de como a quero revestida
por uma crosta de sol em liberdade?

Casimiro de Brito, in Jardins de Guerra, 1966


(Foto de autor desconhecido)

10 julho 2016

Pela mão do pai

Criança fotografada na Índia, em local não especificado (Foto: Suzi McGregor)

08 julho 2016

O tocador de rabeca


Le Ménétrier, Mazurka op. 19 nº 2, do compositor polaco Henryk Wieniawski (1835–1880), pelo violinista norte-americano Elmar Oliveira, que é filho de emigrantes portugueses nos Estados Unidos, e pelo pianista Tao Lin

06 julho 2016

Inicial

O mar azul e branco e as luzidias
Pedras — O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919–2004)


Praia da Granja, Vila Nova de Gaia. Foi esta a praia inicial da vida de Sophia (Foto: Paulo Silva)

04 julho 2016

Um saleiro bini-português incompleto

Saleiro bini-português do séc. XVI, de marfim, a que falta a tampa. Smithsonian National Museum of African Art, Washington, D.C., Estados Unidos da América


A arte bini-portuguesa é uma forma de arte que teve a sua expressão no antigo reino africano do Benim, na atual Nigéria, e que combina o estilo próprio da arte feita no referido reino com temas e assuntos que são de origem portuguesa. Trata-se de objetos que eram habitualmente encomendados por mercadores ou nobres portugueses a artistas benineses. Estes artistas fabricavam os objetos encomendados, tendo em conta os desejos e os gostos manifestados pelos clientes portugueses.

Este saleiro incompleto de marfim é um exemplo bem ilustrativo de arte bini-portuguesa. Nesta fotografia veem-se duas figuras. À direita, está representado um europeu, que é facilmente identificado pelas roupas que usa, pela espada que tem na mão e, sobretudo, pelo nariz adunco e lábios finos próprios dos europeus. Esta figura representa, possivelmente, o próprio cliente português que encomendou o saleiro. À esquerda está representado um anjo, cujo cabelo forma uma curiosa crista e que entrega ao europeu um objeto que eu não sei identificar, mas que parece ser um ramo de árvore.

Note-se que os anjos são entidades sobrenaturais próprias da cultura europeia, completamente alheias ao culto aos orixás que se fazia (e continua a fazer-se) no antigo reino do Benim. Se, entretanto, veio a verificar-se uma correspondência entre orixás, por um lado, e anjos e santos do culto cristão, por outro, ela é apenas uma consequência da cristianização que posteriormente aconteceu.

01 julho 2016

Julho

Julho, iluminura do livro Les Très Riches Heures du Duc de Berry

27 junho 2016

O lundum e o fado


Travessa do Poço dos Negros, pelos Trovante, em que se atribui ao lundum (uma dança africana) a origem do fado. O Poço dos Negros era um poço que havia em Lisboa, no qual eram lançados os escravos negros que morriam. Os escravos não tinham direito a um enterro cristão


É quase um lugar-comum dizer-se que o fado nasceu em Lisboa a partir do lundum ou lundu, que é uma dança de origem africana trazida para Portugal por escravos negros. Como assim? Que muitos africanos vieram para Portugal, trazidos à força como escravos, é indesmentível. Que entre as danças que eles trouxeram para estas terras europeias se encontrava o lundum, também parece altamente provável. Mas daí até se poder afirmar que o fado descende do lundum, vai uma distância enorme. Basta comparar um e outro género musical, para se verificar que qualquer semelhança é pura coincidência.

Estou quase totalmente de acordo com José Lúcio Ribeiro de Almeida, que há mais de 40 anos investiga o fado, quando diz:

Para mim o Fado começa pelo descontentamento popular aquando da fuga da família Real para o Brasil. Aparece em Lisboa o personagem "o Fadista", há fome e miséria, a ordem e a lei é substituída pela vingança, encomenda-se a morte dos inimigos (tratar do destino — fado — de alguém que nos enganou), quem mandava em Portugal não eram os Portugueses… (…) Esta é a minha opinião, mas longe de ser a verdade do Fado, é simplesmente a minha opinião lógica. A lógica dos acontecimentos, das datas, do sentir do povo de Lisboa, que nada tem a ver com o mar, com o Tango, cantigas populares (de trabalho ou romarias), com o "Lundum" africano ou brasileiro. O Fado é uma canção urbana de Lisboa. O Fado não é a "Canção Nacional", é uma canção que os portugueses nacionalizaram. (…)
(in http://www.jose-lucio.com/Fado%202012/Fado%202012.htm)


Ao que tudo indica, já se dançava lundum em Lisboa muito antes da fuga de D. João VI para o Brasil. Trezentos anos antes! Com efeito, diz-se que já no séc. XVI se dançava lundum na capital portuguesa, o qual teria sido proíbido por D. Manuel I, por o considerar contrário aos bons costumes. Se isto for verdade, então não podemos acreditar na afirmação feita por muitos brasileiros, segundo a qual o lundum teria a sua origem em Angola. Além de não me constar a existência de qualquer dança com esse nome, ou parecido, em Angola, há a considerar o facto de que os escravos que eram trazidos de África para Portugal não vinham de Angola. Vinham de terras africanas muito mais próximas, desde a Mauritânia até à então chamada Costa dos Escravos, na atual Nigéria. O lundum, portanto, não deve ter nascido em Angola, mas sim na Guiné ou no Benim, por exemplo. Não nos esqueçamos de que também foram levados milhões de escravos destas partes de África para o Brasil, como o demonstram as crenças populares nos orixás e o uso da língua nagô no candomblé, por exemplo.



Um lundum de autor anónimo brasileiro do séc. XIX



Tudo isto é Fado, por Amália Rodrigues

23 junho 2016

O São João no Porto há 137 anos

Ilustração publicada no semanário humorístico O Sorvete, do Porto, em 1879 (Desenho de Sebastião Sanhudo)


Observando este desenho de há 137 anos, verificamos que, em vários aspetos, a tradição ainda é o que era. Em cima, veem-se muitos balões, muitos foguetes (atualmente usa-se mais fogo de artifício) e a chegada de uma família burguesa ao que parece ser um arraial. A meia altura, deve estar uma cascata (vê-se mal, mas é o que parece, à esquerda do centro), uma fogueira saltada por um folião e um bailarico. Em baixo, à esquerda, salta a rolha de uma garrafa de vinho do Porto (agora bebe-se sobretudo cerveja), garrafa esta que está cruzada com uma sombrinha (guarda-chuva não é, certamente, mas sim uma sombrinha, pois no São João não costuma chover) e com um objeto que não sei identificar. Vê-se ainda uma caleche, cuja representação não sei o que pretende significar, e um bêbado cambaleando.

O que não se vê, neste São João do séc. XIX, são alhos porros, que os martelinhos de plástico vieram substituir nos nossos tempos. Para mim, é uma grande surpresa não ver um só alho porro nesta ilustração. Será que a tradição do uso do alho porro no São João do Porto afinal não é assim tão antiga?

21 junho 2016

Estilo

Enquanto jogadores profissionais, que ganham fortunas obscenas e que nunca fizeram outra coisa na vida que não fosse jogar futebol, não conseguem marcar golos, este rapaz índio do Alto Xingu, no Brasil, mostra como é que se joga (Foto de autor desconhecido)

19 junho 2016

Noites encantadas

Fotografia vencedora do concurso internacional The World at Night 2016, mostrando uma aurora boreal sobre Lofoten, Noruega (Foto: Alex Conu)


Desde 2009, tem lugar todos os anos um concurso internacional de fotografia noturna, chamado "The World at Night" (TWAN). Este concurso está aberto a qualquer pessoa que a ele queira concorrer, independentemente de ser amadora ou profissional, de qualquer parte do mundo.

Foram agora tornadas públicas as fotografias vencedoras do ano 2016, classificadas segundo seis categorias e subcategorias, de entre as mais de mil que concorreram, tiradas em 57 países. Surpreendentemente, nenhuma fotografia tirada em Portugal concorreu este ano.

No vídeo que se segue, são passadas em revista as diversas fotografias que venceram este ano e também as menções honrosas. Recoste-se e sinta-se parte integrante do Universo, vendo esta galeria de imagens com auroras boreais e austrais, a Via Láctea vista de diferentes pontos da Terra (nas fotografias feitas com lente de grande angular parece formando um arco), eclipses do Sol e da Lua, arcos concêntricos feitos pelas estrelas em volta dos polos (nas fotografias tiradas com um longo tempo de exposição), luzes artificiais e muitas, muitas estrelas. São noites encantadas, estas, que nos são mostradas no vídeo.

A página oficial do concurso The World at Night 2016 pode ser acedida através do endereço http://twanight.org/newTwan/news2016-2.asp.



Fotografias vencedoras e menções honrosas do concurso internacional The World at Night 2016

15 junho 2016

Musiquinhas de praia dos anos 60

Aline, pelo cantor romântico francês Christophe



The Young Ones, por Cliff Richard & The Shadows


Os Beach Boys não podiam faltar. Ainda por cima, Brian Wilson, fundador da banda e autor da maior parte da sua música, atuou há poucos dias nesta cidade do Porto, num festival primaveril de rock. A sua atuação foi considerada o ponto mais alto do festival, tendo sido do maior agrado de todo o público presente, desde os avós até aos netos. Entre as várias canções que interpretou, Brian Wilson cantou esta, Surfin' USA



Milena (a da Praia), pelo Conjunto Académico de João Paulo



Surf City, por Jan & Dean


Derniers Baisers, por Les Chats Sauvages