27 junho 2006

Guardando o Rebanho, de Silva Porto


Guardando o Rebanho, de António Carvalho da Silva (Silva Porto), óleo sobre tela, 1893, Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto

Comentários: 3

Blogger planaltobie escreveu...

Também gosto muito deste SPorto. É certo que eles (Bordalo, SPorto e companhia)queriam "fotografar". Mas que bem que fotografavam. Repara na poeira, no sol, e... no resto.

PS: tens andado pior, ou é preguicite?

28 junho, 2006 10:19  
Blogger Denudado escreveu...

Permito-me discordar da tua classificação desta e de outras pinturas como "fotografias".

Mesmo quando Silva Porto, Bordalo, José Malhoa, Veloso Salgado e muitos outros representavam "a realidade tal como ela é", eles de facto não a representavam tal como ela é. Não sei se me faço entender. Há sempre nos seus quadros uma interpretação, um toque, um "ar", um não-sei-quê, que não existe na fotografia tout court.

Este quadro de Silva Porto, por exemplo, dá-me uma sensação de sufocação e de calor que dificilmente uma fotografia me poderia dar. Ele é para mim uma materialização do Verão, a estação em que nos encontramos agora, embora não pareça, com o vento frio que sopra lá fora...

Quanto à minha recente ausência das lides bloguísticas, ela deve-se, simplesmente, a ter metido uns dias de férias. Passadas as chuvadas de há 15 dias, mais ou menos, fui acampar durante uns dias para o Sudoeste Alentejano. Andei tanto a pé por lá, que os meus calcanhares ficaram gretados e a sangrar... Mas gostei, mesmo assim.

28 junho, 2006 23:43  
Blogger planaltobie escreveu...

Percebo o que dizes, embora tenha dificuldades em concretizar. Pela "composição" (disposição dos elementos na tela) não vamos lá, porque também compões na fotografia. Pelo "momento" também não porque se a fotografia flagra neste quadro podes ver uma ovelha virada a comer.
Pelos "motivos" julgo que também não, porque há especialistas em fotografia de exteriores, paisagens, etc. tal como estes artistas plásticos.
Onde eu penso que há mais valias em relação ao "simples retrato" é na técnica, nos vestigios da pincelada, quase no cheiro das tintas, criando uma atmosfera especial que nos leva a dizer "que obra, que grande artista!".
Mas deixemos a critica para especialistas.

Um abraço.

29 junho, 2006 15:33  

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