10 fevereiro 2007

Carlos Paredes


Carlos Paredes era um homem possuído de uma enorme modéstia, que fazia tudo para evitar ser notado. Mas apesar dele mesmo, Carlos Paredes era notado, e de que maneira, quando punha as suas mãos na sua guitarra coimbrã e a tocava. Ocorria então uma transfiguração. Carlos Paredes deixava de ser um modesto funcionário público para se tornar no intérprete mais genuíno do sentir da alma portuguesa.

As melodias que compôs e a forma como as tocava são tesouros de um valor incalculável. Ouçamos o génio lírico de Carlos Paredes nesta página que lhe é dedicada.

Comentários: 4

Blogger Salucombo_Jr. escreveu...

meu Pai nao era um grande guitarrista, mas lembro de ele nos dizer que se fosse uma guitarra queria ser tocado por Carlos Paredes.

12 fevereiro, 2007 12:03  
Blogger Denudado escreveu...

Realmente, as mãos do Carlos Paredes eram mágicas, amigo Salucombo.

Aí por volta de 1982 ou 1983, se não me falha a memória, assisti a um concerto ao ar livre realizado em Afife, que é uma praia situada entre Viana do Castelo e Caminha. Do programa da noite constavam os Trovante, na primeira parte, e o maestro António Vitorino de Almeida actuando juntamente com Carlos Paredes, na segunda.

Antes de o concerto começar, foi anunciado ao microfone que Carlos Paredes ainda vinha a caminho, proveniente de Lisboa, mas que deveria chegar a tempo de actuar na segunda parte. Actuaram, então, os Trovante na primeira parte, como previsto, com um Luís Represas ainda muito imberbe...

Passado o intervalo, o Carlos Paredes continuava sem aparecer. O maestro António Vitorino de Almeida decidiu começar a segunda parte sozinho, esperando-se que o Carlos Paredes aparecesse a qualquer momento. Passado algum tempo, é anunciado ao microfone que o Carlos Paredes, afinal, não iria estar presente. Disseram que ele tinha acabado de telefonar de Viana do Castelo (a poucos km, já, do local do concerto), dizendo que não se sentia com coragem para enfrentar um público! A sua extraordinária timidez venceu-o. O Carlos Paredes fez, portanto, perto de 800 km de carro (quase 400 km na ida e outros tantos na volta) para nada!!!

O que valeu ao pessoal foi que o António Vitorino de Almeida tinha descaramento pelos dois e ainda sobrava...

12 fevereiro, 2007 23:32  
Anonymous sandrina paredes escreveu...

eu ainda sou da familia de carlos paredes um grande guitarrista

01 maio, 2009 17:05  
Blogger Fernando Ribeiro escreveu...

Cara Sandrina Paredes,

Tem toda a razão em se sentir orgulhosa por ser parente de um tão grande artista.

Obrigado pela sua visita.

29 setembro, 2010 23:43  

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