14 fevereiro 2007

Zeca Afonso morreu há vinte anos


CANÇÃO DE EMBALAR

Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p'ra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar

Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor

Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu'inda à noite é muito menina
Deixa-a vir também adormecer

José Afonso

Comentários: 3

Blogger CN escreveu...

insubstituível.

15 fevereiro, 2007 22:02  
Blogger Denudado escreveu...

Completamente de acordo, Carlos Narciso. O Zeca faz uma falta tremenda, com o seu apuradíssimo sentido de justiça, a sua solidariedade para com os pobres e a sua argúcia extrema. Ele era uma consciência incómoda para os poderosos, corruptos e gananciosos.

16 fevereiro, 2007 23:58  
Blogger Koluki escreveu...

Gigantes como Zeca Afonso e Carlos Paredes fazem parte das referencias de Portugal que a minha "memoria selectiva" nao consegue apagar...

18 fevereiro, 2007 19:12  

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