02 março 2007

Vamos à ópera


Alguns trechos de ópera encontrados na Web:

Abertura da ópera "As Bodas de Fígaro", de Wolfgang Amadeus Mozart

Una furtiva lagrima, da ópera "Elixir de Amor", de Gaetano Donizetti, pela inigualável voz de Luciano Pavarotti

Toreador, da ópera "Carmen", de Georges Bizet, uma ópera que foi mal recebida na ocasião da sua estreia, por ser considerada «imoral»

Cavalgada das Valquírias, de "A Valquíria", uma das óperas que constituem a tetralogia "O Anel dos Nibelungos", de Richard Wagner

Uma ária da ópera "As Bodas de Fígaro", de Mozart, por duas grandes divas: a neozelandesa de etnia maori (polinésia) Kiri Te Kanawa e a italiana Mirella Freni

Alfredo, Alfredo, di questo cuore, da ópera "La Traviata", de Verdi, por dois dos maiores monstros sagrados da ópera no séc. XX: Maria Callas e Alfredo Kraus; gravação efectuada em 1958, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa

Largo al Factotum, da ópera "O Barbeiro de Sevilha", de Gioachino Rossini, pelo barítono Mario Basiola (1982-1965)

Va pensiero, da ópera "Nabucco", de Giuseppe Verdi

Comentários: 3

Blogger Koluki escreveu...

Vamos embora!
So' uma pequena observacao: gostava da Cavalgada das Valquirias ate' ver o Appocalypse Now e de depois saber das alegadas ligacoes do Wagner ao regime Nazi...
Mas nao e' bem que tenha deixado de gostar, e' que passou a ter um outro sabor que nao aquele da inocencia inicial com que a ouvia.

Anyway, great music you have here!

03 março, 2007 18:59  
Blogger Denudado escreveu...

(...)alegadas ligacoes do Wagner ao regime Nazi(...)

Koluki, o Wagner não podia ter ligações ao regime nazi, porque morreu muito antes... A Koluki queria referir-se, pela certa, ao uso e abuso da música de Wagner pelos nazis. A razão desse uso e abuso parece residir no facto de as óperas de Wagner versarem lendas da mitologia germânica, como as lendas de Siegfried, Tristão e Isolda, Lohengrin, etc. Mas nada nelas aponta para a ideologia maléfica que enformou o nazismo. Ao que parece, estas lendas remontam à resistência dos Burgúndios à invasão dos Hunos na Alta Idade Média.

Talvez tenha sido por isso que, há alguns anos, o grande maestro e pianista judeu argentino Daniel Baremboim se tenha atrevido a tocar música de Wagner em Israel, o que levantou uma celeuma tremenda naquele país. Foi a primeira vez que se ouviu Wagner em Israel. Mas o Baremboim não é um judeu qualquer; é do mais heterodoxo que pode haver. Ele tem feito todos os possíveis para aproximar israelitas e palestinianos.

04 março, 2007 00:47  
Blogger Koluki escreveu...

Denudado,

Claro que Wagner nao foi contemporaneo do Hitler... Quando falo em "alegadas ligacoes" pretendo significar isso mesmo: alegadas, no sentido de "nao consubstanciadas material e objectivamente" e ligacoes, nao no sentido de ligacoes pessoais, mas de associacoes psicologicas, emocionais e intelectuais. Talvez eu devesse ter usado a palavra associacoes e nao ligacoes.
Lembro-me de ter visto ha uns anos, creio que na BBC, uma serie de programas sobre essa questao. Se bem me lembro, cada programa centrava-se em cada uma das componentes do "Ring" e o fio condutor da serie era precisamente a exploracao do substracto ideologico nelas imprimido pelo Wagner e a tentativa de explicacao do 'appeal' que ele teve para Hitler e os Nazis. Genericamente a conclusao apontava para a utilizacao em ambos os casos da mitologia germanica como "mito fundador" da alegada "superioridade cultural e racica" da Alemanha sobre as outras culturas europeias, o que tera levado Hitler a "apropriar-se" da musica de Wagner e ate dos espacos onde este viveu e onde as suas operas foram representadas pela primeira vez, como "soundtrack" do Nazismo... Claro que nao me aventuro muito neste dominio porque, obviamente, nao sou especialista na materia e, como alias referi no meu blog quando falei do 'Aria' do Grover Washington Jr., nem grande apreciadora de opera, a excepcao das arias... Mas aquela serie documental pareceu-me bastante convincente, o que somado a cena de abertura do Appocalypse Now com a Cavalgada como musica de fundo, apenas acentuou a percepcao de desconforto de que falei no meu anterior comentario.
Quanto ao Baremboim, tambem vi um documentario sobre a "aventura" dele em Israel com a musica do Wagner, incluindo uma longa entrevista com ele. Tambem, tanto quanto me lembro do argumento dele, o que ele pretendia era apenas "resgatar" a musica do Wagner da "apropriacao indevida" que os Nazis dela terao feito...

04 março, 2007 14:17  

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