01 janeiro 2014

A paz sem vencedor e sem vencidos


Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Sophia de Mello Breyner Andresen

Comentários: 4

Blogger Rogerio G. V. Pereira escreveu...

"Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos"

Que os vencidos sejam os vencedores de agora
E que assim seja pela vida fora

(Sophia quando morreu não podia supor que os vencedores chegassem a este ponto...)

01 janeiro, 2014 18:16  
Blogger Fernando Ribeiro escreveu...

Hoje completam-se oito anos sobre o início deste blog. Sempre teve este aspeto. Já pensei várias vezes em remodelá-lo e modernizá-lo, mas, se o fizer, os artigos mais antigos ficam mal configurados, porque foram feitos num editor de textos mais primitivo do que o atual. Por enquanto, pelo menos, o blog vai continuar assim, até que eu consiga dar a volta ao problema.

01 janeiro, 2014 23:29  
Blogger Um Jeito Manso escreveu...

Bom ano!

E com muita paz (apesar da violência que, por agora, apenas espreita à espera de pretexto). Acho uma escolha muito apropriada para o 1º dia do ano e, aliás, muito em consonância com a mensagem do Papa Francisco. Tanta guerra, tantos sempre vencidos, tantos falsos vencedores.

Tenhamos esperança!

01 janeiro, 2014 23:58  
Blogger Fernando Ribeiro escreveu...

Eu hesitei um pouco em publicar este poema da Sophia. Como é que pode haver paz sem vencedor nem vencidos, neste mundo sempre tão cheio de conflitos? Só por intervenção divina, pensei. Aliás, o poema é em forma de oração, pois a Sophia era crente. De repente, lembrei-me de Nelson Mandela. Ele foi um vencedor, mas agiu como se não houvesse vencidos e estabeleceu a paz que todos julgavam impossível. E publiquei o poema.

02 janeiro, 2014 23:38  

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