05 fevereiro 2014

As Três Graças

As Três Graças, relevo em gesso de um artista grego anónimo, Museu do Louvre, Paris

As Três Graças são uma das mais famosas composições plásticas da Grécia antiga, a qual tem vindo a ser reproduzida e recriada por múltiplos artistas ao longo dos séculos, desde a antiguidade clássica até aos nossos dias, sobretudo durante o Império Romano, a época do Renascimento (séculos XV e XVI) e a do Neoclassicismo (séculos XVIII e XIX). Na arte contemporânea, voltamos a encontrar As Três Graças em diversas obras de vários artistas, por vezes num contexto iconoclasta e de subversão do conceito original.

As Três Graças são três deusas que, na mitologia grega, serviam Afrodite, a deusa do amor. Filhas de Zeus e da deusa Eurínome, são elas Aglaia, Eufrosina e Tália. Simbolizam, habitualmente, a beleza, o encanto e a abundância. Séneca (circa 4 A.C.-65 D.C.), escreveu que elas representam as três facetas da generosidade: dar, receber e retribuir. Os filósofos de Florença no séc. XV viram nelas a castidade, a beleza e o amor ou, então, as três fases do amor: beleza, desejo e satisfação.

As Três Graças costumam ser representadas como três jovens nuas, de pé e com as mãos pousadas nos ombros umas das outras. A do meio encontra-se habitualmente virada de costas em relação às outras duas.

Não se sabe quem foi que criou a composição As Três Graças nem em que local é que o fez. Supõe-se que foi alguém que viveu nos finais do período helenístico, ou seja, no século II A.C., mas não há certeza nenhuma.

As Três Graças. Uma das dezasseis cópias romanas conhecidas de relevo grego do período helenístico. Mármore. The Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque

As Três Graças. Fresco de Pompeia, cidade destruída em 79 D.C. por uma erupção vulcânica

Moeda romana com a efígie de Crispina, que foi casada com o imperador Cómodo, no verso e As Três Graças no reverso. 177-183 D.C.

As Três Graças. Escultura dos banhos romanos de Cirene, na Líbia, tal como estava nos anos de 1950 a 1965

As Três Graças. A mesma escultura da fotografia anterior, tal como está na atualidade: seriamente danificada

As Três Graças. Óleo sobre tela, de Rafael (1483-1520). Museu Condé, Chantilly, França

As Três Graças. Desenho de Rafael (1483-1520). Coleção da rainha de Inglaterra

As Três Graças. Fresco de Correggio (1489-1534). Mosteiro de São Paulo, Parma, Itália

As Três Graças. Óleo sobre tela de Hans Baldung (1484-1545). Museu do Prado, Madrid, Espanha

As Três Graças. Óleo sobre madeira de Lucas Cranach, o Velho (1472-1553). Nelson-Atkins Museum of Art, Kansas City, Estados Unidos da América

As Três Graças. Óleo sobre tela de Lucas Cranach, o Velho (1472-1553). Museu do Louvre, Paris, França

As Três Graças. Gravura de Carracci (1557-1602). Städel, Frankfurt am Main, Alemanha

As Três Graças. Óleo sobre tela de Pieter Paul Rubens (1577-1640). Museu do Prado, Madrid, Espanha

As Três Graças. Carle van Loo (1705-1765). Castelo de Chenonceau, França

As Três Graças. Escultura em mármore de Antonio Canova (1757-1822). Hermitage, Sampetersburgo, Rússia

As Três Graças e Cupido. Escultura em mármore de Bertel Thorvaldsen (1770-1844). Museu Thorvaldsen, Copenhaga, Dinamarca

As Três Graças. Escultura em mármore de James Pradier (1790-1852). Museu do Louvre, Paris, França

As Três Graças. Óleo de Emile Vermon (1872-1920)

As Três Graças. Óleo sobre tela de Pablo Picasso (1881-1973)

As Três Graças. Desenho de Pablo Picasso (1881-1973)

As Três Graças. Gravura a água forte de Pablo Picasso (1881-1973)

As Três Graças coroadas de flores. Litografia de Pablo Picasso (1881-1973)


Comentários: 4

Anonymous Luiz Duboc escreveu...

Belo trabalho, Fernando. Simples e preciso, mas não precisa de adjetivos. Valeu, como dia aquela Sofia no fim.
Abraço

28 dezembro, 2014 14:34  
Blogger Fernando Ribeiro escreveu...

Fico contente por saber que gostou. Faço o melhor que posso e sei. Volte sempre.

29 dezembro, 2014 02:48  
Blogger Regina Peace escreveu...

Esta procurando informação sobre "As Três Graças" e encontrei várias em uma unica página. Simplesmente encantador!
Obrigada!

16 março, 2015 16:22  
Blogger Fernando Ribeiro escreveu...

De nada, cara Regina Peace. A beleza é intemporal.

17 março, 2015 02:31  

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