31 maio 2014

«Vai no Batalha»

Baixo-relevo de Américo Soares Braga (1909-1991) na fachada do Cinema Batalha, Porto. A figura feminina que se encontra de pé em baixo, à esquerda, representa uma ceifeira empunhando uma foice; à sua direita, com uma corrente ao ombro, está representado um operário, que tinha na sua mão um martelo. Antes da inauguração do cinema em 1947, o martelo teve que ser retirado, porque a representação de uma camponesa e de um operário, com uma foice e um martelo nas mãos, fazia com que este baixo-relevo fosse "subversivo"... (Foto: Teo Dias)

Comentários: 2

Blogger Teo Dias escreveu...

Caro Amigo,

1. Agradeço que tenha publicado a minha foto e feito alusão ao autor.

2. O Batalha continua a ser um local emblemático da cidade e do cinema na cidade. Obrigado por ter relembrado tal facto.

3. O problema da censura após a obra feita surge porque Artur Andrade era um homem da Oposição?

3. Permito-me fazer referência a uma das páginas das "Ruas da Minha Terra" onde se fala do episódio dos frescos censurados da autoria de Júlio Pomar: http://ruasdoporto.blogspot.pt/2014/03/os-frescos-do-cinema-batalha.html

Abraço

31 maio, 2014 19:34  
Blogger Fernando Ribeiro escreveu...

Caro Teo Dias,

Eu é que lhe agradeço o facto de ter publicado na Net a fotografia que reproduzo. Foi a melhor de todas as que encontrei. Não é qualquer pessoa que consegue uma foto assim. Muitos parabéns.

Agradeço-lhe também esta sua intervenção em jeito de comentário, que é extremamente enriquecedora para a compreensão da enorme importância que o Cinema Batalha tem para a cidade do Porto. Agradeço-lhe sobretudo o link para a sua página acerca dos desaparecidos frescos de Júlio Pomar, que um presidente de câmara fascista estupidamente mandou apagar.

Quantas vezes eu tranpus as portas do Cinema Batalha, tanto para ver muitos dos filmes que nele eram exibidos comercialmente, como para assistir a inúmeras sessões do Cine-Clube do Porto, de que eu era sócio! Muitas e boas horas de cultura e diversão passei eu naquela sala!

Era altamente desejável que, de uma vez por todas, se encontrasse uma solução definitiva para a ocupação daquele edifício tão emblemático, uma ocupação que fosse útil e enriquecedora para a população da cidade. Oxalá isso se venha a conseguir.

Um abraço

01 junho, 2014 00:13  

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