23 junho 2026

Noite de São João no Jardim da Quinta da China


Noite de São João no Jardim da Quinta da China, 1908, óleo sobre tela de Aurélia de Sousa (1866–1922). Coleção particular
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A pintora Aurélia de Sousa pertenceu a uma família abastada e viveu durante grande parte da sua vida na chamada Quinta da China, na cidade do Porto. Esta quinta ficava nas imediações da antiga Quinta de Nova Sintra, que é o atual Parque de Nova Sintra, onde está instalada a empresa Águas e Energia do Porto e que pode ser visitado.

No tempo de Aurélia de Sousa, a Quinta da China era um dos espaços mais requintados e privilegiados da cidade do Porto, com uma magnífica vista sobre o Rio Douro e a encosta fronteira de Gaia e possuindo belos e frondosos jardins.

21 junho 2026

Música fresquinha para os dias de verão


Sloop John B, por The Beach Boys

Tu Vuò Fa' l'Americano, em dialeto napolitano, por Renato Carosone

A Teenager in Love, por Dion & The Belmonts

Poetry in Motion, por Johnny Tillotson

Hello Mary Lou, Goodbye Heart, por Ricky Nelson

Lucky Lips, por Cliff Richard & The Shadows

17 junho 2026

Uma balada nostálgica de Paul McCartney


Paul McCartney e a banda Wings interpretam Mull of Kintyre, uma balada nostálgica de Paul McCartney e Denny Laine, evocativa de um cabo existente no sudoeste da Escócia, chamado Mull of Kintyre, onde Paul teve uma casa

15 junho 2026

Bugios e Mourisqueiros


Bugios e Mourisqueiros, sétimo episódio da série televisiva Viagem ao Maravilhoso, de Carlos Brandão Lucas

Já faltam poucos dias para o solstício de verão e, logo a seguir, para o dia de S. João, que é dia de festa em inúmeras localidades portuguesas. Entre tantas localidades onde se festejs o S. João, existe uma em que este santo é celebrado de forma diferente das restantes. Esta localidade é a vila de Sobrado, no concelho de Valongo, que fica a uns escassos 15 a 20 quilómetros da cidade do Porto.

Em Sobrado, no dia 24 de junho (portanto no próprio dia de S. João e não na véspera), são revividas tradições que não costumam aparecer ligadas ao S. João e que mais facilmente associaríamos ao Carnaval, como é o caso dos caretos de Podence, ou ao solstício de inverno, como acontece com o chocalheiro de Bemposta. É a Festa da Bugiada e Mouriscada, também chamada apenas Bugiada.

No vídeo acima, podemos ver uma reportagem sobre a Bugiada e Mouriscada de Sobrado, que foi feita por Carlos Brandão Lucas para a RTP em 1990. A imagem e o som deixam muito a desejar, mas o que importa são os esclarecimentos que nos são dados pelo autor do vídeo, explicando-nos as cenas que nos vão sendo apresentandas.

Segue-se um outro vídeo que é muito mais recente, pois é de 2019, e que nos apresenta um som e uma imagem com uma qualidade incomparavelmente superior, mas não tem palavras. Em Sobrado, o S. João é assim.

13 junho 2026

Let's Get Lost


Chet Baker canta Let's Get Lost, um clássico do jazz da autoria de Jimmy McHugh (música) e Frank Loesser (letra), com Chet Baker no trompete além ds voz, Russ Freeman no piano, Carson Smith no contrabaixo e Bob Neel na bateria. Gravado em 1955. Apenas som

10 junho 2026

Quando o 10 de Junho era um dia trágico




Portugal, cerimónias do 10 de Junho entre 1961 e 1974
(Fotos de autores desconhecidos)

Enquanto os filhos dos dignitários do regime eram poupados aos horrores da Guerra Colonial, no 10 de Junho um povo utilizado como carne para canhão era condecorado em pungentes cerimónias oficiais.

08 junho 2026

Marte desarmado por Vénus


Marte desarmado por Vénus, 1824, óleo sobre madeira do pintor neoclássico francês Jacques-Louis David (1748–1825), Museus Reais de Belas-Artes da Bélgica, Bruxelas, Bélgica
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Sem entrarmos em pormenores, podemos dizer que a Revolução Francesa foi um marco fundamental na História da Europa, porque consistiu numa transição extraordinariamente violenta de uma sociedade monárquica e absolutista, dominada pela aristocracia, para uma sociedade republicana e liberal, imposta pela burguesia. No domínio da arte, a Revolução Francesa também foi acompanhada de uma mudança de paradigma, mas não de uma revolução.

Ao longo do séc. XVII, aproximadamente, a arte na Europa tinha entrado num período chamado barroco, um período de exageros e de paixões, exuberante de formas e de linhas, que desejava provocar emoções intensas.

Durante o séc. XVIII, o barroco continuou a existir, exuberante como sempre, mas evoluiu no sentido de maior requinte, delicadeza e luminosidade, mas também no sentido de uma maior superficialidade. A este barroco final dá-se o nome de rococó. Podemos dizer, talvez, que ao rococó, nas artes plásticas, correspondeu um género musical com características galantes, palacianas e lúdicas, mas sempre requintadas em extremo.

Esgotada a fórmula rococó, surgiu na Europa uma nova corrente artística, que poderia ser a arte da Revolução Francesa, mas não foi: a arte neoclássica. O neoclassicismo procurou devolver à arte o rigor e a beleza depurada da Antiga Grécia, contra os excessos do barroco e do rococó. Porém, à arte neoclássica faltou o espírito que animou os grandes artistas da Antiguidade, resultando quase sempre em pinturas e esculturas formalmente irrepreensíveis, sem dúvida nenhuma, mas artificiais e estáticas, sem vida nem chama. Em vez de ser a arte da Revolução Francesa, o neoclassicismo acabou por ser, pelo menos até certo ponto, a arte da França Napoleónica querendo conquistar a Europa.

06 junho 2026

Abertura La Gazza Ladra de Rossini


Abertura da ópera La Gazza Ladra ("A Pega Ladra", isto é, a pega que rouba), do compositor italiano Gioachino Rossini (1792–1868), pela Orquestra Filarmónica de Viena sob a direção do maestro venezuelano Gustavo Dudamel