Carlos de Bragança (Rei de Portugal)
O Sobreiro, pastel sobre cartão de Carlos de Bragança (1863–1908), Palácio Ducal — Fundação da Casa de Bragança, Vila Viçosa, Portugal
Sou republicano convicto. Logo, não nutro especial simpatia pela figura de D. Carlos e pelo papel que ele representou como rei de Portugal. Com a arrogância própria de quem se julgava acima do comum dos mortais, D. Carlos chamava "Piolheira" ao seu próprio país e apoiou, contra ventos e marés, o governo autoritário (para não lhe chamar ditatorial) de João Franco. Quanto ao ultimato britânico, não atribuo particulares responsabilidades a D. Carlos pelo sucedido; acho que D. Carlos foi apanhado por um turbilhão de acontecimentos que o ultrapassaram. Como prezo a vida humana, também condeno o seu assassinato em 1908, juntamente com o príncipe herdeiro Luís Filipe.
Neste momento, o que eu pretendo salientar é o valor do rei D. Carlos como pintor de grande talento, que de facto foi. Também foi fotógrafo, ceramista, ornitólogo, oceanógrafo, etc., dos mais destacados na Europa do seu tempo. A pintura que aqui se reproduz é um exemplo eloquente do seu grande valor artístico.



Comentários: 1
E eu prezo muito quem sabe separar as águas. Carlos de Bragança era um aristocratazeco pedante, mas um excelente pintor!
Abraço
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