(Cantiga de Amigo)
Olhei-me com sede na manhã fria
e só tinha mãos que o mar esquecia
Morrerei donzela
e sozinha
Toquei-me um calor de corpo macio
e só tive mãos para um mar vazio
Morrerei donzela
e sozinha
E só tinha mãos que o mar esquecia
nessa onda morta amigo não via
Morrerei donzela
e sozinha
E só tive mãos para o mar vazio
na onda lassa nem um barco esguio
Morrerei donzela
e sozinha
Nessa onda morta amigo não via
rumarei meus passos na areia fria
Morrerei donzela
e sozinha
Deana Barroqueiro, 1967, suplemento Juvenil do jornal Diário de Lisboa
Embarque de militares portugueses para a Guerra Colonial (Foto de autor desconhecido)




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