Liberdade ou Morte
Já passou o dia 14 de julho, em que a França comemora a Tomada da Bastilha, mas ainda evoco essa data para recordar um dos quadros mais icónicos da Revolução Francesa. O quadro original, que tinha cerca de três metros de altura, está dado como perdido, mas resta uma sua versão em pequeno formato, que é a que aqui se reproduz.
O pintor parisiense Jean-Baptiste Regnault foi um entusiástico apoiante da Revolução Francesa e, como tal, resolveu fazer aquela que acabou por se tornar uma das mais significativas pinturas revolucionárias: O Génio da França entre a Liberdade e a Morte.
No centro da composição vê-se uma figura claramente inspirada num fresco de Rafael, que representa o deus Mercúrio e pode ser visto em Roma, na Villa Farnesina. A representação feita por Regnault simboliza o povo francês, alado, de braços abertos e com uma chama sobre a cabeça, pronto a sacrificar-se.
À esquerda, sentada num trono onde se vê uma serpente em círculo mordendo a sua própria cauda, está uma representação da República Francesa. Esta tem uma estrela sobre a cabeça e é acompanhada dos símbolos jacobinos que representam a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade. À direita, encontra-se uma representação da Morte, facilmente reconhecível. Toda esta composição paira sobre a Terra (em baixo), como que significando que os valores da Revolução são universais.





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