Mário Eloy
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O pintor português Mário Eloy de Jesus Pereira nasceu em Algés, no concelho de Oeiras, em 1900. Irrequieto por natureza, Mário Eloy inscreveu-se na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1913, mas abandonou-a ao fim de dois anos, descontente com o tipo de ensino que esta escola ministrava. Durante quatro anos levou uma vida boémia, tomando habitualmente parte nas tertúlias dos cafés Martinho e Brasileira do Chiado, nas quais conviveu com artistas e outros intelectuais que frequentavam os mesmos estabelecimentos, nomeadamente Eduardo Viana, que muito o influenciou. Foi graças, sobretudo, a Eduardo Viana, que Mário Eloy deixou de se inspirar na obra de Columbano Bordalo Pinheiro e deixou de pintar ambientes escuros e sombrios.
Por volta dos vinte anos de idade, Mário Eloy rebelou-se contra a vontade do pai, que queria que ele fosse bancário, e fugiu para Madrid, onde as obras que viu expostas no Museu do Prado o levaram a decidir abandonar o diletantismo em que vivera até então, para passar a construir um futuro sólido como artista plástico. Mário Eloy dedicou-se, sobretudo, à pintura e ao desenho, e a exigência que impôs a si próprio levou-o a destruir muitas das obras que produziu, porque as considerava medíocres.
Mário Eloy foi um pintor do seu tempo, graças aos contactos que manteve com alguns grandes artistas seus contemporâneos, como Pablo Picasso, Oskar Kokoschka, Giorgio de Chirico e outros mais, durante as suas permanências em Paris e, sobretudo, em Berlim, onde descobriu a fervilhante vida artística da Alemanha de entre as duas guerras. Em vez de se limitar a seguir os estilos e as correntes artísticas com que ia contactando, Mário Eloy incorporou-os no seu próprio estilo pessoal, que se tinha tornado colorido e luminoso, como pintor meridional que ele era. Teve uma evolução artística consistente, mas sem deixar de permanecer inquieto e exigente consigo próprio. Foi um artista admirado, realizou exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro, recebeu prémios, etc. Até que…
Em 1940 foi-lhe diagnosticada uma doença degenerativa e incurável, que o levou a perder progressivamente a coordenação motora, primeiro, e que o conduziu à loucura, por fim. Abandonou quase por completo a pintura e passou a fazer desenhos cada vez mais aterradores, com figuras monstruosas e cenas horripilantes, que revelavam um mundo de pesadelo, que era o mundo em que o seu cérebro doente tinha mergulhado. Faleceu em 1951 na Casa de Saúde do Telhal, no concelho de Sintra, onde tinha sido internado.
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