21 setembro 2026

O verão está de saída


Torse de l'Été, 1911, bronze do escultor francês Aristide Maillol (18611944), Parque de Esculturas e Jardins de Frederik Meijer, Grand Rapids, Michigan, Estados Unidos

Não nos iludamos com o intenso calor que sentimos neste momento. O verão está mesmo de saída, porque a Terra não deixa de se mover em volta do Sol, à velocidade linear aproximada de 29,78 km/s, ou seja, 107 208 quilómetros por hora!

Os sinais estão todos aí, apesar da elevada temperatura que nos faz transpirar: as noites crescem a olhos vistos, os dias diminuem na mesma proporção, o sol está cada vez mais amarelado, as primeiras folhas mortas (ainda em pequena quantidade) são arrastadas pelo vento que ainda é quente, os ouriços dos castanheiros começam a tombar no chão para se abrirem e nos mostrarem as castanhas maduras no seu interior, e o firmamento prepara-se para nos exibir a sua toilette de inverno, que na minha opinião é mais bonita do que a toilette de verão.

Com efeito, nestes mesmo dias que estamos a viver, de madrugada e ainda antes de o dia começar a clarear, a mais bela constelação (Orion) e a mais brilhante e mais cintilante estrela do céu noturno (Sírius) já se nos mostram em todo o seu esplendor para as bandas do sueste. Elas irão fazer-nos companhia, cada vez mais cedo, nas geladas noites estreladas de inverno, até à chegada do equinócio da primavera, em março do próximo ano. Afinal, nem tudo é triste e deprimente durante o outono e o inverno.

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