«Rosas em Janeiro?!»
Santa Isabel da Hungria, 1673–74, óleo sobre tela de Marcos da Cruz (c.1610–1683). Capela da Ordem Terceira de S. Francisco, Lisboa
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Esta quadro representa o chamado Milagre das Rosas, atribuído a Santa Isabel da Hungria. Não, não me enganei. O Milagre das Rosas não é atribuído apenas à Rainha Santa Isabel, que foi princesa, por ter sido filha do rei Pedro III de Aragão, e rainha de Portugal, por ter casado com o rei D. Dinis. Este milagre também é atribuído a Santa Isabel da Hungria, que foi filha do rei André II da Hungria e se casou com o príncipe Luís IV da Turíngia, na atual Alemanha. Além disso, Santa Isabel da Hungria foi tia-avó de Santa Isabel de Portugal. O facto de terem o mesmo nome e de serem aparentadas terá estado na origem da atribuição a ambas de um mesmo milagre?
O autor deste quadro foi Marcos da Cruz, pintor português nascido por volta de 1610 na cidade de Lisboa, segundo se supõe. Marcos da Cruz aprendeu a pintar com o jesuíta Simão Rodrigues, com o pintor André Reinoso e, provavelmente, com o pintor Gabriel da Silva Paz. Marcos da Cruz foi autor de numerosos quadros para a Casa de Bragança, para diversas personalidades da alta aristocracia portuguesa e para várias instituições religiosas influentes no seu tempo. Morreu em Lisboa em 1683.




Comentários: 2
Dois milagres das rosas? E ambos conseguidos por isabeis que até são parentes... Só me ocorre dizer que precisamos de mais mulheres destas junto das grandes fábricas de armamento. "Senhora, trazeis-me metralhadoras?", "São rosas, senhor, são rosas. E agora amanhai-vos com elas para perpetuardes as vossas guerras!"
A tela é lindíssima. Obrigada, Fernando!
Aqui perto de minha casa já vi lindas rosas vermelhas num pequeno jardim privado. E estamos em janeiro e faz um frio de rachar! Alguém deveria dizer às rosas que elas estão enganadas e que ainda não é o tempo delas.
Este é o tempo das camélias, que aqui no Porto já se mostram em todo o seu esplendor. As magnólias também já começaram a fazer a sua aparição cada vez em maior número, com as suas grandes corolas brancas e rosadas. A primavera ainda não está ao virar da esquina, mas todas estas flores já nos dizem que ela há de vir aí.
Quanto às metralhadoras, não são "flores" que se cheirem. Um abraço.
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